Confidentes. Amigos. Companheiros. Colegas. Conhecidos. As vezes paramos para nos perguntar como as pessoas surgem em nossas vidas e necessariamente tomam uma importância diferenciada. No ciclo comum do conhecimento e confiança, ela se torna uma conhecida e vai "evoluindo" de nível, até que se torne um irmão, confidente.
As coisas que começam a ser tristes com essas "evoluções" não são positivas. Quando um irmão, um amigo no qual era importante em tudo, se tornou apenas um colega, alguém. Não somos programados para lidar com perdas e, em razão disso, não sabemos como reverter essa situação. O medo do desconhecido e do que podemos enfrentar nos faz desistir de tentar, tornando-nos frágeis e propícios a perda. Por isso é muito importante preservar o que já tem do que conquistar o perdido.

Não deixe o amigo se tornar conhecido.
7 de jan. de 2015
Confidentes. Amigos. Companheiros. Colegas. Conhecidos. As vezes paramos para nos perguntar como as pessoas surgem em nossas vidas e necessariamente tomam uma importância diferenciada. No ciclo comum do conhecimento e confiança, ela se torna uma conhecida e vai "evoluindo" de nível, até que se torne um irmão, confidente.
As coisas que começam a ser tristes com essas "evoluções" não são positivas. Quando um irmão, um amigo no qual era importante em tudo, se tornou apenas um colega, alguém. Não somos programados para lidar com perdas e, em razão disso, não sabemos como reverter essa situação. O medo do desconhecido e do que podemos enfrentar nos faz desistir de tentar, tornando-nos frágeis e propícios a perda. Por isso é muito importante preservar o que já tem do que conquistar o perdido.

Horas passaram sendo apenas o papel, a caneta, eu e a vontade de escrever. Tentava pensar em algo mas, para variar, só imaginava você. Sei que deveria parar com isso e te esquecer. Apesar de lutar, não dá.
Sempre foi meu amor, minha força e fraqueza, alegria e frustração, minha razão e inspiração, amigo. Talvez esse tenha sido o maior erro, te deixar ocupando todos os cargos nesse romance até os que eu deveria ocupar. E agora que se foi, só sobrou o vazio que domina no peito.
Sempre necessitei secretamente de alguém que suprisse a minha carência e desse o amor idealizado. Percebeu isso mesmo através das máscaras de alegria nas quais escondia e sem precisar que lhe entregasse qualquer dica, me desvendou para ficar. Ficou mesmo sabendo as coisas que escondia por serem o motivo do afastamento de todos os outros. Me amou sem medo e ajudou a amar da mesma forma. E agora se foi.
Sinto falta de você. Procurava alguém no qual completasse o vazio e conseguiste, mas desfez ao ir embora. Partiste sem deixar nenhuma explicação ou consolo, me fazendo caminhar dolorosamente. Sinto muito. Não consigo seguir sem ti. Preciso te encontrar não importa onde e, por isso, escolho morrer a viver.
Sempre foi meu amor, minha força e fraqueza, alegria e frustração, minha razão e inspiração, amigo. Talvez esse tenha sido o maior erro, te deixar ocupando todos os cargos nesse romance até os que eu deveria ocupar. E agora que se foi, só sobrou o vazio que domina no peito.
Sempre necessitei secretamente de alguém que suprisse a minha carência e desse o amor idealizado. Percebeu isso mesmo através das máscaras de alegria nas quais escondia e sem precisar que lhe entregasse qualquer dica, me desvendou para ficar. Ficou mesmo sabendo as coisas que escondia por serem o motivo do afastamento de todos os outros. Me amou sem medo e ajudou a amar da mesma forma. E agora se foi.
Sinto falta de você. Procurava alguém no qual completasse o vazio e conseguiste, mas desfez ao ir embora. Partiste sem deixar nenhuma explicação ou consolo, me fazendo caminhar dolorosamente. Sinto muito. Não consigo seguir sem ti. Preciso te encontrar não importa onde e, por isso, escolho morrer a viver.
Amor sem fim.
Horas passaram sendo apenas o papel, a caneta, eu e a vontade de escrever. Tentava pensar em algo mas, para variar, só imaginava você. Sei que deveria parar com isso e te esquecer. Apesar de lutar, não dá.
Sempre foi meu amor, minha força e fraqueza, alegria e frustração, minha razão e inspiração, amigo. Talvez esse tenha sido o maior erro, te deixar ocupando todos os cargos nesse romance até os que eu deveria ocupar. E agora que se foi, só sobrou o vazio que domina no peito.
Sempre necessitei secretamente de alguém que suprisse a minha carência e desse o amor idealizado. Percebeu isso mesmo através das máscaras de alegria nas quais escondia e sem precisar que lhe entregasse qualquer dica, me desvendou para ficar. Ficou mesmo sabendo as coisas que escondia por serem o motivo do afastamento de todos os outros. Me amou sem medo e ajudou a amar da mesma forma. E agora se foi.
Sinto falta de você. Procurava alguém no qual completasse o vazio e conseguiste, mas desfez ao ir embora. Partiste sem deixar nenhuma explicação ou consolo, me fazendo caminhar dolorosamente. Sinto muito. Não consigo seguir sem ti. Preciso te encontrar não importa onde e, por isso, escolho morrer a viver.
Sempre foi meu amor, minha força e fraqueza, alegria e frustração, minha razão e inspiração, amigo. Talvez esse tenha sido o maior erro, te deixar ocupando todos os cargos nesse romance até os que eu deveria ocupar. E agora que se foi, só sobrou o vazio que domina no peito.
Sempre necessitei secretamente de alguém que suprisse a minha carência e desse o amor idealizado. Percebeu isso mesmo através das máscaras de alegria nas quais escondia e sem precisar que lhe entregasse qualquer dica, me desvendou para ficar. Ficou mesmo sabendo as coisas que escondia por serem o motivo do afastamento de todos os outros. Me amou sem medo e ajudou a amar da mesma forma. E agora se foi.
Sinto falta de você. Procurava alguém no qual completasse o vazio e conseguiste, mas desfez ao ir embora. Partiste sem deixar nenhuma explicação ou consolo, me fazendo caminhar dolorosamente. Sinto muito. Não consigo seguir sem ti. Preciso te encontrar não importa onde e, por isso, escolho morrer a viver.
As pessoas costumam dizer que anjos existem, eu costumo acreditar, porque você existe, porque você está aqui, mesmo quando o dia não está ensolarado, mesmo quando eu estou de tpm, quando eu estou melancólica, e dramática, e até mesmo quando eu digo que quero ficar sozinha. Porque você está aqui, quando ninguém mais quer está. Quando meu mundo está desabando, você me faz dar boas gargalhadas, cuida de mim, e insiste dizer que tudo vai ficar bem, e faz com que realmente fique. Dizem que um dia, todos vão nós abandonar, acredito nisso. Mas gosto de acreditar, que você não está incluído. Ter você por perto, é como ter uma lareira no inverno, aconchegante e necessário.

Ter você por perto
6 de jan. de 2015
As pessoas costumam dizer que anjos existem, eu costumo acreditar, porque você existe, porque você está aqui, mesmo quando o dia não está ensolarado, mesmo quando eu estou de tpm, quando eu estou melancólica, e dramática, e até mesmo quando eu digo que quero ficar sozinha. Porque você está aqui, quando ninguém mais quer está. Quando meu mundo está desabando, você me faz dar boas gargalhadas, cuida de mim, e insiste dizer que tudo vai ficar bem, e faz com que realmente fique. Dizem que um dia, todos vão nós abandonar, acredito nisso. Mas gosto de acreditar, que você não está incluído. Ter você por perto, é como ter uma lareira no inverno, aconchegante e necessário.

Morte e Vida Severina é um livro contando em poesia do poeta e escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto. Obra de sucesso da terceira fase modernista. Época em que se valorizava o aprofundamento temático do que era proposto.
O próprio título mostra o quanto esse autor era destinado a sua época.
As histórias tradicionais costumam linear os fatos através da vida até a morte. João fez o contrário. Ele quebrou esse paradigma querendo propor descrever que a morte vem primeiro até chegar a vida. E por que "Vida Severina"? Semanticamente falando, isso se trata de uma locução adjetiva do qual faz o título se referir a todos os "severinos" que sobrevivem as condições difíceis.
E quem esses "severinos"? Ele conseguiu generalizar todos os retirantes que vão buscar uma vida melhor em um único personagem. Já relacionando com a principal característica da terceira fase moderna.
O próprio título mostra o quanto esse autor era destinado a sua época.
As histórias tradicionais costumam linear os fatos através da vida até a morte. João fez o contrário. Ele quebrou esse paradigma querendo propor descrever que a morte vem primeiro até chegar a vida. E por que "Vida Severina"? Semanticamente falando, isso se trata de uma locução adjetiva do qual faz o título se referir a todos os "severinos" que sobrevivem as condições difíceis.
E quem esses "severinos"? Ele conseguiu generalizar todos os retirantes que vão buscar uma vida melhor em um único personagem. Já relacionando com a principal característica da terceira fase moderna.
"Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba."
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba."
Por exemplo, devido as dificuldades em que o personagem retirante vive, decide tentar se identificar para o público através de acontecimentos da sua vida, segundo o trecho acima. Por que? É nítido observar que uma pessoa como essa sobrevive em condições precárias das quais não pode nem possuir um simples nome registrado no cartório.
"Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,"
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,"
Ao desenrolar da cena, consegue ser identificado uma das principais características de João Cabral de Melo neto. A metapoesia. Ao ler profundamente esse trecho, observa-se uma comparação com a próprio trabalho poético. A dificuldade em trabalhar e transmitir a mensagem da palavra.
Feito isso, a história se resume em contar a viagem de um retirante do Sertão para a Zona da Mata, certo? Errado! Inicialmente, algum leitor pode acabar se perguntando: O tema em si é a seca. Por que ele encontra fertilidade em Recife e a obra continua?! Aí que entra o aprofundamento temático da terceira fase modernista. Ele trata de retratar a dificuldade em que muitos retirantes enfrentam ao sair de sua casa em busca de trabalho. O descaso é tanto que uns chegam a falecer sem condições de viver.
Ah, detalhe! Por que o subtítulo do livro está titulado como "Um Auto de Natal Pernambucano?" Ao chegar na Zona da Mata pernambucana, Severino espera encontrar fartura e fertilidade. Com as dificuldades ocorrendo no local, uma cena em especial trata de explicar isso. O nascimento do menino com 3 sertanejas ao seu redor em comparação ao nascimento de Jesus Cristo e os reis magos é facilmente identificado. Mas não quer dizer que é religioso. É dito auto de natal pois lembra a cena porém representada pela esperança de uma vivência melhor na região.
Com tudo isso, fica minha indicação para a procura desse livro de gigante qualidade.
Resenha: Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto.
Morte e Vida Severina é um livro contando em poesia do poeta e escritor pernambucano João Cabral de Melo Neto. Obra de sucesso da terceira fase modernista. Época em que se valorizava o aprofundamento temático do que era proposto.
O próprio título mostra o quanto esse autor era destinado a sua época.
As histórias tradicionais costumam linear os fatos através da vida até a morte. João fez o contrário. Ele quebrou esse paradigma querendo propor descrever que a morte vem primeiro até chegar a vida. E por que "Vida Severina"? Semanticamente falando, isso se trata de uma locução adjetiva do qual faz o título se referir a todos os "severinos" que sobrevivem as condições difíceis.
E quem esses "severinos"? Ele conseguiu generalizar todos os retirantes que vão buscar uma vida melhor em um único personagem. Já relacionando com a principal característica da terceira fase moderna.
O próprio título mostra o quanto esse autor era destinado a sua época.
As histórias tradicionais costumam linear os fatos através da vida até a morte. João fez o contrário. Ele quebrou esse paradigma querendo propor descrever que a morte vem primeiro até chegar a vida. E por que "Vida Severina"? Semanticamente falando, isso se trata de uma locução adjetiva do qual faz o título se referir a todos os "severinos" que sobrevivem as condições difíceis.
E quem esses "severinos"? Ele conseguiu generalizar todos os retirantes que vão buscar uma vida melhor em um único personagem. Já relacionando com a principal característica da terceira fase moderna.
"Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba."
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba."
Por exemplo, devido as dificuldades em que o personagem retirante vive, decide tentar se identificar para o público através de acontecimentos da sua vida, segundo o trecho acima. Por que? É nítido observar que uma pessoa como essa sobrevive em condições precárias das quais não pode nem possuir um simples nome registrado no cartório.
"Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,"
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,"
Ao desenrolar da cena, consegue ser identificado uma das principais características de João Cabral de Melo neto. A metapoesia. Ao ler profundamente esse trecho, observa-se uma comparação com a próprio trabalho poético. A dificuldade em trabalhar e transmitir a mensagem da palavra.
Feito isso, a história se resume em contar a viagem de um retirante do Sertão para a Zona da Mata, certo? Errado! Inicialmente, algum leitor pode acabar se perguntando: O tema em si é a seca. Por que ele encontra fertilidade em Recife e a obra continua?! Aí que entra o aprofundamento temático da terceira fase modernista. Ele trata de retratar a dificuldade em que muitos retirantes enfrentam ao sair de sua casa em busca de trabalho. O descaso é tanto que uns chegam a falecer sem condições de viver.
Ah, detalhe! Por que o subtítulo do livro está titulado como "Um Auto de Natal Pernambucano?" Ao chegar na Zona da Mata pernambucana, Severino espera encontrar fartura e fertilidade. Com as dificuldades ocorrendo no local, uma cena em especial trata de explicar isso. O nascimento do menino com 3 sertanejas ao seu redor em comparação ao nascimento de Jesus Cristo e os reis magos é facilmente identificado. Mas não quer dizer que é religioso. É dito auto de natal pois lembra a cena porém representada pela esperança de uma vivência melhor na região.
Com tudo isso, fica minha indicação para a procura desse livro de gigante qualidade.
Num cemitério ao entardecer, se encontra um jovem, um pobre garoto corpulento, com um olhar profundo, suas roupas surradas ou apenas um pouco desbotadas, não havia como se distinguir, e seu rosto pálido com nenhum tipo de expressão, ao menos não uma que se pudesse se identificar, não era nem alegria nem tristeza, não havia vida alguma nele. Ele caminhava entre túmulos, como quem anda em uma rua a caminho de casa. De repente e de uma forma sútil uma mulher linda e pálida, com um vestido de renda, ela era linda mesmo sendo extremamente magra, magreza que assustaria qualquer pessoa, menos a este rapaz, ela apresentava um sorriso malicioso, surge ao lado do rapaz, e o mesmo se mantém antônimo, não esboçou qualquer tipo de reação.
Ela rapidamente se aproxima, rápida mas de uma maneira graciosa e leve como se fosse uma bailarina ou mesmo como se não tivesse pernas nem corpo e todo seu ser fosse feito de fumaça, e ela o rodeia, e começa a sussurra coisas ao seu ouvido, palavras, e estas palavras que apenas ele escuta, começam lhe causar algum tipo de reação uma espécie de prazer ao mesmo tempo dor.
Ela rapidamente se aproxima, rápida mas de uma maneira graciosa e leve como se fosse uma bailarina ou mesmo como se não tivesse pernas nem corpo e todo seu ser fosse feito de fumaça, e ela o rodeia, e começa a sussurra coisas ao seu ouvido, palavras, e estas palavras que apenas ele escuta, começam lhe causar algum tipo de reação uma espécie de prazer ao mesmo tempo dor.

Ainda encantado com a moça o jovem não percebe a chegada bruta de um cavalheiro, um senhor de terno, ao contrário da linda mulher ele andava como se não soubesse ou não usará suas pernas a anos, ele tinha um passo pesado. Nem isto foi capaz de desfazer o encanto que a jovem exercia sobre o garoto. E cada vez mais o cavalheiro se aproximava com uma pressa aparente e se colocou atrás da sua "vítima", que se mantinha em um estado de êxtase, e o senhor aproximou sua foice, que carregava com si ou apenas surgiu com um gesto dele, não se podia distinguir, e ao aproximar a pele do jovem, lhe veio imagens de crianças sofrendo, poderia ser seu passado, e essas imagens se tornavam mais rápidas, e constantemente, como se nunca fosse parar de repetir, e ele foi teleportado pra sua mente não se encontrava mais naquele cemitério, e as imagens passavam num ritmo frenético ele começou a ouvir um coro, um coro que se assemelhava a uma marcha fúnebre, perguntavam o que ele queria da vida, e repetiam a mesma pergunta cordeadamente, até que ele responde com uma voz roca e trêmula "da vida nunca quis nada, é da morte que eu quero".
E então ele retorna ao cemitério, como se nunca tivesse saído de lá E de certa forma não saiu, o cavalheiro não se encontrava mais lá, as roupas da jovem agora se encontravam mais escuras, mais sombrias, e seu sorriso mais malicioso de uma forma mortal. Ela olhou fixamente em seus olhos e disse calmamente "de mim, não podes exigir nada, você é capaz de realizar o que queres, sozinho, porém aquela que você ama não levarei, e não cabe a você decidir por ela, estou aqui, para acabar com esse labirinto de dor, pra te levar, eu sou a saída " ele friamente responde sem olhar para ela "não irei partir sem ela, dor, sim é viver, dor maior é ser egoísta e abandoná-la, a culpa nunca me deixara ter minha paz, não posso viver sem sofrer, não posso ir de encontro a paz sem ela, o paraíso tem um preço e eu não estou disposto a pagar." Ao final da sua última palavra ele começa a andar, e cada passo se torna mais difícil, quase como se cada passo o destruísse por dentro, e de nenhuma expressão ele passou para total constipação, andando lentamente e com dificuldade.
Ela grita a ele "por que insiste em não querer vir só? " ele se mantém em sua caminhada cada passo se tornado mais difícil que o anterior, seu corpo se torna mais pesado, menos seu, ela continua persistente como se quisesse convencer ele de algo "teus braços, tuas pernas, não te restam maia, seus olhos, sua pele sua carne, nada te resta se não pó!? " as suas últimas palavras ela mesma disse descrente.
Ele relutou como se fosse impossível dar mais um passo, mesmo assim ele reuniu todo toda sua força que cabia a ele, e disse olhando ao horizonte "posso não ter meus olhos, meu corpo pode não me pertencer mais a mim, posso ser realmente pó, porém dona morte, as lembranças, as sensações, ainda me pertencem, ainda me fazem forte, assim como eu me mantenho vivo na memória de outras pessoas, isso impede que eu, que minhas lembranças se desfaçam, congele, se perca." E um sorriso de esperança surgi em seu rosto. Já enfurecida ela diz como um ódio na voz, como se fosse uma espécie de ordem "se acha forte, pobre mortal, se pensa que isto é ser forte, viver de memória, logo caíra no esquecimento, chega a hora do alento final, verás seu fiasco, seu destino miserável mortal, caíra sobre o poder da morte!" E ela da um leve beijo nele e ao final do beijo toda sua vida já se foi, e em segundos ele esta no chão e ela já não se encontra lá.
Uma menina aparece horas após o amanhecer olha para o jovem no chão, e diz tristemente "aqui jaz mais um mortal, levado sem distinção, a morte fez seu papel e não deixa menor explicação. Pobre morreu sem a amada descanso nunca terá." E a morte passeia pelo cemitério numa dança de respeito ao insolente.
E o pobre jovem se foi, sem saber que seus últimos momentos ele passou com as três face da morte, a primeira jovem, a morte pura, prematura, morrer jovem. O cavalheiro a morte angustiante, o sofrimento, o lamento, a penúria. A outra jovem que muitos dizem ser a mesma que a primeira, sem muitas diferenças, essa por sua vez, a morte na luxuria, o prazer os vícios. Cada uma das três faces da morte representam uma parte da humanidade.
E então ele retorna ao cemitério, como se nunca tivesse saído de lá E de certa forma não saiu, o cavalheiro não se encontrava mais lá, as roupas da jovem agora se encontravam mais escuras, mais sombrias, e seu sorriso mais malicioso de uma forma mortal. Ela olhou fixamente em seus olhos e disse calmamente "de mim, não podes exigir nada, você é capaz de realizar o que queres, sozinho, porém aquela que você ama não levarei, e não cabe a você decidir por ela, estou aqui, para acabar com esse labirinto de dor, pra te levar, eu sou a saída " ele friamente responde sem olhar para ela "não irei partir sem ela, dor, sim é viver, dor maior é ser egoísta e abandoná-la, a culpa nunca me deixara ter minha paz, não posso viver sem sofrer, não posso ir de encontro a paz sem ela, o paraíso tem um preço e eu não estou disposto a pagar." Ao final da sua última palavra ele começa a andar, e cada passo se torna mais difícil, quase como se cada passo o destruísse por dentro, e de nenhuma expressão ele passou para total constipação, andando lentamente e com dificuldade.
Ela grita a ele "por que insiste em não querer vir só? " ele se mantém em sua caminhada cada passo se tornado mais difícil que o anterior, seu corpo se torna mais pesado, menos seu, ela continua persistente como se quisesse convencer ele de algo "teus braços, tuas pernas, não te restam maia, seus olhos, sua pele sua carne, nada te resta se não pó!? " as suas últimas palavras ela mesma disse descrente.
Ele relutou como se fosse impossível dar mais um passo, mesmo assim ele reuniu todo toda sua força que cabia a ele, e disse olhando ao horizonte "posso não ter meus olhos, meu corpo pode não me pertencer mais a mim, posso ser realmente pó, porém dona morte, as lembranças, as sensações, ainda me pertencem, ainda me fazem forte, assim como eu me mantenho vivo na memória de outras pessoas, isso impede que eu, que minhas lembranças se desfaçam, congele, se perca." E um sorriso de esperança surgi em seu rosto. Já enfurecida ela diz como um ódio na voz, como se fosse uma espécie de ordem "se acha forte, pobre mortal, se pensa que isto é ser forte, viver de memória, logo caíra no esquecimento, chega a hora do alento final, verás seu fiasco, seu destino miserável mortal, caíra sobre o poder da morte!" E ela da um leve beijo nele e ao final do beijo toda sua vida já se foi, e em segundos ele esta no chão e ela já não se encontra lá.
Uma menina aparece horas após o amanhecer olha para o jovem no chão, e diz tristemente "aqui jaz mais um mortal, levado sem distinção, a morte fez seu papel e não deixa menor explicação. Pobre morreu sem a amada descanso nunca terá." E a morte passeia pelo cemitério numa dança de respeito ao insolente.
E o pobre jovem se foi, sem saber que seus últimos momentos ele passou com as três face da morte, a primeira jovem, a morte pura, prematura, morrer jovem. O cavalheiro a morte angustiante, o sofrimento, o lamento, a penúria. A outra jovem que muitos dizem ser a mesma que a primeira, sem muitas diferenças, essa por sua vez, a morte na luxuria, o prazer os vícios. Cada uma das três faces da morte representam uma parte da humanidade.
As faces da morte
5 de jan. de 2015
Num cemitério ao entardecer, se encontra um jovem, um pobre garoto corpulento, com um olhar profundo, suas roupas surradas ou apenas um pouco desbotadas, não havia como se distinguir, e seu rosto pálido com nenhum tipo de expressão, ao menos não uma que se pudesse se identificar, não era nem alegria nem tristeza, não havia vida alguma nele. Ele caminhava entre túmulos, como quem anda em uma rua a caminho de casa. De repente e de uma forma sútil uma mulher linda e pálida, com um vestido de renda, ela era linda mesmo sendo extremamente magra, magreza que assustaria qualquer pessoa, menos a este rapaz, ela apresentava um sorriso malicioso, surge ao lado do rapaz, e o mesmo se mantém antônimo, não esboçou qualquer tipo de reação.
Ela rapidamente se aproxima, rápida mas de uma maneira graciosa e leve como se fosse uma bailarina ou mesmo como se não tivesse pernas nem corpo e todo seu ser fosse feito de fumaça, e ela o rodeia, e começa a sussurra coisas ao seu ouvido, palavras, e estas palavras que apenas ele escuta, começam lhe causar algum tipo de reação uma espécie de prazer ao mesmo tempo dor.
Ela rapidamente se aproxima, rápida mas de uma maneira graciosa e leve como se fosse uma bailarina ou mesmo como se não tivesse pernas nem corpo e todo seu ser fosse feito de fumaça, e ela o rodeia, e começa a sussurra coisas ao seu ouvido, palavras, e estas palavras que apenas ele escuta, começam lhe causar algum tipo de reação uma espécie de prazer ao mesmo tempo dor.

Ainda encantado com a moça o jovem não percebe a chegada bruta de um cavalheiro, um senhor de terno, ao contrário da linda mulher ele andava como se não soubesse ou não usará suas pernas a anos, ele tinha um passo pesado. Nem isto foi capaz de desfazer o encanto que a jovem exercia sobre o garoto. E cada vez mais o cavalheiro se aproximava com uma pressa aparente e se colocou atrás da sua "vítima", que se mantinha em um estado de êxtase, e o senhor aproximou sua foice, que carregava com si ou apenas surgiu com um gesto dele, não se podia distinguir, e ao aproximar a pele do jovem, lhe veio imagens de crianças sofrendo, poderia ser seu passado, e essas imagens se tornavam mais rápidas, e constantemente, como se nunca fosse parar de repetir, e ele foi teleportado pra sua mente não se encontrava mais naquele cemitério, e as imagens passavam num ritmo frenético ele começou a ouvir um coro, um coro que se assemelhava a uma marcha fúnebre, perguntavam o que ele queria da vida, e repetiam a mesma pergunta cordeadamente, até que ele responde com uma voz roca e trêmula "da vida nunca quis nada, é da morte que eu quero".
E então ele retorna ao cemitério, como se nunca tivesse saído de lá E de certa forma não saiu, o cavalheiro não se encontrava mais lá, as roupas da jovem agora se encontravam mais escuras, mais sombrias, e seu sorriso mais malicioso de uma forma mortal. Ela olhou fixamente em seus olhos e disse calmamente "de mim, não podes exigir nada, você é capaz de realizar o que queres, sozinho, porém aquela que você ama não levarei, e não cabe a você decidir por ela, estou aqui, para acabar com esse labirinto de dor, pra te levar, eu sou a saída " ele friamente responde sem olhar para ela "não irei partir sem ela, dor, sim é viver, dor maior é ser egoísta e abandoná-la, a culpa nunca me deixara ter minha paz, não posso viver sem sofrer, não posso ir de encontro a paz sem ela, o paraíso tem um preço e eu não estou disposto a pagar." Ao final da sua última palavra ele começa a andar, e cada passo se torna mais difícil, quase como se cada passo o destruísse por dentro, e de nenhuma expressão ele passou para total constipação, andando lentamente e com dificuldade.
Ela grita a ele "por que insiste em não querer vir só? " ele se mantém em sua caminhada cada passo se tornado mais difícil que o anterior, seu corpo se torna mais pesado, menos seu, ela continua persistente como se quisesse convencer ele de algo "teus braços, tuas pernas, não te restam maia, seus olhos, sua pele sua carne, nada te resta se não pó!? " as suas últimas palavras ela mesma disse descrente.
Ele relutou como se fosse impossível dar mais um passo, mesmo assim ele reuniu todo toda sua força que cabia a ele, e disse olhando ao horizonte "posso não ter meus olhos, meu corpo pode não me pertencer mais a mim, posso ser realmente pó, porém dona morte, as lembranças, as sensações, ainda me pertencem, ainda me fazem forte, assim como eu me mantenho vivo na memória de outras pessoas, isso impede que eu, que minhas lembranças se desfaçam, congele, se perca." E um sorriso de esperança surgi em seu rosto. Já enfurecida ela diz como um ódio na voz, como se fosse uma espécie de ordem "se acha forte, pobre mortal, se pensa que isto é ser forte, viver de memória, logo caíra no esquecimento, chega a hora do alento final, verás seu fiasco, seu destino miserável mortal, caíra sobre o poder da morte!" E ela da um leve beijo nele e ao final do beijo toda sua vida já se foi, e em segundos ele esta no chão e ela já não se encontra lá.
Uma menina aparece horas após o amanhecer olha para o jovem no chão, e diz tristemente "aqui jaz mais um mortal, levado sem distinção, a morte fez seu papel e não deixa menor explicação. Pobre morreu sem a amada descanso nunca terá." E a morte passeia pelo cemitério numa dança de respeito ao insolente.
E o pobre jovem se foi, sem saber que seus últimos momentos ele passou com as três face da morte, a primeira jovem, a morte pura, prematura, morrer jovem. O cavalheiro a morte angustiante, o sofrimento, o lamento, a penúria. A outra jovem que muitos dizem ser a mesma que a primeira, sem muitas diferenças, essa por sua vez, a morte na luxuria, o prazer os vícios. Cada uma das três faces da morte representam uma parte da humanidade.
E então ele retorna ao cemitério, como se nunca tivesse saído de lá E de certa forma não saiu, o cavalheiro não se encontrava mais lá, as roupas da jovem agora se encontravam mais escuras, mais sombrias, e seu sorriso mais malicioso de uma forma mortal. Ela olhou fixamente em seus olhos e disse calmamente "de mim, não podes exigir nada, você é capaz de realizar o que queres, sozinho, porém aquela que você ama não levarei, e não cabe a você decidir por ela, estou aqui, para acabar com esse labirinto de dor, pra te levar, eu sou a saída " ele friamente responde sem olhar para ela "não irei partir sem ela, dor, sim é viver, dor maior é ser egoísta e abandoná-la, a culpa nunca me deixara ter minha paz, não posso viver sem sofrer, não posso ir de encontro a paz sem ela, o paraíso tem um preço e eu não estou disposto a pagar." Ao final da sua última palavra ele começa a andar, e cada passo se torna mais difícil, quase como se cada passo o destruísse por dentro, e de nenhuma expressão ele passou para total constipação, andando lentamente e com dificuldade.
Ela grita a ele "por que insiste em não querer vir só? " ele se mantém em sua caminhada cada passo se tornado mais difícil que o anterior, seu corpo se torna mais pesado, menos seu, ela continua persistente como se quisesse convencer ele de algo "teus braços, tuas pernas, não te restam maia, seus olhos, sua pele sua carne, nada te resta se não pó!? " as suas últimas palavras ela mesma disse descrente.
Ele relutou como se fosse impossível dar mais um passo, mesmo assim ele reuniu todo toda sua força que cabia a ele, e disse olhando ao horizonte "posso não ter meus olhos, meu corpo pode não me pertencer mais a mim, posso ser realmente pó, porém dona morte, as lembranças, as sensações, ainda me pertencem, ainda me fazem forte, assim como eu me mantenho vivo na memória de outras pessoas, isso impede que eu, que minhas lembranças se desfaçam, congele, se perca." E um sorriso de esperança surgi em seu rosto. Já enfurecida ela diz como um ódio na voz, como se fosse uma espécie de ordem "se acha forte, pobre mortal, se pensa que isto é ser forte, viver de memória, logo caíra no esquecimento, chega a hora do alento final, verás seu fiasco, seu destino miserável mortal, caíra sobre o poder da morte!" E ela da um leve beijo nele e ao final do beijo toda sua vida já se foi, e em segundos ele esta no chão e ela já não se encontra lá.
Uma menina aparece horas após o amanhecer olha para o jovem no chão, e diz tristemente "aqui jaz mais um mortal, levado sem distinção, a morte fez seu papel e não deixa menor explicação. Pobre morreu sem a amada descanso nunca terá." E a morte passeia pelo cemitério numa dança de respeito ao insolente.
E o pobre jovem se foi, sem saber que seus últimos momentos ele passou com as três face da morte, a primeira jovem, a morte pura, prematura, morrer jovem. O cavalheiro a morte angustiante, o sofrimento, o lamento, a penúria. A outra jovem que muitos dizem ser a mesma que a primeira, sem muitas diferenças, essa por sua vez, a morte na luxuria, o prazer os vícios. Cada uma das três faces da morte representam uma parte da humanidade.
E se eu estiver a tanto tempo procurando minha metade da laranja, e se toda essa busca foi em vão. Como eu pude ser tão idiota em acreditar que eu poderia ter uma metade da laranja, eu logo eu, que sempre fui tão duro com as pessoas, que sempre fui tão seco, que sempre tive medo de deixá-las chegar tão perto.
Obviamente que eu sempre estive procurando errado, como eu um limão poderia procurar uma laranja? Eu já ouvi dizer que os opostos se atraem, mas ai dizer que uma laranja se atrai por um limão isso já é de mais.
Eu perdi tanto tempo procurando minha metade da laranja, quando ela nem ao menos existia, eu fiquei preso procurando algo que nem existia, fiquem cegos a ponto de menos prezar os outros, e nada era bom o suficiente para mim.
Só que e sempre fui um limão azedo, e nunca vi que aviam limões disponíveis, e sempre procurei o que eu acreditava ser o certo para mim, o que eu acreditava ser bom para mim.
E nada disso nunca existiu, nunca passou de uma besteira. E eu vejo que o mundo não é feito de limões e laranjas, o mundo é feito de misturas de coisas distintas.
E nada foi feito pra dar certo ou errado só foi feito pra dar. E eu fui tão azedo, e tão arrogante ao ponto de achar que sou uma laranja partida ao meio quando, claramente sou um limão. Perdi tanto tempo procurando algo, idealizando, que não consigo nem me conformar em encontrar outro pedaço azedo de mim.
Melhor viver sendo apenas um limão azedo, partido ao meio, porque se fosse realmente bom, perfeito, ou realmente completo não seria partido ao meio. Acredito eu que essa minha outra parte foi partida pra encontrar algo mais doce do que o seu outro lado, algo mais doce do que o seu sabor amargo.
E acho que eu deveria procurar alguma metade, que me complete ou que ao menos diminua o gosto da amargura, do azedo que é um limão sozinho.
Obviamente que eu sempre estive procurando errado, como eu um limão poderia procurar uma laranja? Eu já ouvi dizer que os opostos se atraem, mas ai dizer que uma laranja se atrai por um limão isso já é de mais.
Eu perdi tanto tempo procurando minha metade da laranja, quando ela nem ao menos existia, eu fiquei preso procurando algo que nem existia, fiquem cegos a ponto de menos prezar os outros, e nada era bom o suficiente para mim.
Só que e sempre fui um limão azedo, e nunca vi que aviam limões disponíveis, e sempre procurei o que eu acreditava ser o certo para mim, o que eu acreditava ser bom para mim.
E nada disso nunca existiu, nunca passou de uma besteira. E eu vejo que o mundo não é feito de limões e laranjas, o mundo é feito de misturas de coisas distintas.
E nada foi feito pra dar certo ou errado só foi feito pra dar. E eu fui tão azedo, e tão arrogante ao ponto de achar que sou uma laranja partida ao meio quando, claramente sou um limão. Perdi tanto tempo procurando algo, idealizando, que não consigo nem me conformar em encontrar outro pedaço azedo de mim.
Melhor viver sendo apenas um limão azedo, partido ao meio, porque se fosse realmente bom, perfeito, ou realmente completo não seria partido ao meio. Acredito eu que essa minha outra parte foi partida pra encontrar algo mais doce do que o seu outro lado, algo mais doce do que o seu sabor amargo.
E acho que eu deveria procurar alguma metade, que me complete ou que ao menos diminua o gosto da amargura, do azedo que é um limão sozinho.
Metade da laranja
4 de jan. de 2015
E se eu estiver a tanto tempo procurando minha metade da laranja, e se toda essa busca foi em vão. Como eu pude ser tão idiota em acreditar que eu poderia ter uma metade da laranja, eu logo eu, que sempre fui tão duro com as pessoas, que sempre fui tão seco, que sempre tive medo de deixá-las chegar tão perto.
Obviamente que eu sempre estive procurando errado, como eu um limão poderia procurar uma laranja? Eu já ouvi dizer que os opostos se atraem, mas ai dizer que uma laranja se atrai por um limão isso já é de mais.
Eu perdi tanto tempo procurando minha metade da laranja, quando ela nem ao menos existia, eu fiquei preso procurando algo que nem existia, fiquem cegos a ponto de menos prezar os outros, e nada era bom o suficiente para mim.
Só que e sempre fui um limão azedo, e nunca vi que aviam limões disponíveis, e sempre procurei o que eu acreditava ser o certo para mim, o que eu acreditava ser bom para mim.
E nada disso nunca existiu, nunca passou de uma besteira. E eu vejo que o mundo não é feito de limões e laranjas, o mundo é feito de misturas de coisas distintas.
E nada foi feito pra dar certo ou errado só foi feito pra dar. E eu fui tão azedo, e tão arrogante ao ponto de achar que sou uma laranja partida ao meio quando, claramente sou um limão. Perdi tanto tempo procurando algo, idealizando, que não consigo nem me conformar em encontrar outro pedaço azedo de mim.
Melhor viver sendo apenas um limão azedo, partido ao meio, porque se fosse realmente bom, perfeito, ou realmente completo não seria partido ao meio. Acredito eu que essa minha outra parte foi partida pra encontrar algo mais doce do que o seu outro lado, algo mais doce do que o seu sabor amargo.
E acho que eu deveria procurar alguma metade, que me complete ou que ao menos diminua o gosto da amargura, do azedo que é um limão sozinho.
Obviamente que eu sempre estive procurando errado, como eu um limão poderia procurar uma laranja? Eu já ouvi dizer que os opostos se atraem, mas ai dizer que uma laranja se atrai por um limão isso já é de mais.
Eu perdi tanto tempo procurando minha metade da laranja, quando ela nem ao menos existia, eu fiquei preso procurando algo que nem existia, fiquem cegos a ponto de menos prezar os outros, e nada era bom o suficiente para mim.
Só que e sempre fui um limão azedo, e nunca vi que aviam limões disponíveis, e sempre procurei o que eu acreditava ser o certo para mim, o que eu acreditava ser bom para mim.
E nada disso nunca existiu, nunca passou de uma besteira. E eu vejo que o mundo não é feito de limões e laranjas, o mundo é feito de misturas de coisas distintas.
E nada foi feito pra dar certo ou errado só foi feito pra dar. E eu fui tão azedo, e tão arrogante ao ponto de achar que sou uma laranja partida ao meio quando, claramente sou um limão. Perdi tanto tempo procurando algo, idealizando, que não consigo nem me conformar em encontrar outro pedaço azedo de mim.
Melhor viver sendo apenas um limão azedo, partido ao meio, porque se fosse realmente bom, perfeito, ou realmente completo não seria partido ao meio. Acredito eu que essa minha outra parte foi partida pra encontrar algo mais doce do que o seu outro lado, algo mais doce do que o seu sabor amargo.
E acho que eu deveria procurar alguma metade, que me complete ou que ao menos diminua o gosto da amargura, do azedo que é um limão sozinho.

Olha, eu não queria que você voltasse, que você mentisse ou que você não tivesse me magoado. Eu só queria que você tivesse se importado. Queria que tivesse doído. Que tivesse ardido. Que tivesse ferido. Eu queria que você também fosse tão atingido quanto eu. Eu desejei que você sofresse e que me visse sofrendo para, quem sabe, se preocupar um pouquinho comigo. Eu mendiguei sua atenção em todos os bares da vida e você se fez distante. Eu desejei que toda a minha dor saísse para fora do corpo e se expusesse, fosse à tona. Desejei que minha dor fosse matéria de jornais e que minha mãe te ligasse de madrugada só pra dizer “você acabou com a minha filha”, para quem sabe assim você se importar, você repensar, você notar a merda que estava fazendo.
Mas acontece que minha dor foi só mais uma em meio à várias que vemos por aí. Passou despercebida por todos, menos por mim. Minha dor foi drama. Foi prosa. Foi poesia. Minha dor foi música. Foi samba. Foi carnaval sem alegoria. Minha dor foi frágil. Foi grande. Foi, para os outros, pequenina. Minha dor foi choro. Foi pranto. Foi insônia, metaforicamente, antônimo de alegria. Minha dor foi tudo, porém foi somente minha.
E, cara, eu só queria que minha dor fosse a tua dor também. Entende? Queria te ver sofrendo, não por maldade, mas apenas para ter certeza que, um dia, chegou a ser real o que disse sentir por mim. Eu queria te ver desesperado, implorando para que eu ficasse bem. Mas eu te vi em bares sempre com olhar de desdém. Você foi sujo. Foi egoísta. Imaturo e infantil. E você foi a pior coisa que uma mulher pode desejar num relacionamento: racional. Você foi racional para terminar e para seguir sua vida também. Sem nenhum pingo de emoção, deixou a porta aberta ao sair dizendo que empresas que deixam de dar lucros, tendem a serem fechadas mesmo. Então foi isso? Eu simplesmente deixei de te dar lucros e você decidiu seguir feliz? Sim, foi exatamente isso – descobri dias depois.
Mas olha só, moreno, não leve a mal, acontece que, mesmo sendo o cara mais babaca que já pensei em conhecer, você ainda faz meu coração acelerar de um modo ridiculamente trouxa. E, segundo minha mãe, eu também não colaboro para o desapego. Você se foi e nem fechou a porta. Eu grunhi de dor e nem saí no jornal. Você se explicou por três horas e eu não entendi. Você beijou outra e eu nem me ofendi. Eu implorei e você não cedeu. Você pisou e eu lambi. Eu chorei e você só se pôs a sorrir. Você nos matou e eu me dispus a morrer um pouco mais a cada dia sem você.
E, sabe, aqui em casa ainda tem restos teus personificados em vários objetos que me recuso a matar. Você esqueceu o chinelo e eu o usei. Você esqueceu o moletom e eu o lavei. Você lia jornal e eu ainda o compro todos os dias. Você não ingeria açúcar e eu ainda faço meu café amargo. Eu só lamento por você, pois duvido que qualquer outra faria o que fiz, aguentaria o que aguentei, te trataria como tratei, e amaria como… Como ainda te amo. Porque, infelizmente, não sou boa o bastante para não conjugar o verbo “amar” no presente.
Então é isso. Talvez a minha vida seja somente isso mesmo: viver à espera de que você se dê conta de tudo que perdeu ao me perder. Ou que pelo menos volte para buscar seu moletom, entre, tome um café amargo, acabe deitado no meu peito por um deslize humano e decida ficar para o café da manhã. E vai ficando. Ficando. E fica só mais um pouco, pois, como diria o Chico, quem sabe um dia, por descuido ou poesia, você goste de ficar.
Carnaval sem alegoria

Olha, eu não queria que você voltasse, que você mentisse ou que você não tivesse me magoado. Eu só queria que você tivesse se importado. Queria que tivesse doído. Que tivesse ardido. Que tivesse ferido. Eu queria que você também fosse tão atingido quanto eu. Eu desejei que você sofresse e que me visse sofrendo para, quem sabe, se preocupar um pouquinho comigo. Eu mendiguei sua atenção em todos os bares da vida e você se fez distante. Eu desejei que toda a minha dor saísse para fora do corpo e se expusesse, fosse à tona. Desejei que minha dor fosse matéria de jornais e que minha mãe te ligasse de madrugada só pra dizer “você acabou com a minha filha”, para quem sabe assim você se importar, você repensar, você notar a merda que estava fazendo.
Mas acontece que minha dor foi só mais uma em meio à várias que vemos por aí. Passou despercebida por todos, menos por mim. Minha dor foi drama. Foi prosa. Foi poesia. Minha dor foi música. Foi samba. Foi carnaval sem alegoria. Minha dor foi frágil. Foi grande. Foi, para os outros, pequenina. Minha dor foi choro. Foi pranto. Foi insônia, metaforicamente, antônimo de alegria. Minha dor foi tudo, porém foi somente minha.
E, cara, eu só queria que minha dor fosse a tua dor também. Entende? Queria te ver sofrendo, não por maldade, mas apenas para ter certeza que, um dia, chegou a ser real o que disse sentir por mim. Eu queria te ver desesperado, implorando para que eu ficasse bem. Mas eu te vi em bares sempre com olhar de desdém. Você foi sujo. Foi egoísta. Imaturo e infantil. E você foi a pior coisa que uma mulher pode desejar num relacionamento: racional. Você foi racional para terminar e para seguir sua vida também. Sem nenhum pingo de emoção, deixou a porta aberta ao sair dizendo que empresas que deixam de dar lucros, tendem a serem fechadas mesmo. Então foi isso? Eu simplesmente deixei de te dar lucros e você decidiu seguir feliz? Sim, foi exatamente isso – descobri dias depois.
Mas olha só, moreno, não leve a mal, acontece que, mesmo sendo o cara mais babaca que já pensei em conhecer, você ainda faz meu coração acelerar de um modo ridiculamente trouxa. E, segundo minha mãe, eu também não colaboro para o desapego. Você se foi e nem fechou a porta. Eu grunhi de dor e nem saí no jornal. Você se explicou por três horas e eu não entendi. Você beijou outra e eu nem me ofendi. Eu implorei e você não cedeu. Você pisou e eu lambi. Eu chorei e você só se pôs a sorrir. Você nos matou e eu me dispus a morrer um pouco mais a cada dia sem você.
E, sabe, aqui em casa ainda tem restos teus personificados em vários objetos que me recuso a matar. Você esqueceu o chinelo e eu o usei. Você esqueceu o moletom e eu o lavei. Você lia jornal e eu ainda o compro todos os dias. Você não ingeria açúcar e eu ainda faço meu café amargo. Eu só lamento por você, pois duvido que qualquer outra faria o que fiz, aguentaria o que aguentei, te trataria como tratei, e amaria como… Como ainda te amo. Porque, infelizmente, não sou boa o bastante para não conjugar o verbo “amar” no presente.
Então é isso. Talvez a minha vida seja somente isso mesmo: viver à espera de que você se dê conta de tudo que perdeu ao me perder. Ou que pelo menos volte para buscar seu moletom, entre, tome um café amargo, acabe deitado no meu peito por um deslize humano e decida ficar para o café da manhã. E vai ficando. Ficando. E fica só mais um pouco, pois, como diria o Chico, quem sabe um dia, por descuido ou poesia, você goste de ficar.
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