Já faz uns dias que eu tenho analisado friamente uns adolescentes que conheço, afim de entender um pouco mais do que se passa na mente desses quase-adultos. Até eu notar que você não pode analisar algo que você é e faz parte. Ah a adolescência é mesmo mágica, perturbadora, sombria, assustadora e maravilhosa. Um mix de sensações que você nunca viverá novamente.
Começamos naquela fase, dos treze ou catorze quando você fica se perguntando: “Será que eu sou mesmo adolescente? Será que já chegou a hora de ser “gente grande”?” Normalmente é nessa idade que temos a grandiosa experiência do primeiro beijo, os dentes batendo, as bocas desajeitadas, e é nessa idade também que vem os primeiros amores as coisas parecem mais intensas, as paixões da semana são longas e intermináveis. E nós sofremos como loucos por coisas pequenas, ninguém te entende! Ali começa tudo, donde é que vem tanto drama?
"Aos quinze anos tudo é infinito." Machado tinha razão, quando você completa quinze já é uma moça ou um rapaz e isso te faz ter responsabilidades diferentes. Aquele resquício de criança precisa desaparecer rápido! Aquela boneca debaixo da cama, tem que sumir de vista. O carrinho de bombeiro tem que ser doado, e todas as atitudes infantis vão ser julgadas. Comé que pode? Já tem quinze e ainda faz isso! Tá na hora de arrumar um amorzinho, isso sim! Com quinze anos, apesar da cobrança eu não consegui amar ninguém. Tudo aquilo que você viveu antes parece vazio e raso, e aí começa a nossa incansável busca por coisas intensas! E essa dura a vida inteira.
Dezesseis primaveras. As coisas começam a ficar sombrias. As pessoas mostram que não são tão boazinhas. Os rapazes não são como os da Disney e as moças também machucam nossos corações. E como dói a primeira vez que temos nosso coração partido. Aquela dor te quebra por muito tempo, e a gente fica sem comer, e sem beber, e começa a fazer opções malucas. Por religiões, por ideologias, por amigos, e por amores. E que merda, sempre erramos ao escolher nossos amores! Nossas palavras escolhidas vem sempre acompanhadas de palavrões: foda-se, eu não me importo! (se importa sim, garotinha!)
Depois de dezessete invernos, fala sério a vida é um inferno! A pressão pré-vestibular começa “O que você vai cursar?! Pra que faculdade você vai?! Tem que ir pra Federal hein! Mas a federal nem é tudo isso! Seu primo já foi aprovado em direito, sua prima tá cursando medicina, sua tia disse que ele passou sem estudar! Não é tão difícil! Você só estuda!!!” Quem nunca ouviu essa frase aos dezessete? É uma idade complicada, viu! Entre provas, amores quebrados e outros surgindo, família e todas as opções que você já fez (e as consequências junto delas), assim são os dezessete.
E perto dos dezoito, ansiedade. As mãos ficam suadas, agora eu posso beber, posso ir para a balada sem rg falso, posso ser presa, posso votar, posso viver! Agora eu preciso trabalhar, e preciso ser adulto, e ter meu dinheiro, e estudar para ser alguém na vida… “mas eu só tenho dezoito!” Não! Você já tem dezoito! Ter dezoito pode incluir muitas responsabilidades mas ao mesmo tempo dá aquela sensação de liberdade que faz seu peito quase explodir. Novamente imaginamos aquela coisa mágica de sair com os amigos, e dançar The Smiths no meio da rua de madrugada. Sentimos vontade de fazer algo novo e ter história para contar, e talvez o amor nem nos faça tanta falta. Onde é que deixamos nossos amores passados? Onde é que deixamos nosso “eu passado”? Nada disso importa quando você está prestes a fazer DEZOITO ANOS!
E os dezenove eu já nem sei, não dá pra imaginar. Vinte? Vixe Maria! Aí já é adulto de vez. Realmente a adolescência pode ser toda essa loucura interna que vez ou outra externamos, mas é a melhor fase da vida porque é ali que nos descobrimos, que podemos fazer nossas opções, pensar e agir sozinhos e sentir aquela liberdade de ser. É ali que lidamos com o amor e com as pessoas como elas são. E é ali que vão ficar as suas melhores histórias.
Começamos naquela fase, dos treze ou catorze quando você fica se perguntando: “Será que eu sou mesmo adolescente? Será que já chegou a hora de ser “gente grande”?” Normalmente é nessa idade que temos a grandiosa experiência do primeiro beijo, os dentes batendo, as bocas desajeitadas, e é nessa idade também que vem os primeiros amores as coisas parecem mais intensas, as paixões da semana são longas e intermináveis. E nós sofremos como loucos por coisas pequenas, ninguém te entende! Ali começa tudo, donde é que vem tanto drama?
"Aos quinze anos tudo é infinito." Machado tinha razão, quando você completa quinze já é uma moça ou um rapaz e isso te faz ter responsabilidades diferentes. Aquele resquício de criança precisa desaparecer rápido! Aquela boneca debaixo da cama, tem que sumir de vista. O carrinho de bombeiro tem que ser doado, e todas as atitudes infantis vão ser julgadas. Comé que pode? Já tem quinze e ainda faz isso! Tá na hora de arrumar um amorzinho, isso sim! Com quinze anos, apesar da cobrança eu não consegui amar ninguém. Tudo aquilo que você viveu antes parece vazio e raso, e aí começa a nossa incansável busca por coisas intensas! E essa dura a vida inteira.
Dezesseis primaveras. As coisas começam a ficar sombrias. As pessoas mostram que não são tão boazinhas. Os rapazes não são como os da Disney e as moças também machucam nossos corações. E como dói a primeira vez que temos nosso coração partido. Aquela dor te quebra por muito tempo, e a gente fica sem comer, e sem beber, e começa a fazer opções malucas. Por religiões, por ideologias, por amigos, e por amores. E que merda, sempre erramos ao escolher nossos amores! Nossas palavras escolhidas vem sempre acompanhadas de palavrões: foda-se, eu não me importo! (se importa sim, garotinha!)
Depois de dezessete invernos, fala sério a vida é um inferno! A pressão pré-vestibular começa “O que você vai cursar?! Pra que faculdade você vai?! Tem que ir pra Federal hein! Mas a federal nem é tudo isso! Seu primo já foi aprovado em direito, sua prima tá cursando medicina, sua tia disse que ele passou sem estudar! Não é tão difícil! Você só estuda!!!” Quem nunca ouviu essa frase aos dezessete? É uma idade complicada, viu! Entre provas, amores quebrados e outros surgindo, família e todas as opções que você já fez (e as consequências junto delas), assim são os dezessete.
E perto dos dezoito, ansiedade. As mãos ficam suadas, agora eu posso beber, posso ir para a balada sem rg falso, posso ser presa, posso votar, posso viver! Agora eu preciso trabalhar, e preciso ser adulto, e ter meu dinheiro, e estudar para ser alguém na vida… “mas eu só tenho dezoito!” Não! Você já tem dezoito! Ter dezoito pode incluir muitas responsabilidades mas ao mesmo tempo dá aquela sensação de liberdade que faz seu peito quase explodir. Novamente imaginamos aquela coisa mágica de sair com os amigos, e dançar The Smiths no meio da rua de madrugada. Sentimos vontade de fazer algo novo e ter história para contar, e talvez o amor nem nos faça tanta falta. Onde é que deixamos nossos amores passados? Onde é que deixamos nosso “eu passado”? Nada disso importa quando você está prestes a fazer DEZOITO ANOS!
E os dezenove eu já nem sei, não dá pra imaginar. Vinte? Vixe Maria! Aí já é adulto de vez. Realmente a adolescência pode ser toda essa loucura interna que vez ou outra externamos, mas é a melhor fase da vida porque é ali que nos descobrimos, que podemos fazer nossas opções, pensar e agir sozinhos e sentir aquela liberdade de ser. É ali que lidamos com o amor e com as pessoas como elas são. E é ali que vão ficar as suas melhores histórias.
Crise de Adolescente
12 de jan. de 2015
Já faz uns dias que eu tenho analisado friamente uns adolescentes que conheço, afim de entender um pouco mais do que se passa na mente desses quase-adultos. Até eu notar que você não pode analisar algo que você é e faz parte. Ah a adolescência é mesmo mágica, perturbadora, sombria, assustadora e maravilhosa. Um mix de sensações que você nunca viverá novamente.
Começamos naquela fase, dos treze ou catorze quando você fica se perguntando: “Será que eu sou mesmo adolescente? Será que já chegou a hora de ser “gente grande”?” Normalmente é nessa idade que temos a grandiosa experiência do primeiro beijo, os dentes batendo, as bocas desajeitadas, e é nessa idade também que vem os primeiros amores as coisas parecem mais intensas, as paixões da semana são longas e intermináveis. E nós sofremos como loucos por coisas pequenas, ninguém te entende! Ali começa tudo, donde é que vem tanto drama?
"Aos quinze anos tudo é infinito." Machado tinha razão, quando você completa quinze já é uma moça ou um rapaz e isso te faz ter responsabilidades diferentes. Aquele resquício de criança precisa desaparecer rápido! Aquela boneca debaixo da cama, tem que sumir de vista. O carrinho de bombeiro tem que ser doado, e todas as atitudes infantis vão ser julgadas. Comé que pode? Já tem quinze e ainda faz isso! Tá na hora de arrumar um amorzinho, isso sim! Com quinze anos, apesar da cobrança eu não consegui amar ninguém. Tudo aquilo que você viveu antes parece vazio e raso, e aí começa a nossa incansável busca por coisas intensas! E essa dura a vida inteira.
Dezesseis primaveras. As coisas começam a ficar sombrias. As pessoas mostram que não são tão boazinhas. Os rapazes não são como os da Disney e as moças também machucam nossos corações. E como dói a primeira vez que temos nosso coração partido. Aquela dor te quebra por muito tempo, e a gente fica sem comer, e sem beber, e começa a fazer opções malucas. Por religiões, por ideologias, por amigos, e por amores. E que merda, sempre erramos ao escolher nossos amores! Nossas palavras escolhidas vem sempre acompanhadas de palavrões: foda-se, eu não me importo! (se importa sim, garotinha!)
Depois de dezessete invernos, fala sério a vida é um inferno! A pressão pré-vestibular começa “O que você vai cursar?! Pra que faculdade você vai?! Tem que ir pra Federal hein! Mas a federal nem é tudo isso! Seu primo já foi aprovado em direito, sua prima tá cursando medicina, sua tia disse que ele passou sem estudar! Não é tão difícil! Você só estuda!!!” Quem nunca ouviu essa frase aos dezessete? É uma idade complicada, viu! Entre provas, amores quebrados e outros surgindo, família e todas as opções que você já fez (e as consequências junto delas), assim são os dezessete.
E perto dos dezoito, ansiedade. As mãos ficam suadas, agora eu posso beber, posso ir para a balada sem rg falso, posso ser presa, posso votar, posso viver! Agora eu preciso trabalhar, e preciso ser adulto, e ter meu dinheiro, e estudar para ser alguém na vida… “mas eu só tenho dezoito!” Não! Você já tem dezoito! Ter dezoito pode incluir muitas responsabilidades mas ao mesmo tempo dá aquela sensação de liberdade que faz seu peito quase explodir. Novamente imaginamos aquela coisa mágica de sair com os amigos, e dançar The Smiths no meio da rua de madrugada. Sentimos vontade de fazer algo novo e ter história para contar, e talvez o amor nem nos faça tanta falta. Onde é que deixamos nossos amores passados? Onde é que deixamos nosso “eu passado”? Nada disso importa quando você está prestes a fazer DEZOITO ANOS!
E os dezenove eu já nem sei, não dá pra imaginar. Vinte? Vixe Maria! Aí já é adulto de vez. Realmente a adolescência pode ser toda essa loucura interna que vez ou outra externamos, mas é a melhor fase da vida porque é ali que nos descobrimos, que podemos fazer nossas opções, pensar e agir sozinhos e sentir aquela liberdade de ser. É ali que lidamos com o amor e com as pessoas como elas são. E é ali que vão ficar as suas melhores histórias.
Começamos naquela fase, dos treze ou catorze quando você fica se perguntando: “Será que eu sou mesmo adolescente? Será que já chegou a hora de ser “gente grande”?” Normalmente é nessa idade que temos a grandiosa experiência do primeiro beijo, os dentes batendo, as bocas desajeitadas, e é nessa idade também que vem os primeiros amores as coisas parecem mais intensas, as paixões da semana são longas e intermináveis. E nós sofremos como loucos por coisas pequenas, ninguém te entende! Ali começa tudo, donde é que vem tanto drama?
"Aos quinze anos tudo é infinito." Machado tinha razão, quando você completa quinze já é uma moça ou um rapaz e isso te faz ter responsabilidades diferentes. Aquele resquício de criança precisa desaparecer rápido! Aquela boneca debaixo da cama, tem que sumir de vista. O carrinho de bombeiro tem que ser doado, e todas as atitudes infantis vão ser julgadas. Comé que pode? Já tem quinze e ainda faz isso! Tá na hora de arrumar um amorzinho, isso sim! Com quinze anos, apesar da cobrança eu não consegui amar ninguém. Tudo aquilo que você viveu antes parece vazio e raso, e aí começa a nossa incansável busca por coisas intensas! E essa dura a vida inteira.
Dezesseis primaveras. As coisas começam a ficar sombrias. As pessoas mostram que não são tão boazinhas. Os rapazes não são como os da Disney e as moças também machucam nossos corações. E como dói a primeira vez que temos nosso coração partido. Aquela dor te quebra por muito tempo, e a gente fica sem comer, e sem beber, e começa a fazer opções malucas. Por religiões, por ideologias, por amigos, e por amores. E que merda, sempre erramos ao escolher nossos amores! Nossas palavras escolhidas vem sempre acompanhadas de palavrões: foda-se, eu não me importo! (se importa sim, garotinha!)
Depois de dezessete invernos, fala sério a vida é um inferno! A pressão pré-vestibular começa “O que você vai cursar?! Pra que faculdade você vai?! Tem que ir pra Federal hein! Mas a federal nem é tudo isso! Seu primo já foi aprovado em direito, sua prima tá cursando medicina, sua tia disse que ele passou sem estudar! Não é tão difícil! Você só estuda!!!” Quem nunca ouviu essa frase aos dezessete? É uma idade complicada, viu! Entre provas, amores quebrados e outros surgindo, família e todas as opções que você já fez (e as consequências junto delas), assim são os dezessete.
E perto dos dezoito, ansiedade. As mãos ficam suadas, agora eu posso beber, posso ir para a balada sem rg falso, posso ser presa, posso votar, posso viver! Agora eu preciso trabalhar, e preciso ser adulto, e ter meu dinheiro, e estudar para ser alguém na vida… “mas eu só tenho dezoito!” Não! Você já tem dezoito! Ter dezoito pode incluir muitas responsabilidades mas ao mesmo tempo dá aquela sensação de liberdade que faz seu peito quase explodir. Novamente imaginamos aquela coisa mágica de sair com os amigos, e dançar The Smiths no meio da rua de madrugada. Sentimos vontade de fazer algo novo e ter história para contar, e talvez o amor nem nos faça tanta falta. Onde é que deixamos nossos amores passados? Onde é que deixamos nosso “eu passado”? Nada disso importa quando você está prestes a fazer DEZOITO ANOS!
E os dezenove eu já nem sei, não dá pra imaginar. Vinte? Vixe Maria! Aí já é adulto de vez. Realmente a adolescência pode ser toda essa loucura interna que vez ou outra externamos, mas é a melhor fase da vida porque é ali que nos descobrimos, que podemos fazer nossas opções, pensar e agir sozinhos e sentir aquela liberdade de ser. É ali que lidamos com o amor e com as pessoas como elas são. E é ali que vão ficar as suas melhores histórias.
O problema é que eu não consigo deixar pra lá, Natália. Não consigo esquecer, não me incomodar e relaxar. A vida segue e eu continuo aqui, no mesmo lugar. Noites acordadas, memórias acumuladas e saudade. Porque tudo me faz falta.
Não gosto de mudanças, eu nem sequer sou adaptável! Pessoas novas, ambiente novo, hábitos novos... Nem foi me deixado um resquício da vida que eu levava. Eu tinha você, e todos os outros. Sim, todos os outros. Eu amava estar com todo mundo aí, éramos como uma família.
Não tenho o que reclamar do agora. É uma vida diferente com novas oportunidades e que eu estou amando. Mas, poxa... Que mania é essa da vida nos dar coisas e tirá-las de nós logo que nos apegamos? Eu sei que a vida segue, mas bem que podia seguir com vocês do meu lado.
Não gosto de mudanças, eu nem sequer sou adaptável! Pessoas novas, ambiente novo, hábitos novos... Nem foi me deixado um resquício da vida que eu levava. Eu tinha você, e todos os outros. Sim, todos os outros. Eu amava estar com todo mundo aí, éramos como uma família.
Não tenho o que reclamar do agora. É uma vida diferente com novas oportunidades e que eu estou amando. Mas, poxa... Que mania é essa da vida nos dar coisas e tirá-las de nós logo que nos apegamos? Eu sei que a vida segue, mas bem que podia seguir com vocês do meu lado.
Monologo: Eu sei que a vida segue...
11 de jan. de 2015
O problema é que eu não consigo deixar pra lá, Natália. Não consigo esquecer, não me incomodar e relaxar. A vida segue e eu continuo aqui, no mesmo lugar. Noites acordadas, memórias acumuladas e saudade. Porque tudo me faz falta.
Não gosto de mudanças, eu nem sequer sou adaptável! Pessoas novas, ambiente novo, hábitos novos... Nem foi me deixado um resquício da vida que eu levava. Eu tinha você, e todos os outros. Sim, todos os outros. Eu amava estar com todo mundo aí, éramos como uma família.
Não tenho o que reclamar do agora. É uma vida diferente com novas oportunidades e que eu estou amando. Mas, poxa... Que mania é essa da vida nos dar coisas e tirá-las de nós logo que nos apegamos? Eu sei que a vida segue, mas bem que podia seguir com vocês do meu lado.
Não gosto de mudanças, eu nem sequer sou adaptável! Pessoas novas, ambiente novo, hábitos novos... Nem foi me deixado um resquício da vida que eu levava. Eu tinha você, e todos os outros. Sim, todos os outros. Eu amava estar com todo mundo aí, éramos como uma família.
Não tenho o que reclamar do agora. É uma vida diferente com novas oportunidades e que eu estou amando. Mas, poxa... Que mania é essa da vida nos dar coisas e tirá-las de nós logo que nos apegamos? Eu sei que a vida segue, mas bem que podia seguir com vocês do meu lado.
Hoje eu acordei e fui até a banca comprar o jornal que você sempre me pedia para comprar, sem levar em consideração de que você já não está mais lá em casa, não me pede mais jornal, não se apossa da minha melhor poltrona ou, até mesmo, não preenche o vazio da minha cama. E até quem me viu na fila da banca, sabe que te perdi. Quem me viu sorrindo, sabe que foi apenas por educação.
O boato que ouvi foi de que todos estão te dando razão, pois não era fácil aguentar meu temperamento. Ouvi também que todos souberam pelos nossos gritos e não pela sua boca – fiquei aliviada. Quem me viu hoje pela manhã vagando nas ruas atrás de pão quentinho também sabe que te perdi, pois essa tarefa era tua e agora já não tem mais quem a faça além de mim. Disseram que dá pra saber que te perdi pelo meu olhar triste, que mesmo disfarçando, quase transborda em choro ao ouvir seu nome. Disseram-me para te deixar em paz, pois se eu não parar de tocar no seu nome, não tem como você descansar. Chegaram até a dizer pra eu parar de insistir, pra eu seguir minha vida e ser feliz. Mas quem me vê feliz já sabe que te encontrei, pois no momento esse é o único estado de felicidade que conheço: ao seu lado.
O que quase ninguém sabe é que eu, realmente, não quero que você me esqueça. Quero meu cheiro impregnado na sua camiseta, meu sorriso estampado na sua estante, minhas roupas jogadas na sua cama e meu chinelo esquecido propositalmente no canto da sala. Eu quero que ao tomar o seu café delicioso, você se lembre da minha boca com este gosto logo pela manhã elogiando o seu inigualável café preto. Eu quero que você jogue as pernas na mesinha central e se lembre da minha bronca que acabava num belo amasso naquela mesma mesinha. Quero que você abra a porta do guarda-roupa e sinta falta dos meus pijamas jogados ali, de qualquer jeito, sem arrumação, apenas para te irritar. Quero que você se lembre de mim ao ouvir a chuva, ver a lua ou ir à praia. Que se lembre de mim ao sentir falta de contar algo para alguém de confiança, que te proteja e te apoie. Quero que você ouça aquele trecho do Emicida que diz “Bem leonina, menina, mandona. Linda, sabe da sina, mina valentona. Fina, cheia de razão, rainha, foliona.“ e se lembre de mim, toda sorridente dizendo que era a minha música. Quero que minha imagem invada sua mente ao você pensar em beijar outra, se deitar com outra, contar seus medos para outra. Eu quero que você veja as famosas batatas fritas com queijo da sua mãe e se lembre do quanto eu me lambuzava para comê-las e do quanto você dizia que eu ficava linda comendo.
Quero que você se prontifique para seu jogo preferido e se lembre do quanto eu reclamava por você querer jogar no único dia que tínhamos para ficar à toa. Quero que você assista sua série favorita e recorde de todos os presentes que eu já cogitei em te dar com este tema. Eu quero que você passe por aquela loja de decoração que eu tanto amava e se arrependa por nunca ter me dado nada de lá, inclusive a famosa bolsa de kombi. Quero que você tome sorvete de baunilha trufada e se lembre de mim, que tome café no Starbucks e quase chore por mim, que você tenha fome no meio da noite e a única coisa que te salve seja o drive thru da Treze de Maio que cansamos de ir juntos. Quero que você me veja a cada meio metro na sua casa e sinta falta, medo de estar me perdendo para sempre. Quero que você se lembre da primeira vez em que disse que me amava, duas ruas para baixo da sua casa e sinta náuseas ao passar por lá. Sinta vontade de voltar no tempo, de fazer dar certo novamente.
Eu quero que te dê medo no meio da madrugada e você não tenha para quem ligar a não ser eu, quero que te falte companhia para ver um filme, comer uma pipoca e apenas observar a lua do ponto mais alto da sua casa. Quero que minhas manias fiquem grudadas na sua mente, que minhas falas ecoem no seu pensamento e que meu beijo não se desgrude da sua pele. Quero que você perceba que nenhuma massagem nas costas será tão boa quanto a minha, que nenhuma boca saberá brincar tão perfeitamente com a tua como a minha fazia. Quero que você arranje outra e mesmo assim perceba que sou eu quem falta em tua vida. Quero que você quebre a cara e volte correndo, porque nenhuma mulher no mundo vai cuidar de você como eu sempre cuidei. Eu quero, do fundo do coração, que você tente me esquecer e veja que é impossível, pois eu estarei impregnada no seu dia a dia. Pois eu estou em todos os planos que você sonhou, em todas as histórias que você viveu e em todas as roupas que você vestiu. Meu cheiro doce está grudado no seu armário, no seu travesseiro e nas suas cobertas. E não adianta lavar, o meu cheiro estará grudado na sua lembrança por mais que você não queira.
E quando você perceber que nenhuma mulher chegará aos meus pés, pode me procurar. Estarei te esperando, sorridente, pois eu sempre percebi as coisas antes que você mesmo – e já percebi que nenhum outro homem ocupará seu lugar.

Rotina interminável
Hoje eu acordei e fui até a banca comprar o jornal que você sempre me pedia para comprar, sem levar em consideração de que você já não está mais lá em casa, não me pede mais jornal, não se apossa da minha melhor poltrona ou, até mesmo, não preenche o vazio da minha cama. E até quem me viu na fila da banca, sabe que te perdi. Quem me viu sorrindo, sabe que foi apenas por educação.
O boato que ouvi foi de que todos estão te dando razão, pois não era fácil aguentar meu temperamento. Ouvi também que todos souberam pelos nossos gritos e não pela sua boca – fiquei aliviada. Quem me viu hoje pela manhã vagando nas ruas atrás de pão quentinho também sabe que te perdi, pois essa tarefa era tua e agora já não tem mais quem a faça além de mim. Disseram que dá pra saber que te perdi pelo meu olhar triste, que mesmo disfarçando, quase transborda em choro ao ouvir seu nome. Disseram-me para te deixar em paz, pois se eu não parar de tocar no seu nome, não tem como você descansar. Chegaram até a dizer pra eu parar de insistir, pra eu seguir minha vida e ser feliz. Mas quem me vê feliz já sabe que te encontrei, pois no momento esse é o único estado de felicidade que conheço: ao seu lado.
O que quase ninguém sabe é que eu, realmente, não quero que você me esqueça. Quero meu cheiro impregnado na sua camiseta, meu sorriso estampado na sua estante, minhas roupas jogadas na sua cama e meu chinelo esquecido propositalmente no canto da sala. Eu quero que ao tomar o seu café delicioso, você se lembre da minha boca com este gosto logo pela manhã elogiando o seu inigualável café preto. Eu quero que você jogue as pernas na mesinha central e se lembre da minha bronca que acabava num belo amasso naquela mesma mesinha. Quero que você abra a porta do guarda-roupa e sinta falta dos meus pijamas jogados ali, de qualquer jeito, sem arrumação, apenas para te irritar. Quero que você se lembre de mim ao ouvir a chuva, ver a lua ou ir à praia. Que se lembre de mim ao sentir falta de contar algo para alguém de confiança, que te proteja e te apoie. Quero que você ouça aquele trecho do Emicida que diz “Bem leonina, menina, mandona. Linda, sabe da sina, mina valentona. Fina, cheia de razão, rainha, foliona.“ e se lembre de mim, toda sorridente dizendo que era a minha música. Quero que minha imagem invada sua mente ao você pensar em beijar outra, se deitar com outra, contar seus medos para outra. Eu quero que você veja as famosas batatas fritas com queijo da sua mãe e se lembre do quanto eu me lambuzava para comê-las e do quanto você dizia que eu ficava linda comendo.
Quero que você se prontifique para seu jogo preferido e se lembre do quanto eu reclamava por você querer jogar no único dia que tínhamos para ficar à toa. Quero que você assista sua série favorita e recorde de todos os presentes que eu já cogitei em te dar com este tema. Eu quero que você passe por aquela loja de decoração que eu tanto amava e se arrependa por nunca ter me dado nada de lá, inclusive a famosa bolsa de kombi. Quero que você tome sorvete de baunilha trufada e se lembre de mim, que tome café no Starbucks e quase chore por mim, que você tenha fome no meio da noite e a única coisa que te salve seja o drive thru da Treze de Maio que cansamos de ir juntos. Quero que você me veja a cada meio metro na sua casa e sinta falta, medo de estar me perdendo para sempre. Quero que você se lembre da primeira vez em que disse que me amava, duas ruas para baixo da sua casa e sinta náuseas ao passar por lá. Sinta vontade de voltar no tempo, de fazer dar certo novamente.
Eu quero que te dê medo no meio da madrugada e você não tenha para quem ligar a não ser eu, quero que te falte companhia para ver um filme, comer uma pipoca e apenas observar a lua do ponto mais alto da sua casa. Quero que minhas manias fiquem grudadas na sua mente, que minhas falas ecoem no seu pensamento e que meu beijo não se desgrude da sua pele. Quero que você perceba que nenhuma massagem nas costas será tão boa quanto a minha, que nenhuma boca saberá brincar tão perfeitamente com a tua como a minha fazia. Quero que você arranje outra e mesmo assim perceba que sou eu quem falta em tua vida. Quero que você quebre a cara e volte correndo, porque nenhuma mulher no mundo vai cuidar de você como eu sempre cuidei. Eu quero, do fundo do coração, que você tente me esquecer e veja que é impossível, pois eu estarei impregnada no seu dia a dia. Pois eu estou em todos os planos que você sonhou, em todas as histórias que você viveu e em todas as roupas que você vestiu. Meu cheiro doce está grudado no seu armário, no seu travesseiro e nas suas cobertas. E não adianta lavar, o meu cheiro estará grudado na sua lembrança por mais que você não queira.
E quando você perceber que nenhuma mulher chegará aos meus pés, pode me procurar. Estarei te esperando, sorridente, pois eu sempre percebi as coisas antes que você mesmo – e já percebi que nenhum outro homem ocupará seu lugar.

Por qual razão há mulheres que não podem andar livremente sem roupa e homens sim?
Primeiramente, alguém leu sobre tal tema antes de argumentar?
No princípio, a moda, o estilo de roupa, maquiagem, depilação e até o próprio fato de que é pudor uma mulher andar sem roupa foi criado pelas mesmas, assim como novos cortes de cabelo, padrões de rosto, e pinturas de unha.
Acontece que durante séculos as mulheres fizeram a sociedade acostumar-se com o estilo de vida feminino, e agora estão brigando por algo que elas mesmas criaram. Não existe nenhum decreto, lei, ou definição de regra que impeça a mulher de qualquer coisa relacionada a isso. Mas fazer uma mudança radical de algo amplamente sancionado é demais.
"A mente vê, o que escolhe ver."
Uma conhecida veio até mim e me perguntou se também é culpa delas quando são estupradas ou fazem julgamentos baseados em que roupa usarão. Logicamente a resposta é não. Além disso ser uma questão individual tratada pela segurança pública. Um estuprador não escolhe sua vítima pela roupa. Ele ignora se ela estiver nua ou usando uma vestimenta de freira.
Algo que quero deixar claro é sobre as mulheres criarem este costume. Levará um bom tempo para que as pessoas descartem-no. Parem de pensar que o mundo pertence aos jovens, e somente eles que o habita. Existem crianças, adultos e idosos, por exemplo. Impossível mudar a visão deles por mero acaso.
Não se culpa alguém por pensar barbaridades sobre o estilo de vida feminino.
Agora quero propor um pequeno teste a vocês garotas que querem a revolução do modo de vida feminino. Eu realmente gostaria de saber se vocês querem direitos iguais ou é apenas interesse individual. Vá até um de seus avós ou algum idoso e argumente sobre o assunto. Se ele achar o absurdo, algo totalmente inaceitável, o que você iria pensar?
Se você está pouco se importando, altruísmo não é uma de suas qualidades. Agora, se tentar entendê-lo: Parabéns! Você não é um parasita na sociedade!
Há, aproximadamente, dez séculos antes de qualquer um de nós sermos insignificantes espermas, esse bem comum já estava definido. Se qualquer mulher quiser mudar isso para uma evolução, será necessário calma, paciência e muito respeito com nossos antecessores e seus costumes. E nunca, jamais, pense que nossa geração é um tipo de deus e chegamos para mandar.
Nudez feminina - É falta de pudor?
10 de jan. de 2015
Por qual razão há mulheres que não podem andar livremente sem roupa e homens sim?
Primeiramente, alguém leu sobre tal tema antes de argumentar?
No princípio, a moda, o estilo de roupa, maquiagem, depilação e até o próprio fato de que é pudor uma mulher andar sem roupa foi criado pelas mesmas, assim como novos cortes de cabelo, padrões de rosto, e pinturas de unha.
Acontece que durante séculos as mulheres fizeram a sociedade acostumar-se com o estilo de vida feminino, e agora estão brigando por algo que elas mesmas criaram. Não existe nenhum decreto, lei, ou definição de regra que impeça a mulher de qualquer coisa relacionada a isso. Mas fazer uma mudança radical de algo amplamente sancionado é demais.
"A mente vê, o que escolhe ver."
Uma conhecida veio até mim e me perguntou se também é culpa delas quando são estupradas ou fazem julgamentos baseados em que roupa usarão. Logicamente a resposta é não. Além disso ser uma questão individual tratada pela segurança pública. Um estuprador não escolhe sua vítima pela roupa. Ele ignora se ela estiver nua ou usando uma vestimenta de freira.
Algo que quero deixar claro é sobre as mulheres criarem este costume. Levará um bom tempo para que as pessoas descartem-no. Parem de pensar que o mundo pertence aos jovens, e somente eles que o habita. Existem crianças, adultos e idosos, por exemplo. Impossível mudar a visão deles por mero acaso.
Não se culpa alguém por pensar barbaridades sobre o estilo de vida feminino.
Agora quero propor um pequeno teste a vocês garotas que querem a revolução do modo de vida feminino. Eu realmente gostaria de saber se vocês querem direitos iguais ou é apenas interesse individual. Vá até um de seus avós ou algum idoso e argumente sobre o assunto. Se ele achar o absurdo, algo totalmente inaceitável, o que você iria pensar?
Se você está pouco se importando, altruísmo não é uma de suas qualidades. Agora, se tentar entendê-lo: Parabéns! Você não é um parasita na sociedade!
Há, aproximadamente, dez séculos antes de qualquer um de nós sermos insignificantes espermas, esse bem comum já estava definido. Se qualquer mulher quiser mudar isso para uma evolução, será necessário calma, paciência e muito respeito com nossos antecessores e seus costumes. E nunca, jamais, pense que nossa geração é um tipo de deus e chegamos para mandar.
Quando
dizem que me amam raramente acredito pois para isso eu também preciso
retribuir para a pessoa. Acho que uma simples ação pode valer por isso,
mas sempre que eu digo "Eu te amo" é porque ela é tão especial que
merece ouvir palavras diferentes das outras. Não que eu diga amar
qualquer um, tem de existir um significado importante na minha vida e
também merecer todas essas palavras da minha boca. Atualmente, as
pessoas saem falando sobre amar sem possui-lo. Elas precisam se
preocupar com o próximo, se gostarem, cuidar umas das outras. Assim como
é o amor que machuca mas cuida.

Faca de dois gumes.
Quando
dizem que me amam raramente acredito pois para isso eu também preciso
retribuir para a pessoa. Acho que uma simples ação pode valer por isso,
mas sempre que eu digo "Eu te amo" é porque ela é tão especial que
merece ouvir palavras diferentes das outras. Não que eu diga amar
qualquer um, tem de existir um significado importante na minha vida e
também merecer todas essas palavras da minha boca. Atualmente, as
pessoas saem falando sobre amar sem possui-lo. Elas precisam se
preocupar com o próximo, se gostarem, cuidar umas das outras. Assim como
é o amor que machuca mas cuida.

Este corpo vazio, se perde em cada esquina procurando algo, alguma coisa que perdeu, ou que nunca nem chegou a ter. Estes olhos não se surpreendem com mais nada, eu só queria poder te contar tudo o que eu vi, poder te ensinar tudo o que eu aprendi, só que este corpo vazio sem alma, ainda teme algo, ou melhor, alguém, teme você assim como todo o passado, que te liga a mim e aquela velha deprimente nostalgia.
Mesmo sem alma, estando cansado, sinto que o que procuro seja talvez um fim, um ponto final talvez, apenas um ponto final nisso tudo. Porém tudo que eu são vírgulas, no meio deste caminho, e só me perco, e só caio, e to levantando cada vez mais cansado e corpulento, e essas vírgulas só separam e reduzem minhas orações, e meu corpo fadigado, que esta completamente exausto, só acha vírgulas, só acha interrogações, aspas e até exclamação, e nunca encontra um ponto final nisso tudo.
Acho que quando não se tem um ponto final acabar com reticências não me parece tão mal assim, eu nunca fui tão exigente, nunca tive a pretensão de ter um final feliz, nem nada parecido, tudo que este corpo parece desejar cada vez mais secretamente é um ponto final, é um final, seja ele como for, e não importa com, apenas um fim, nada de felicidade, nem surpresa muito menos respostas, nem satisfatório, apenas um fim.
E no meio de tantos cansaços todos que foram possíveis o mundo me dar, começo a e me conformar em eu criar um final para mim, por que o cansaço consome estes ossos e se torna mais difícil continuar. E não sei o quanto mais eu conseguirei, não sei quanto mais eu serei capaz de qual quer coisa.
Mesmo sem alma, estando cansado, sinto que o que procuro seja talvez um fim, um ponto final talvez, apenas um ponto final nisso tudo. Porém tudo que eu são vírgulas, no meio deste caminho, e só me perco, e só caio, e to levantando cada vez mais cansado e corpulento, e essas vírgulas só separam e reduzem minhas orações, e meu corpo fadigado, que esta completamente exausto, só acha vírgulas, só acha interrogações, aspas e até exclamação, e nunca encontra um ponto final nisso tudo.
Acho que quando não se tem um ponto final acabar com reticências não me parece tão mal assim, eu nunca fui tão exigente, nunca tive a pretensão de ter um final feliz, nem nada parecido, tudo que este corpo parece desejar cada vez mais secretamente é um ponto final, é um final, seja ele como for, e não importa com, apenas um fim, nada de felicidade, nem surpresa muito menos respostas, nem satisfatório, apenas um fim.
E no meio de tantos cansaços todos que foram possíveis o mundo me dar, começo a e me conformar em eu criar um final para mim, por que o cansaço consome estes ossos e se torna mais difícil continuar. E não sei o quanto mais eu conseguirei, não sei quanto mais eu serei capaz de qual quer coisa.
desejos de uma alma perdida
9 de jan. de 2015
Este corpo vazio, se perde em cada esquina procurando algo, alguma coisa que perdeu, ou que nunca nem chegou a ter. Estes olhos não se surpreendem com mais nada, eu só queria poder te contar tudo o que eu vi, poder te ensinar tudo o que eu aprendi, só que este corpo vazio sem alma, ainda teme algo, ou melhor, alguém, teme você assim como todo o passado, que te liga a mim e aquela velha deprimente nostalgia.
Mesmo sem alma, estando cansado, sinto que o que procuro seja talvez um fim, um ponto final talvez, apenas um ponto final nisso tudo. Porém tudo que eu são vírgulas, no meio deste caminho, e só me perco, e só caio, e to levantando cada vez mais cansado e corpulento, e essas vírgulas só separam e reduzem minhas orações, e meu corpo fadigado, que esta completamente exausto, só acha vírgulas, só acha interrogações, aspas e até exclamação, e nunca encontra um ponto final nisso tudo.
Acho que quando não se tem um ponto final acabar com reticências não me parece tão mal assim, eu nunca fui tão exigente, nunca tive a pretensão de ter um final feliz, nem nada parecido, tudo que este corpo parece desejar cada vez mais secretamente é um ponto final, é um final, seja ele como for, e não importa com, apenas um fim, nada de felicidade, nem surpresa muito menos respostas, nem satisfatório, apenas um fim.
E no meio de tantos cansaços todos que foram possíveis o mundo me dar, começo a e me conformar em eu criar um final para mim, por que o cansaço consome estes ossos e se torna mais difícil continuar. E não sei o quanto mais eu conseguirei, não sei quanto mais eu serei capaz de qual quer coisa.
Mesmo sem alma, estando cansado, sinto que o que procuro seja talvez um fim, um ponto final talvez, apenas um ponto final nisso tudo. Porém tudo que eu são vírgulas, no meio deste caminho, e só me perco, e só caio, e to levantando cada vez mais cansado e corpulento, e essas vírgulas só separam e reduzem minhas orações, e meu corpo fadigado, que esta completamente exausto, só acha vírgulas, só acha interrogações, aspas e até exclamação, e nunca encontra um ponto final nisso tudo.
Acho que quando não se tem um ponto final acabar com reticências não me parece tão mal assim, eu nunca fui tão exigente, nunca tive a pretensão de ter um final feliz, nem nada parecido, tudo que este corpo parece desejar cada vez mais secretamente é um ponto final, é um final, seja ele como for, e não importa com, apenas um fim, nada de felicidade, nem surpresa muito menos respostas, nem satisfatório, apenas um fim.
E no meio de tantos cansaços todos que foram possíveis o mundo me dar, começo a e me conformar em eu criar um final para mim, por que o cansaço consome estes ossos e se torna mais difícil continuar. E não sei o quanto mais eu conseguirei, não sei quanto mais eu serei capaz de qual quer coisa.
Você devia ter dito alguma coisa. Qualquer expressão exagerada ou um sussurro de desaprovação mas apenas se manteve calado e deixou que o tempo passasse. Um dia irá olhar para frente, vai reparar que o nosso mundo está morrendo lentamente e que não devia ter perdido tantos anos. Foi egoísmo. Não da sua parte, mas do planeta. Ele se fechou e te trancou em uma casinha de boneca, mas não pense que está livrado da culpa. É tão fácil perceber que suas mãos estavam ficando enrugadas e os seus cabelos começavam a ficar cinza, isto era óbvio, mas continuou sem fazer nada e deixou que o tempo andasse. Eu não acho que poderia acreditar em você.
Não acredito porque se uma chance é perdida, deve recupera-la o mais rápido possível. O mundo não o aguarda. É possível ver pela TV as crianças correndo pela rua sem motivo algum. Quando voltam para as suas casas estão sujas de lama e com os joelhos ralados. Isto é aproveitar o tempo.
Sinceramente, não consigo perdoa-lo. Deixou que falhasse e morresse qualquer esperança de sentir aquele suspiro empático por alguém
Amor. Nunca amaste.
Nunca aproveitasse nada.
Agora consegue entender que não existe algo além do silêncio? O que fará? Acho que não consegue perdoar a si mesmo.
O Mais Curto Suspiro
Você devia ter dito alguma coisa. Qualquer expressão exagerada ou um sussurro de desaprovação mas apenas se manteve calado e deixou que o tempo passasse. Um dia irá olhar para frente, vai reparar que o nosso mundo está morrendo lentamente e que não devia ter perdido tantos anos. Foi egoísmo. Não da sua parte, mas do planeta. Ele se fechou e te trancou em uma casinha de boneca, mas não pense que está livrado da culpa. É tão fácil perceber que suas mãos estavam ficando enrugadas e os seus cabelos começavam a ficar cinza, isto era óbvio, mas continuou sem fazer nada e deixou que o tempo andasse. Eu não acho que poderia acreditar em você.
Não acredito porque se uma chance é perdida, deve recupera-la o mais rápido possível. O mundo não o aguarda. É possível ver pela TV as crianças correndo pela rua sem motivo algum. Quando voltam para as suas casas estão sujas de lama e com os joelhos ralados. Isto é aproveitar o tempo.
Sinceramente, não consigo perdoa-lo. Deixou que falhasse e morresse qualquer esperança de sentir aquele suspiro empático por alguém
Amor. Nunca amaste.
Nunca aproveitasse nada.
Agora consegue entender que não existe algo além do silêncio? O que fará? Acho que não consegue perdoar a si mesmo.
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