Quando eu comecei a pensar em escrever essa história eu tentei de tudo: poesia, crônica, fanfic, até fábula. E ao final, em forma de conto, decidi espalhar delicadamente nossa história de amor, como você me pediu. Refiz umas mil vezes essa primeira parte, tentei parecer intelectual, engraçado, sabichão ou sagaz! E no final, tudo saia desconcertado e torto. Exatamente como minha vida depois do nosso fim. Desconcertada e torta.
Oito de julho. Férias da faculdade para mim. No auge dos meus vinte e três anos, eu só conseguia pensar em como eu queria fugir de mim mesmo por alguns minutos e voltar quando tudo estivesse resolvido. Quando meus pais já tivessem decidido se ficariam juntos ou não. Quando minhas notas na faculdade aumentassem. Quando eu conseguisse ser alguém notável nesse mundo. Nem precisava ser no mundo na verdade, se me notassem em casa, no trabalho e na faculdade já era de bom tamanho. Afinal, meu mundo se resumia nisso.
Não quero pagar de antissocial, porém nunca fui bom com amizades. Mas naquela época, tinha um cara do segundo ano que era bacana, nós conversávamos e trocávamos experiências. Eu chamava-o de conhecido, mas seu nome de verdade era Gregory. Dezenove anos na cara e tinha mais coisa para contar do que eu. Ele já tinha morado fora do país, sabia falar francês e não podia passar perto do prédio de arquitetura que as garotas caiam matando. Mas não quero me aprofundar na vida fantástica do playboyzinho. Quero falar dela. E para falar dela, preciso contar que, um dia, esse tal de Gregory me convidou para uma festa em sua casa. No dia oito de julho, pela manhã.
- Olha, eu não tenho uns cálculos para resolver… eu não sei. - essa era minha desculpa para quase tudo. E é uma desculpa bem aceita quando você é aluno do quarto ano de engenharia civil.
- Vá se foder, você está de férias! Quero você lá hoje, as nove, sem falta.
Suspirei um tanto impaciente, se ele insistisse mais um pouco eu acabaria com nossa “amizade”. Odeio insistências.
- Vou me esforçar para ir. - prometi.
- Se você faltar eu te mato, viado.
Ele me deu um soco no braço me obrigando a fazer o mesmo com ele, só que mais forte.
Festas eram terríveis para mim. Isso não significa que eu não saísse, sempre gostei de bares e de jogar sinuca. Isso me rendia algumas companhias de um dia só, e algumas garotas que duravam o mesmo tempo. E o que eu mais desejava naquele momento era evaporar o playboy e ir correndo para o bar mais próximo tomar um litro de cerveja.
Já era tarde quando eu resolvi me arrumar para ao menos dar um “meus parabéns” para o único cara que me suportava. Nem sabia o que vestir para essas festas, mas fiz o melhor que pude. “Pode ser que seja legal!” minha mente repetia. E eu nem imaginava o que me esperava lá. 




Conto: Ensaios sobre ela.

26 de jan. de 2015

 Quando eu comecei a pensar em escrever essa história eu tentei de tudo: poesia, crônica, fanfic, até fábula. E ao final, em forma de conto, decidi espalhar delicadamente nossa história de amor, como você me pediu. Refiz umas mil vezes essa primeira parte, tentei parecer intelectual, engraçado, sabichão ou sagaz! E no final, tudo saia desconcertado e torto. Exatamente como minha vida depois do nosso fim. Desconcertada e torta.
Oito de julho. Férias da faculdade para mim. No auge dos meus vinte e três anos, eu só conseguia pensar em como eu queria fugir de mim mesmo por alguns minutos e voltar quando tudo estivesse resolvido. Quando meus pais já tivessem decidido se ficariam juntos ou não. Quando minhas notas na faculdade aumentassem. Quando eu conseguisse ser alguém notável nesse mundo. Nem precisava ser no mundo na verdade, se me notassem em casa, no trabalho e na faculdade já era de bom tamanho. Afinal, meu mundo se resumia nisso.
Não quero pagar de antissocial, porém nunca fui bom com amizades. Mas naquela época, tinha um cara do segundo ano que era bacana, nós conversávamos e trocávamos experiências. Eu chamava-o de conhecido, mas seu nome de verdade era Gregory. Dezenove anos na cara e tinha mais coisa para contar do que eu. Ele já tinha morado fora do país, sabia falar francês e não podia passar perto do prédio de arquitetura que as garotas caiam matando. Mas não quero me aprofundar na vida fantástica do playboyzinho. Quero falar dela. E para falar dela, preciso contar que, um dia, esse tal de Gregory me convidou para uma festa em sua casa. No dia oito de julho, pela manhã.
- Olha, eu não tenho uns cálculos para resolver… eu não sei. - essa era minha desculpa para quase tudo. E é uma desculpa bem aceita quando você é aluno do quarto ano de engenharia civil.
- Vá se foder, você está de férias! Quero você lá hoje, as nove, sem falta.
Suspirei um tanto impaciente, se ele insistisse mais um pouco eu acabaria com nossa “amizade”. Odeio insistências.
- Vou me esforçar para ir. - prometi.
- Se você faltar eu te mato, viado.
Ele me deu um soco no braço me obrigando a fazer o mesmo com ele, só que mais forte.
Festas eram terríveis para mim. Isso não significa que eu não saísse, sempre gostei de bares e de jogar sinuca. Isso me rendia algumas companhias de um dia só, e algumas garotas que duravam o mesmo tempo. E o que eu mais desejava naquele momento era evaporar o playboy e ir correndo para o bar mais próximo tomar um litro de cerveja.
Já era tarde quando eu resolvi me arrumar para ao menos dar um “meus parabéns” para o único cara que me suportava. Nem sabia o que vestir para essas festas, mas fiz o melhor que pude. “Pode ser que seja legal!” minha mente repetia. E eu nem imaginava o que me esperava lá. 




Dia 7 de Janeiro. Esse dia foi um recado para todos aqueles que acompanham a história do planeta chamado Terra. Todos nós vimos que a liberdade de expressão foi atacada mas totalmente distorcido pela mídia mundial. Uma representação do poder que dão ao radicais que se espalham pelo mundo. Por que não os destroem por completo? Por que não vão até o Iêmen atacar o al-Qaeda? Derrubar o Hamas na Palestina?


 
Infelizmente muitos não sabem, mas o que move todo capitalismo é o dinheiro. Com os Estados Unidos da América não é diferente. Como uma das maiores intervenções em todo tipo de confronto mundial, até derrubando Osama Bin Laden que foi o antigo chefe do al-Qaeda, os americanos possuem força suficiente para derrubar esse mal. Só que aproveitam para conquistar mais mercado consumidor.




E por que o Charlie Hebdo não foi incriminado com tantos absurdos? Eles não impuseram essas capas horríveis em toda mente de Paris. Existia franceses aderindo aos pensamentos da revista? Sim. Mas era totalmente relevante. Portanto, deixem de hipocrisia pois esse assunto é sério sim. Só não está sendo passado corretamente pela mídia. Liberdade de expressão foi brutalmente atacada pelos radicais religiosos que estão voltando para assombrar o mundo, infelizmente.

Je suis France.

25 de jan. de 2015

Dia 7 de Janeiro. Esse dia foi um recado para todos aqueles que acompanham a história do planeta chamado Terra. Todos nós vimos que a liberdade de expressão foi atacada mas totalmente distorcido pela mídia mundial. Uma representação do poder que dão ao radicais que se espalham pelo mundo. Por que não os destroem por completo? Por que não vão até o Iêmen atacar o al-Qaeda? Derrubar o Hamas na Palestina?


 
Infelizmente muitos não sabem, mas o que move todo capitalismo é o dinheiro. Com os Estados Unidos da América não é diferente. Como uma das maiores intervenções em todo tipo de confronto mundial, até derrubando Osama Bin Laden que foi o antigo chefe do al-Qaeda, os americanos possuem força suficiente para derrubar esse mal. Só que aproveitam para conquistar mais mercado consumidor.




E por que o Charlie Hebdo não foi incriminado com tantos absurdos? Eles não impuseram essas capas horríveis em toda mente de Paris. Existia franceses aderindo aos pensamentos da revista? Sim. Mas era totalmente relevante. Portanto, deixem de hipocrisia pois esse assunto é sério sim. Só não está sendo passado corretamente pela mídia. Liberdade de expressão foi brutalmente atacada pelos radicais religiosos que estão voltando para assombrar o mundo, infelizmente.

Eu fui sua. Eu fui sua mais do que já fui, em toda minha vida, qualquer outra coisa. Eu fui sua nas manhãs de domingo e aos sábados à noite – mesmo enquanto você insistia em se divertir com outras. Eu fui sua durante a terrível briga que teve com a sua mãe, durante o problema de saúde do seu pai e até mesmo enquanto você me contava a tentativa falha de beijar a garota mais linda da cidade. Eu insisti – por mais idiota que isto soe. Eu permaneci sendo sua. Inteiramente sua. Eu fiquei ao seu lado e não soltei a sua mão quando cancelaram o show que você iria fazer. Eu fiquei ao seu lado quando um prato quebrou-se na sua cozinha e estilhaços de vidro fizeram sua mão sangrar. E sabe o que você foi? Nada. Absolutamente nada pra mim. Você não conseguiu ser meu, mesmo que eu te provasse todos os dias que eu era a sua melhor opção.
Você insistia na sua rotina sem se importar com meus sentimentos. E, cara, olha o tamanho da burrada: Eu não desisti de você! Tem noção do quanto doía todas as vezes que você desligava o celular pra poder sair às sextas? Tem noção do quanto doía todas as vezes em que você me contava sobre as garotas que saía e tinha noites de aventura? Não. Você não tem noção alguma do que é amar alguém com cada célula do corpo, com cada órgão e cada centímetro de tecido corpóreo. E eu te amei assim. Absurda e exageradamente assim. Eu te amei com todas as minhas forças. Eu juro que meu plano era nunca desistir de você. Mas falhei. Eu sinto muito, mas não consigo mais insistir em algo tão sem futuro como esse ‘nós’ que nunca nem existiu, por mais que você negue.
E, sabe, me desculpe por não ter deixado explícita a imensidão do meu sentimento anteriormente. Eu tive medo. Cara, eu juro que morri de medo de você se assustar com tanto amor. Você não estava acostumado a receber amor de ninguém e, de repente, eu cheguei na sua vida desesperada para te fazer feliz. E como diria Clarice: “Eu queria tanto que você não fugisse de mim. Mas se fosse eu, eu fugia”. Você consegue perceber o abismo sem solução no qual me meti? Eu te amei tanto que tive medo de te sufocar. Eu queria tanto cuidar de você que, se invertêssemos os papéis, eu surtaria. Eu queria tanto dar todo o amor que te faltou a vida toda que, se eu realmente botasse em prática, você espanaria igualzinho uma torneira velha. Segundo a minha mãe, quando nós apertamos algo com muita força nas mãos, acaba vazando por entre os dedos. E eu não queria que você vazasse, foi só isso.
Mas não deu certo. Você fugiu antes mesmo de eu te contar que imprimi todo seu mapa astral. Você desistiu sem sequer saber que eu já imaginava a cor do meu buquê de casamento. Porque eu sou assim mesmo: toda exagerada, ansiosa, inquieta. Eu sou toda errada. Mas, do fundo do meu coração, pela primeira vez na vida eu achei que tivesse encontrado alguém tão errado e confuso quanto eu. Eu juro que por um segundo de insanidade eu tive certeza que éramos perfeitos um para o outro. Porque dentre todos os caras que já conheci – passando até mesmo pelo meu relacionamento mais duradouro – você foi o que mais mexeu na minha vida. Você invadiu meu espaço, bagunçou minha casa, virou-me de cabeça para baixo e sorriu sem jeito quando dei bronca. E sabe o que é pior? O pior foi que eu amei o jeito que ficou minha vida.
Adorei o novo ângulo pelo qual você me ensinou a ver as coisas. Eu te amei, Christopher. Eu te amei mais que a mim. Mais que aos tabus que sempre carreguei. Eu te amei todo errado, ralado pelo long ou engravatado pela mãe. Eu te amei vestido de Papai Noel ou completamente sem roupa, vulnerável a mim. Eu te amei da cabeça aos pés. Da unha feia do seu dedão aos seus cabelos que mais se pareciam com a juba de um leão. Eu amei suas camisetas de rock, seu doce favorito e o solo da sua guitarra. Eu amei sua tatuagem do pulso, sua cicatriz no joelho esquerdo e sua dobrinha na barriga. Eu te amei da pinta da cutícula até o lóbulo da orelha. Te amei dos cílios dos olhos ao dedo torto do seu pé direito. Eu te amei por inteiro e até do avesso. Só lamento por você não ter conseguido ser, realmente, inteiro pra mim.
E eu não posso botar toda a culpa em cima de você. Não posso exigir que você me ame em retribuição do amor desenfreado que te ofereço. Não posso pedir que não desista de algo que nem eu coloco fé. Nós somos o verdadeiro caos. Somos imãs iguais que se repelem, pedaços de um quebra-cabeça sem solução. Nós somos intensos e dramáticos. Somos exigentes e orgulhosos. Nós somos perfeitas metades iguais. E, talvez, justamente por isso, não conseguimos encontrar nosso encaixe perfeito. Mas, mesmo sabendo que as chances de ferrar com tudo eram imensas, eu arrisquei. Eu me entreguei e te enlacei no meu colo. Eu te expliquei durante duas horas, ou mais, todos os detalhes que me faziam amar você. Eu te expliquei o quanto eu havia me tornado dependente da sua felicidade pra ser feliz também. Te expliquei quais eram meus planos pra amenizarmos a provável catástrofe. Eu, toda controladora, praticamente mapeei os passos que teríamos que dar para que a bomba não explodisse em nossas mãos. E explodiu. Eu sinto muito, mas explodiu. Bem diante dos nossos olhos e não houve nada a ser feito. Eu não consegui planejar o que faríamos após as chamas. Você tirou o meu poder de planejamento. 
Logo eu, que sempre tive um espartilho imaginário amarrado bem rente às costelas para me manter arqueada, independente e irônica. Logo eu que sempre me vangloriei da minha autossuficiência, me vi achando o seu todo ainda insuficiente. Eu queria mais de você. Eu queria mais de nós. Eu tive medo de que você soltasse meu espatilho de um modo que eu jamais conseguisse amarrá-lo, novamente, sozinha. Tive medo de você me invadir e me bagunçar. E foi exatamente isso que você fez, Chris. Sem dó nem piedade, você me encheu de felicidade momentânea para depois sugar até as certezas que eu tinha antes da sua chegada. Agora eu sou menos da metade sem você. Eu perdi mais do que ganhei.
Por fim, ainda assim, te afirmo: eu fui sua até perder as forças. Fui sua mesmo com toda essa confusão mental que você causa em mim. Fui sua mesmo sem que você fosse meu. Eu fui sua até o momento em que você não quis mais. E, assim como se doa um livro velho ao sebo, você pediu para que eu encontrasse alguém melhor que você; alguém que cuidasse de mim de um jeito que você nunca soube cuidar. Você confessou. Você fez algo que nunca havia feito: você confessou que estragou tudo. Confessou que te dei amor até transbordar e sair pelos poros. Te dei amor até você se assustar. E você preferiu brecar. Você teve medo do que poderia acontecer caso continuasse sendo cada vez mais amado – o que pra mim não faz sentido algum. Você brecou bruscamente e eu ainda segui por um tempo sem você, assim como manda a lei da inércia. Mas aqui é meu ponto de parada, não darei mais um passo por você.
Lamento não ter conseguido fazer com que me amasse na mesma intensidade na qual te amei. Eu fui sua e, mesmo negando, talvez eu ainda seja por um tempo. Vê se não demora, você sabe meu endereço e o café amargo que tanto gosta já está esfriando.





Sobre amor, espartilhos e café amargo


Eu fui sua. Eu fui sua mais do que já fui, em toda minha vida, qualquer outra coisa. Eu fui sua nas manhãs de domingo e aos sábados à noite – mesmo enquanto você insistia em se divertir com outras. Eu fui sua durante a terrível briga que teve com a sua mãe, durante o problema de saúde do seu pai e até mesmo enquanto você me contava a tentativa falha de beijar a garota mais linda da cidade. Eu insisti – por mais idiota que isto soe. Eu permaneci sendo sua. Inteiramente sua. Eu fiquei ao seu lado e não soltei a sua mão quando cancelaram o show que você iria fazer. Eu fiquei ao seu lado quando um prato quebrou-se na sua cozinha e estilhaços de vidro fizeram sua mão sangrar. E sabe o que você foi? Nada. Absolutamente nada pra mim. Você não conseguiu ser meu, mesmo que eu te provasse todos os dias que eu era a sua melhor opção.
Você insistia na sua rotina sem se importar com meus sentimentos. E, cara, olha o tamanho da burrada: Eu não desisti de você! Tem noção do quanto doía todas as vezes que você desligava o celular pra poder sair às sextas? Tem noção do quanto doía todas as vezes em que você me contava sobre as garotas que saía e tinha noites de aventura? Não. Você não tem noção alguma do que é amar alguém com cada célula do corpo, com cada órgão e cada centímetro de tecido corpóreo. E eu te amei assim. Absurda e exageradamente assim. Eu te amei com todas as minhas forças. Eu juro que meu plano era nunca desistir de você. Mas falhei. Eu sinto muito, mas não consigo mais insistir em algo tão sem futuro como esse ‘nós’ que nunca nem existiu, por mais que você negue.
E, sabe, me desculpe por não ter deixado explícita a imensidão do meu sentimento anteriormente. Eu tive medo. Cara, eu juro que morri de medo de você se assustar com tanto amor. Você não estava acostumado a receber amor de ninguém e, de repente, eu cheguei na sua vida desesperada para te fazer feliz. E como diria Clarice: “Eu queria tanto que você não fugisse de mim. Mas se fosse eu, eu fugia”. Você consegue perceber o abismo sem solução no qual me meti? Eu te amei tanto que tive medo de te sufocar. Eu queria tanto cuidar de você que, se invertêssemos os papéis, eu surtaria. Eu queria tanto dar todo o amor que te faltou a vida toda que, se eu realmente botasse em prática, você espanaria igualzinho uma torneira velha. Segundo a minha mãe, quando nós apertamos algo com muita força nas mãos, acaba vazando por entre os dedos. E eu não queria que você vazasse, foi só isso.
Mas não deu certo. Você fugiu antes mesmo de eu te contar que imprimi todo seu mapa astral. Você desistiu sem sequer saber que eu já imaginava a cor do meu buquê de casamento. Porque eu sou assim mesmo: toda exagerada, ansiosa, inquieta. Eu sou toda errada. Mas, do fundo do meu coração, pela primeira vez na vida eu achei que tivesse encontrado alguém tão errado e confuso quanto eu. Eu juro que por um segundo de insanidade eu tive certeza que éramos perfeitos um para o outro. Porque dentre todos os caras que já conheci – passando até mesmo pelo meu relacionamento mais duradouro – você foi o que mais mexeu na minha vida. Você invadiu meu espaço, bagunçou minha casa, virou-me de cabeça para baixo e sorriu sem jeito quando dei bronca. E sabe o que é pior? O pior foi que eu amei o jeito que ficou minha vida.
Adorei o novo ângulo pelo qual você me ensinou a ver as coisas. Eu te amei, Christopher. Eu te amei mais que a mim. Mais que aos tabus que sempre carreguei. Eu te amei todo errado, ralado pelo long ou engravatado pela mãe. Eu te amei vestido de Papai Noel ou completamente sem roupa, vulnerável a mim. Eu te amei da cabeça aos pés. Da unha feia do seu dedão aos seus cabelos que mais se pareciam com a juba de um leão. Eu amei suas camisetas de rock, seu doce favorito e o solo da sua guitarra. Eu amei sua tatuagem do pulso, sua cicatriz no joelho esquerdo e sua dobrinha na barriga. Eu te amei da pinta da cutícula até o lóbulo da orelha. Te amei dos cílios dos olhos ao dedo torto do seu pé direito. Eu te amei por inteiro e até do avesso. Só lamento por você não ter conseguido ser, realmente, inteiro pra mim.
E eu não posso botar toda a culpa em cima de você. Não posso exigir que você me ame em retribuição do amor desenfreado que te ofereço. Não posso pedir que não desista de algo que nem eu coloco fé. Nós somos o verdadeiro caos. Somos imãs iguais que se repelem, pedaços de um quebra-cabeça sem solução. Nós somos intensos e dramáticos. Somos exigentes e orgulhosos. Nós somos perfeitas metades iguais. E, talvez, justamente por isso, não conseguimos encontrar nosso encaixe perfeito. Mas, mesmo sabendo que as chances de ferrar com tudo eram imensas, eu arrisquei. Eu me entreguei e te enlacei no meu colo. Eu te expliquei durante duas horas, ou mais, todos os detalhes que me faziam amar você. Eu te expliquei o quanto eu havia me tornado dependente da sua felicidade pra ser feliz também. Te expliquei quais eram meus planos pra amenizarmos a provável catástrofe. Eu, toda controladora, praticamente mapeei os passos que teríamos que dar para que a bomba não explodisse em nossas mãos. E explodiu. Eu sinto muito, mas explodiu. Bem diante dos nossos olhos e não houve nada a ser feito. Eu não consegui planejar o que faríamos após as chamas. Você tirou o meu poder de planejamento. 
Logo eu, que sempre tive um espartilho imaginário amarrado bem rente às costelas para me manter arqueada, independente e irônica. Logo eu que sempre me vangloriei da minha autossuficiência, me vi achando o seu todo ainda insuficiente. Eu queria mais de você. Eu queria mais de nós. Eu tive medo de que você soltasse meu espatilho de um modo que eu jamais conseguisse amarrá-lo, novamente, sozinha. Tive medo de você me invadir e me bagunçar. E foi exatamente isso que você fez, Chris. Sem dó nem piedade, você me encheu de felicidade momentânea para depois sugar até as certezas que eu tinha antes da sua chegada. Agora eu sou menos da metade sem você. Eu perdi mais do que ganhei.
Por fim, ainda assim, te afirmo: eu fui sua até perder as forças. Fui sua mesmo com toda essa confusão mental que você causa em mim. Fui sua mesmo sem que você fosse meu. Eu fui sua até o momento em que você não quis mais. E, assim como se doa um livro velho ao sebo, você pediu para que eu encontrasse alguém melhor que você; alguém que cuidasse de mim de um jeito que você nunca soube cuidar. Você confessou. Você fez algo que nunca havia feito: você confessou que estragou tudo. Confessou que te dei amor até transbordar e sair pelos poros. Te dei amor até você se assustar. E você preferiu brecar. Você teve medo do que poderia acontecer caso continuasse sendo cada vez mais amado – o que pra mim não faz sentido algum. Você brecou bruscamente e eu ainda segui por um tempo sem você, assim como manda a lei da inércia. Mas aqui é meu ponto de parada, não darei mais um passo por você.
Lamento não ter conseguido fazer com que me amasse na mesma intensidade na qual te amei. Eu fui sua e, mesmo negando, talvez eu ainda seja por um tempo. Vê se não demora, você sabe meu endereço e o café amargo que tanto gosta já está esfriando.





Deixe de frescura homi.
Se chegue aqui em Recife,
Bagunce no Carnaval livre
E se torne mais uma arretado.

Se aprochegue logo danado.
Ta com frescura de homi safado
Que não conhece a maior festa!
Pernambuco inteiro te espera.

Pode ser até os de fora,
Os espertos e os cabra safado
Que sempre vem a tora
Descobrir o que tem do lado.

Uma terra que só mora a cultura!
Da literatura de cordel a agricultura,
Da própria literatura ao carnaval
E do Mestre Salustiano na escultura.

Se chegue homi.

24 de jan. de 2015

Deixe de frescura homi.
Se chegue aqui em Recife,
Bagunce no Carnaval livre
E se torne mais uma arretado.

Se aprochegue logo danado.
Ta com frescura de homi safado
Que não conhece a maior festa!
Pernambuco inteiro te espera.

Pode ser até os de fora,
Os espertos e os cabra safado
Que sempre vem a tora
Descobrir o que tem do lado.

Uma terra que só mora a cultura!
Da literatura de cordel a agricultura,
Da própria literatura ao carnaval
E do Mestre Salustiano na escultura.
Eu te esperei mesmo, mas quando você resolveu me notar já era tarde. Já estava em outro, ficado impaciente e chorado por você pois agora vai saber como me senti por observa-lo gostando de outras garotas que sempre te descartavam quando via passar, simplesmente me ignorando. Eu desejo tudo de bom para ti, mas nunca me desejaria novamente, nem um pouco. Sua chance já foi dada. Não aceitou porque não quis. Agora já estou em outro. 

Quando precisar de alguém que enxugue suas lágrimas ou preencha seus sorrisos, não me procure pois não estou mais aqui. 




"Dá pra ser feliz sem você, é bem mais difícil, mas eu preciso tentar." -Soulstripper

Não me procure.

Eu te esperei mesmo, mas quando você resolveu me notar já era tarde. Já estava em outro, ficado impaciente e chorado por você pois agora vai saber como me senti por observa-lo gostando de outras garotas que sempre te descartavam quando via passar, simplesmente me ignorando. Eu desejo tudo de bom para ti, mas nunca me desejaria novamente, nem um pouco. Sua chance já foi dada. Não aceitou porque não quis. Agora já estou em outro. 

Quando precisar de alguém que enxugue suas lágrimas ou preencha seus sorrisos, não me procure pois não estou mais aqui. 




"Dá pra ser feliz sem você, é bem mais difícil, mas eu preciso tentar." -Soulstripper
Para começar o ano bem,que tal uma dica sobre o início da redação?!

1. O que é tese?
É a parte da redação onde você vai expor sua ideia principal, na qual será abordada incessantemente pelos quatro parágrafos. Sempre que possível, a escreva junto de argumentos secundários para enriquecer o que propõe.

Sabendo sobre a tese, vamos focar no tão amado Exame Nacional do Ensino Médio(ENEM). Segundo as últimas provas, trago alguns exemplos para que você se situe no momento de desenvolve-la. Lembre de evitar repetições utilizando sinônimos para manter a ideia e, principalmente, coloque uma "palavra-chave" na sua tese.

Alguns exemplos para desenvolver a tese. Treinem!

Ex¹.Uma frase declarativa ou afirmação:

"O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna."

Ex².Resgate histórico ou dados retrospectivos:

"As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era..."

Ex³.Citação: textual e comentada.

Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem uma coisa: a morte." Joaquim Nabuco, grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiseração pelo escravo.





Exemplos disponíveis no link abaixo.
http://www.mundovestibular.com.br/articles/5638/1/Redacao---Modelos-de-Tese/Paacutegina1.html

Dica: Redação - O que é tese? Como desenvolve-la no primeiro parágrafo?

23 de jan. de 2015

Para começar o ano bem,que tal uma dica sobre o início da redação?!

1. O que é tese?
É a parte da redação onde você vai expor sua ideia principal, na qual será abordada incessantemente pelos quatro parágrafos. Sempre que possível, a escreva junto de argumentos secundários para enriquecer o que propõe.

Sabendo sobre a tese, vamos focar no tão amado Exame Nacional do Ensino Médio(ENEM). Segundo as últimas provas, trago alguns exemplos para que você se situe no momento de desenvolve-la. Lembre de evitar repetições utilizando sinônimos para manter a ideia e, principalmente, coloque uma "palavra-chave" na sua tese.

Alguns exemplos para desenvolver a tese. Treinem!

Ex¹.Uma frase declarativa ou afirmação:

"O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna."

Ex².Resgate histórico ou dados retrospectivos:

"As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era..."

Ex³.Citação: textual e comentada.

Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem uma coisa: a morte." Joaquim Nabuco, grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiseração pelo escravo.





Exemplos disponíveis no link abaixo.
http://www.mundovestibular.com.br/articles/5638/1/Redacao---Modelos-de-Tese/Paacutegina1.html

Quatro Patas - Parte 1 


Devo lhe informar que gatos não são apenas animais que você pode mimar e eles vão te amar para o resto da vida. Gatos são seres mais humanos do que aparentam ser. Com isso vem também o lado ruim da sua humanidade. Não se apegam a ninguém e o mundo inteiro gira em torno de si.
A história que eu vou lhe contar é sobre um gato muito peculiar. Este fizera tanta maldade em sua vida felina que uma força divina o amaldiçoou. Fora condenado a vagar por toda eternidade fazendo o papel de uma figura maligna, mas ainda assim necessária.
O nosso conto começa em uma cidadezinha bastante enfadonha. Os portos da cidade ficavam sempre abertos para os visitantes e foi por um navio transportador que o nosso querido gato chegou em Portilha. O seu caminhar astuto e a sua pelagem negra causou bastante alvoroço, já que naquela cidade gato preto significava azar. Não sejam tão preconceituosos quanto os cidadãos de Portilha, caros leitores, afinal a pelagem do gato nunca define quem ele é. Apenas define como ele deve ser tratado. Para o nosso gato, os seus pelos negros significavam poder.
O gato já sabia onde devia ir e o que devia fazer. A porta que ele cruzou era envelhecida. Claro que não chegava a ser tão velha quanto à dona da casa que ele se hospedou.
Lívia era velha, sim, eu confesso, mas o seu espírito era tão jovem quanto o de um adolescente. Três lindas filhas e um velho marido que já não vaga entre nós foi os presentes que algum ser divino dera para Lívia. E um gato. O nosso majestoso gato.
Não pense você que eu vou te contar tudo detalhadamente sobre o tempo em que o nosso gato ficou em Portilha, irei apenas te dizer o que é necessário saber. Este é o meu papel nisso.
O fato é que após alguns meses as filhas de Lívia morreram. A primeira – e também a mais velha – morrera logo após se formar na faculdade de medicina, tivera uma das maiores nota de toda a universidade em que estudara. A segunda filha de Lívia se foi logo após dar a luz ao seu primeiro filho: morreu em seu parto. A terceira – e também a mais nova - morreu alguns minutos depois se apaixonar pela primeira vez.
Não pense que eu vou especificar como todas as mortes aconteceram porque isto não seria prudente para o tipo de conversa que estamos tendo aqui, mas você precisa entender que elas morreram. Apenas isso: Deixaram de existir.
O nosso gato, atento que era, apenas observou todos os acontecimentos com os seus penetrantes olhos verdes. Não estava adorando, como você deve estar pensando neste exato momento, afinal ele não era um monstro, muito pelo contrário. As coisas sempre começam a dar errado quando o nosso gato aparece em uma história. Pessoas morrem sempre que ele chega, o céu resolve ficar bravo e negro como os seus pelos, até mesmo a população de uma cidade inteira começava a sentir uma tristeza enorme e inesperada.
Um gato jamais entra em uma casa sem que seja necessário. Esta, talvez, seja a única virtude desse ser tão inexplorável.
Eu fico feliz por você não ter visto a tristeza de Lívia logo após a perda de suas filhas, a sua única família. A depressão ganhou força em seu peito e logo a cama era o seu único conforto. A cama e o nosso pitoresco gato.

Numa certa noite, o nosso gato se aproximou da cama em que Lívia dormia. As suas patas tão macias escorregaram pelos cobertores e pousou na barriga da mulher. Os seus olhos brilhantes pareciam estar mais penetrantes naquela noite, então o sono angustiante de Lívia se fora e logo ela estava atenta, observando o nosso gato. Nenhuma palavra foi dita por Lívia, ao menos no começo. É estranho até mesmo para mim te informar que por algum motivo o nosso gato estava triste. Não posso te dizer com exata certeza, mas tenho as minhas teorias: Ele via a destruição de uma família inteira sempre que chegava. A morte o acompanhava, alisava a sua cabeça e lhe fazia carinho na barriga. Eram grandes amigas e esta amizade tinha um preço alto. 


Quatro Patas - Parte 1 


Devo lhe informar que gatos não são apenas animais que você pode mimar e eles vão te amar para o resto da vida. Gatos são seres mais humanos do que aparentam ser. Com isso vem também o lado ruim da sua humanidade. Não se apegam a ninguém e o mundo inteiro gira em torno de si.
A história que eu vou lhe contar é sobre um gato muito peculiar. Este fizera tanta maldade em sua vida felina que uma força divina o amaldiçoou. Fora condenado a vagar por toda eternidade fazendo o papel de uma figura maligna, mas ainda assim necessária.
O nosso conto começa em uma cidadezinha bastante enfadonha. Os portos da cidade ficavam sempre abertos para os visitantes e foi por um navio transportador que o nosso querido gato chegou em Portilha. O seu caminhar astuto e a sua pelagem negra causou bastante alvoroço, já que naquela cidade gato preto significava azar. Não sejam tão preconceituosos quanto os cidadãos de Portilha, caros leitores, afinal a pelagem do gato nunca define quem ele é. Apenas define como ele deve ser tratado. Para o nosso gato, os seus pelos negros significavam poder.
O gato já sabia onde devia ir e o que devia fazer. A porta que ele cruzou era envelhecida. Claro que não chegava a ser tão velha quanto à dona da casa que ele se hospedou.
Lívia era velha, sim, eu confesso, mas o seu espírito era tão jovem quanto o de um adolescente. Três lindas filhas e um velho marido que já não vaga entre nós foi os presentes que algum ser divino dera para Lívia. E um gato. O nosso majestoso gato.
Não pense você que eu vou te contar tudo detalhadamente sobre o tempo em que o nosso gato ficou em Portilha, irei apenas te dizer o que é necessário saber. Este é o meu papel nisso.
O fato é que após alguns meses as filhas de Lívia morreram. A primeira – e também a mais velha – morrera logo após se formar na faculdade de medicina, tivera uma das maiores nota de toda a universidade em que estudara. A segunda filha de Lívia se foi logo após dar a luz ao seu primeiro filho: morreu em seu parto. A terceira – e também a mais nova - morreu alguns minutos depois se apaixonar pela primeira vez.
Não pense que eu vou especificar como todas as mortes aconteceram porque isto não seria prudente para o tipo de conversa que estamos tendo aqui, mas você precisa entender que elas morreram. Apenas isso: Deixaram de existir.
O nosso gato, atento que era, apenas observou todos os acontecimentos com os seus penetrantes olhos verdes. Não estava adorando, como você deve estar pensando neste exato momento, afinal ele não era um monstro, muito pelo contrário. As coisas sempre começam a dar errado quando o nosso gato aparece em uma história. Pessoas morrem sempre que ele chega, o céu resolve ficar bravo e negro como os seus pelos, até mesmo a população de uma cidade inteira começava a sentir uma tristeza enorme e inesperada.
Um gato jamais entra em uma casa sem que seja necessário. Esta, talvez, seja a única virtude desse ser tão inexplorável.
Eu fico feliz por você não ter visto a tristeza de Lívia logo após a perda de suas filhas, a sua única família. A depressão ganhou força em seu peito e logo a cama era o seu único conforto. A cama e o nosso pitoresco gato.

Numa certa noite, o nosso gato se aproximou da cama em que Lívia dormia. As suas patas tão macias escorregaram pelos cobertores e pousou na barriga da mulher. Os seus olhos brilhantes pareciam estar mais penetrantes naquela noite, então o sono angustiante de Lívia se fora e logo ela estava atenta, observando o nosso gato. Nenhuma palavra foi dita por Lívia, ao menos no começo. É estranho até mesmo para mim te informar que por algum motivo o nosso gato estava triste. Não posso te dizer com exata certeza, mas tenho as minhas teorias: Ele via a destruição de uma família inteira sempre que chegava. A morte o acompanhava, alisava a sua cabeça e lhe fazia carinho na barriga. Eram grandes amigas e esta amizade tinha um preço alto. 


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