Tô tentando me manter em pé, as vezes a vida não coopera, né? O jeito as vezes é esperar a morte chegar na nossa porta e a gente acabar se arrependendo de ter esperado por ela, mas a vida é assim , desistências, aceitações, sentimentos, uma mistura de tudo, sempre que você recebe algo demais, você recebe outra coisa de menos, ou as vezes a vida simplesmente te dá um biscoito, depois te chuta e pega o biscoito de volta, a vida é como um menininho briguento, muito agressivo, mas no fundo tem seu lado doce e bonito, assim como a maioria das pessoas, que as vezes parece ser tão feia mas por dentro é uma pessoa maravilhosa, ou então a pessoa é tão bonita por fora que esquece de sua beleza interior, se tornando uma pessoa completamente fútil.

O jeito é desistir.

31 de jan. de 2015

Tô tentando me manter em pé, as vezes a vida não coopera, né? O jeito as vezes é esperar a morte chegar na nossa porta e a gente acabar se arrependendo de ter esperado por ela, mas a vida é assim , desistências, aceitações, sentimentos, uma mistura de tudo, sempre que você recebe algo demais, você recebe outra coisa de menos, ou as vezes a vida simplesmente te dá um biscoito, depois te chuta e pega o biscoito de volta, a vida é como um menininho briguento, muito agressivo, mas no fundo tem seu lado doce e bonito, assim como a maioria das pessoas, que as vezes parece ser tão feia mas por dentro é uma pessoa maravilhosa, ou então a pessoa é tão bonita por fora que esquece de sua beleza interior, se tornando uma pessoa completamente fútil.

As transformações vão ocorrendo
De acordo com o vivido,
Sempre fazendo o ocorrido
Reformar todo seu momento.

 
O beijo meio "sem querer"
Que, na verdade, é pra acontecer
No meio da chuva desenfreada
Purificando uma alma amada.



Aquela chegada com vontade,
Pegada na cintura cheia de amor,
Expectativas surreais com temor
E sentimento cheio de simplicidade.


 
Uma palavra pequena que nos transforma,
Enriquece nossa simplicidade contra a dor
E define toda nossa vivência em real forma.
E tudo isso se resume a quatro letras.



Amor.

30 de jan. de 2015

As transformações vão ocorrendo
De acordo com o vivido,
Sempre fazendo o ocorrido
Reformar todo seu momento.

 
O beijo meio "sem querer"
Que, na verdade, é pra acontecer
No meio da chuva desenfreada
Purificando uma alma amada.



Aquela chegada com vontade,
Pegada na cintura cheia de amor,
Expectativas surreais com temor
E sentimento cheio de simplicidade.


 
Uma palavra pequena que nos transforma,
Enriquece nossa simplicidade contra a dor
E define toda nossa vivência em real forma.
E tudo isso se resume a quatro letras.



Naquela noite nublada de novembro algo diferente aconteceu. Lívia olhava para o nosso gato, mas nada dizia por que uma voz soava em seus ouvidos. Uma vez incrivelmente reconfortante, mas ainda assim cheia de temores.
‘’ Eu não sou ninguém, Lívia. ‘’ dizia a voz. ‘’ Apenas quero que saiba: Eu não me arrependo das almas que levo. ‘’ a voz soava distante, mas ainda assim aquilo não era loucura de uma velha depressiva.
‘’ Você matou as minhas filhas. Lembre-se disse pelo resto da sua vida. ‘’ por algum motivo Lívia desceu os olhos para o nosso gato, que ainda repousava sobe sua barriga. ‘’ Sei que foi você. Nada vem de um gato como você. ‘’ concluiu Lívia fazendo com que o nosso gato olhasse para baixo dando a impressão de que entendia e sentia remorso por aquelas palavras tão duras.

‘’ Um gato nunca é mal, Lívia. Um gato é sempre justo, mesmo que isto pareça cruel. Não veja a tragédia com os olhos da vítima, mas sim com os do agressor. ‘’ o nosso gato estava ronronando enquanto as suas patinhas se acomodavam em algum lugar perto do peito de Lívia. ‘’ Quando eu cheguei uma das suas filhas, a mais nova, eu suponho, achava que nunca iria passar na faculdade. Ela passou. A sua terceira filha vivia pelos cantos, chorando porque jamais iria conseguir encontrar o amor da sua vida, não conseguiria sentir um frio na barriga quando o seu olhar cruzasse com o de alguém. Ela casou. A sua segunda filha tinha o mesmo problema. Eu queria que estivesse lá quando ela se apaixonou pela primeira vez. Eu estava. Eu vi e fiquei feliz. ‘’ Algumas pessoas podem lhe dizer o contrário, mas eu afirmo com toda certeza que naquela vez, e unicamente naquela vez, o nosso gato estava triste. 
Lívia não sabia o que dizer, talvez até mesmo não tivesse forças para dizer nada. O seu corpo parecia fraco e incapaz, os seus braços não se moviam e a sua mente rodopiava em um mundo criado pela sua imaginação, mas ainda assim os seus ouvidos estavam atentos e astutos para o nosso desajustado gato. A sua pele já não tinha mais cor e os seus olhos perdiam a noção de horizonte e foco.
‘’ Por muito tempo eu pensei ser o mensageiro da morte, cara senhora. Por muitíssimo tempo eu achei que era o Ceifador, que a minha única função era aparecer e roubar a alma para alguém levar até Ele. Mas vendo agora, isto não é exatamente o que eu faço, afinal Ele é quem decide quando e quem vai morrer. O que eu quero te fazer entender é que a minha função é dar o último dia de alegria antes que a hora chegue, e só então levar em minhas costas a alma de cada um até Ele. Eu faço as pessoas felizes, cara senhora e esta é uma função muito prestigiada, não é? Eu fico feliz por ela. Espero que um dia entenda o que eu realmente faço e leve do coração toda a mágoa que tem. Eu fiz as suas filhas felizes e a felicidade dela significava a sua também, então acho que já sabe o que isso quer dizer. ‘’
O nosso gato caminhava pelo corpo de Lívia. Chegou até a face da velha e abriu a sua boca, revelando os caninos afiados, então do fundo da sua garganta uma baforada saiu e grudou na face de Lívia. A morte dela viera rapidamente e nenhuma dor foi sentida. O nosso gato fizera mais uma vez a sua função de levar a alma de Lívia até o seu Criador.
Temo lhe dizer, mas este é o último relato que eu tenho para contar sobre este pitoresco gato. Caso cruze com um gato preto na rua, saiba que os seus dias estarão sendo contados desde então, mas também acredite que viverá os momentos mais felizes da sua vida, afinal toda felicidade vem com um preço. 



Quatro Patas - Final

Naquela noite nublada de novembro algo diferente aconteceu. Lívia olhava para o nosso gato, mas nada dizia por que uma voz soava em seus ouvidos. Uma vez incrivelmente reconfortante, mas ainda assim cheia de temores.
‘’ Eu não sou ninguém, Lívia. ‘’ dizia a voz. ‘’ Apenas quero que saiba: Eu não me arrependo das almas que levo. ‘’ a voz soava distante, mas ainda assim aquilo não era loucura de uma velha depressiva.
‘’ Você matou as minhas filhas. Lembre-se disse pelo resto da sua vida. ‘’ por algum motivo Lívia desceu os olhos para o nosso gato, que ainda repousava sobe sua barriga. ‘’ Sei que foi você. Nada vem de um gato como você. ‘’ concluiu Lívia fazendo com que o nosso gato olhasse para baixo dando a impressão de que entendia e sentia remorso por aquelas palavras tão duras.

‘’ Um gato nunca é mal, Lívia. Um gato é sempre justo, mesmo que isto pareça cruel. Não veja a tragédia com os olhos da vítima, mas sim com os do agressor. ‘’ o nosso gato estava ronronando enquanto as suas patinhas se acomodavam em algum lugar perto do peito de Lívia. ‘’ Quando eu cheguei uma das suas filhas, a mais nova, eu suponho, achava que nunca iria passar na faculdade. Ela passou. A sua terceira filha vivia pelos cantos, chorando porque jamais iria conseguir encontrar o amor da sua vida, não conseguiria sentir um frio na barriga quando o seu olhar cruzasse com o de alguém. Ela casou. A sua segunda filha tinha o mesmo problema. Eu queria que estivesse lá quando ela se apaixonou pela primeira vez. Eu estava. Eu vi e fiquei feliz. ‘’ Algumas pessoas podem lhe dizer o contrário, mas eu afirmo com toda certeza que naquela vez, e unicamente naquela vez, o nosso gato estava triste. 
Lívia não sabia o que dizer, talvez até mesmo não tivesse forças para dizer nada. O seu corpo parecia fraco e incapaz, os seus braços não se moviam e a sua mente rodopiava em um mundo criado pela sua imaginação, mas ainda assim os seus ouvidos estavam atentos e astutos para o nosso desajustado gato. A sua pele já não tinha mais cor e os seus olhos perdiam a noção de horizonte e foco.
‘’ Por muito tempo eu pensei ser o mensageiro da morte, cara senhora. Por muitíssimo tempo eu achei que era o Ceifador, que a minha única função era aparecer e roubar a alma para alguém levar até Ele. Mas vendo agora, isto não é exatamente o que eu faço, afinal Ele é quem decide quando e quem vai morrer. O que eu quero te fazer entender é que a minha função é dar o último dia de alegria antes que a hora chegue, e só então levar em minhas costas a alma de cada um até Ele. Eu faço as pessoas felizes, cara senhora e esta é uma função muito prestigiada, não é? Eu fico feliz por ela. Espero que um dia entenda o que eu realmente faço e leve do coração toda a mágoa que tem. Eu fiz as suas filhas felizes e a felicidade dela significava a sua também, então acho que já sabe o que isso quer dizer. ‘’
O nosso gato caminhava pelo corpo de Lívia. Chegou até a face da velha e abriu a sua boca, revelando os caninos afiados, então do fundo da sua garganta uma baforada saiu e grudou na face de Lívia. A morte dela viera rapidamente e nenhuma dor foi sentida. O nosso gato fizera mais uma vez a sua função de levar a alma de Lívia até o seu Criador.
Temo lhe dizer, mas este é o último relato que eu tenho para contar sobre este pitoresco gato. Caso cruze com um gato preto na rua, saiba que os seus dias estarão sendo contados desde então, mas também acredite que viverá os momentos mais felizes da sua vida, afinal toda felicidade vem com um preço. 



Parece que pessoas entram em colapso por tamanha mudança repentina algum sentimento pode trazer. Mesmo impossibilitado de viver após tanta dor, algo pede para a alma ser elevada. Prazer, amor ao próximo, carinho... Quem sabe? Meramente possível essa volta por cima diante dos problemas vividos por nós.

Pare um minuto e seja sincero para si. O amor consegue transformar suas ações que podem estar abafadas por mera sensação de terror passado. Então, nunca se prenda ao que passou. Se titule como José, pois a vida passa constantemente de página a página. 


O impossível pode ser real.

29 de jan. de 2015

Parece que pessoas entram em colapso por tamanha mudança repentina algum sentimento pode trazer. Mesmo impossibilitado de viver após tanta dor, algo pede para a alma ser elevada. Prazer, amor ao próximo, carinho... Quem sabe? Meramente possível essa volta por cima diante dos problemas vividos por nós.

Pare um minuto e seja sincero para si. O amor consegue transformar suas ações que podem estar abafadas por mera sensação de terror passado. Então, nunca se prenda ao que passou. Se titule como José, pois a vida passa constantemente de página a página. 




Pietro me olhou, assustado e disse:
- Não me leve a mal, é que.. 
- Tudo bem Pietro, eu gostei.
- Sério?
- Aham, não vai se gabar tá? Mas desde que te olhei, vi algo diferente em você, e tudo que é diferente, me atrai. 

Sorrimos, e fomos nos divertir, olha, posso dizer que foi minha melhor tarde naquela cidade, pensei que não iria me encaixar, mais vi, que na verdade, ali era o meu lugar.. Não só pelo Pietro, mas pelo meu prazer, de está ali.
Eu não sei como eu devo reagir quanto a isso, não sei se devo gostar, ou não, se devo continuar deixando rolar ou simplesmente colocar um ponto final, onde nem uma virgula se quer existe, o que fazer? Essa fase da juventude, é meio estranho, é quando você sai da adolescência pra viver sentimentos mais intensos, talvez mais verdadeiros. É sair do conforto que seus pais te deram que querendo ou não, faz falta. É ter que mudar de cidade, se distanciar de amigos, e de uma hora pra outra, virar uma mulher, é, não é fácil, mas não é como um controle, onde tem voltar, avançar, e pausar, tem que viver. 


E então o Pietro me levou embora pra casa, faltava meia hora pra eu entrar no meu serviço.


O abracei, e agradeci pela carona.. 



Subi correndo pro apartamento, os segundos voavam. Me arrumei, peguei 2 barrinhas de cereal, tranquei tudo, e desci. E quem estava lá me esperando? Sim, o Pietro.

- Não acredito que você está aqui ainda.. 
- Pois bem, estou, entra logo vai.

- Olha, só não vou recusar porque falta 15 minutos pra eu entrar, e de lá até aqui de pé vai um tempinho..


Chegamos, desci do carro, e fui correndo.

Pietro me puxou e disse:

- Não vai agradecer não?

- Obrigada.

E deu um beijo na testa.



- Posso te ver trabalhar?
- Sério isso? Não é melhor você sair? Hoje o pessoal da faculdade tava combinando de ir no bar que a banda do Diogo vai tocar..

- Eu prefiro ficar com você Estrela!

- Tá bom Pietro, vem.. 

Fomos correndo pra sala 5, e lá estava todos meus 20 alunos, de em média 14 á 16 anos. 


- Olá meus tchutchucos, hoje eu trouxe uma pessoa pra me ajudar, tenho certeza que vão adorar ele.

Vai Pietro, se apresenta



Pietro cochichou:
- Estrela, eu só queria te ver..
- Vai, se apresenta.


- Ok...  Meu nome é Pietro, eu sou o namorado da Estrela, e faço faculdade de Artes Cênicas com ela.


Nesse momento eu iria desmentir o Pietro, claro, mas, a turma toda estava "awnnnn, que fofinhos" Então pra não ficar feio pra ambos, eu decidi jogar o mesmo jogo que ele.. 



- Então vamos pessoal? Todos de pé, sem moleza! Vamos aquecer.. 
Nesse momento, eu senti uma tontura horrível, e fui pro banheiro.
- Pietro, você continua com eles aqui, pra mim? só aquecimento, alongamento.. 
- Estrela, tá tudo bem? Uhum, estou.
- Então ok, sigo sim, mas volta logo tá bom? Se não vão te mandar embora e me contratar.
- Ok, bobo.

Me olhei no espelho, e estava completamente pálida, com falta de ar e tontura.
Lavei o meu rosto, esperei em cerca de 5 minutos, e fui.

Quando cheguei, Pietro estava se dando super bem com a turma, tinha terminado o aquecimento, e estavam lá, conversando, todos com um enorme sorriso nos lábios..
Pietro se aproximou, pegou nas minhas mãos e disse:
- Estrela, você não tá bem, olha pra você, você tá pálida, vamos no médico.
- Eu estou bem sim.
-  Não, você não está bem, tá na cara que você está quase desmaiando, e me diz que está bem? 
- Pietro, é só uma dor de cabeça, logo passa. E não posso deixar meus alunos na mão, e nem perder esse emprego. 
- Espera aí.


Pietro foi, e voltou com a minha gerente, e ela disse que tudo bem, que poderia ir, e ela ficaria no meu lugar pra eu ir ao médico.


A tontura, e a falta de ar só aumentavam, eu estava praticamente perdendo o ar, e apagando.
Pietro foi correndo, ultrapassou sinal vermelho, e chegamos, Pietro estacionou o carro de qualquer jeito.

- Me pegou no colo e me levou para dentro do hospital, conseguiu com que eu fosse atendida assim que chegamos.

Praticamente desacordada, estavam me levando em uma maca, para a emergência.
O medico olhou friamente para ele, e disse que ele não poderia entrar.
Pietro pegou em minha mão e disse:

- Você vai ficar bem, minha Estrela.


Pietro cuidou de exatamente tudo, fez minha ficha, pagou a consulta, como se eu realmente fosse a namorada dele. Como é estranho, e confuso, alguns
dias atrás, esse garoto não sabia da minha existência, e hoje, ele está cuidando de mim, e fazendo por mim, o que praticamente ninguém faria.

5 Horas depois,
1h30 da madrugada, 

O doutor Francisco se aproximou e disse:
- Sr Pietro, certo?
- Sim.
- Fizemos um exame de sangue na paciente, e agora está tomando um soro, pois ela apresentou todos os sintomas de leucemia, palidez, febre alta, tontura, desmaio, ela estava muito fraca, e com manchas espalhadas pelo corpo,
eu lamento Sr Pietro, mas ela está com leucemia, e me parece grave, pode ser terminal.
Você é o namorado certo? Contate a família. 
Pietro ficou sem chão, e sem reação.
- Posso ver ela Doutor?
- Pode, mas não talvez ela esteja dormindo.
- Não tem problema.

E então Pietro foi, eu estava ali, sem saber de nada, Pietro segurava minha mão, e dizia:
- Você vai ficar bem, tenha força, eu estou com você nessa.

Fanfic: Sonhos 3º Capitulo: Sem chão



Pietro me olhou, assustado e disse:
- Não me leve a mal, é que.. 
- Tudo bem Pietro, eu gostei.
- Sério?
- Aham, não vai se gabar tá? Mas desde que te olhei, vi algo diferente em você, e tudo que é diferente, me atrai. 

Sorrimos, e fomos nos divertir, olha, posso dizer que foi minha melhor tarde naquela cidade, pensei que não iria me encaixar, mais vi, que na verdade, ali era o meu lugar.. Não só pelo Pietro, mas pelo meu prazer, de está ali.
Eu não sei como eu devo reagir quanto a isso, não sei se devo gostar, ou não, se devo continuar deixando rolar ou simplesmente colocar um ponto final, onde nem uma virgula se quer existe, o que fazer? Essa fase da juventude, é meio estranho, é quando você sai da adolescência pra viver sentimentos mais intensos, talvez mais verdadeiros. É sair do conforto que seus pais te deram que querendo ou não, faz falta. É ter que mudar de cidade, se distanciar de amigos, e de uma hora pra outra, virar uma mulher, é, não é fácil, mas não é como um controle, onde tem voltar, avançar, e pausar, tem que viver. 


E então o Pietro me levou embora pra casa, faltava meia hora pra eu entrar no meu serviço.


O abracei, e agradeci pela carona.. 



Subi correndo pro apartamento, os segundos voavam. Me arrumei, peguei 2 barrinhas de cereal, tranquei tudo, e desci. E quem estava lá me esperando? Sim, o Pietro.

- Não acredito que você está aqui ainda.. 
- Pois bem, estou, entra logo vai.

- Olha, só não vou recusar porque falta 15 minutos pra eu entrar, e de lá até aqui de pé vai um tempinho..


Chegamos, desci do carro, e fui correndo.

Pietro me puxou e disse:

- Não vai agradecer não?

- Obrigada.

E deu um beijo na testa.



- Posso te ver trabalhar?
- Sério isso? Não é melhor você sair? Hoje o pessoal da faculdade tava combinando de ir no bar que a banda do Diogo vai tocar..

- Eu prefiro ficar com você Estrela!

- Tá bom Pietro, vem.. 

Fomos correndo pra sala 5, e lá estava todos meus 20 alunos, de em média 14 á 16 anos. 


- Olá meus tchutchucos, hoje eu trouxe uma pessoa pra me ajudar, tenho certeza que vão adorar ele.

Vai Pietro, se apresenta



Pietro cochichou:
- Estrela, eu só queria te ver..
- Vai, se apresenta.


- Ok...  Meu nome é Pietro, eu sou o namorado da Estrela, e faço faculdade de Artes Cênicas com ela.


Nesse momento eu iria desmentir o Pietro, claro, mas, a turma toda estava "awnnnn, que fofinhos" Então pra não ficar feio pra ambos, eu decidi jogar o mesmo jogo que ele.. 



- Então vamos pessoal? Todos de pé, sem moleza! Vamos aquecer.. 
Nesse momento, eu senti uma tontura horrível, e fui pro banheiro.
- Pietro, você continua com eles aqui, pra mim? só aquecimento, alongamento.. 
- Estrela, tá tudo bem? Uhum, estou.
- Então ok, sigo sim, mas volta logo tá bom? Se não vão te mandar embora e me contratar.
- Ok, bobo.

Me olhei no espelho, e estava completamente pálida, com falta de ar e tontura.
Lavei o meu rosto, esperei em cerca de 5 minutos, e fui.

Quando cheguei, Pietro estava se dando super bem com a turma, tinha terminado o aquecimento, e estavam lá, conversando, todos com um enorme sorriso nos lábios..
Pietro se aproximou, pegou nas minhas mãos e disse:
- Estrela, você não tá bem, olha pra você, você tá pálida, vamos no médico.
- Eu estou bem sim.
-  Não, você não está bem, tá na cara que você está quase desmaiando, e me diz que está bem? 
- Pietro, é só uma dor de cabeça, logo passa. E não posso deixar meus alunos na mão, e nem perder esse emprego. 
- Espera aí.


Pietro foi, e voltou com a minha gerente, e ela disse que tudo bem, que poderia ir, e ela ficaria no meu lugar pra eu ir ao médico.


A tontura, e a falta de ar só aumentavam, eu estava praticamente perdendo o ar, e apagando.
Pietro foi correndo, ultrapassou sinal vermelho, e chegamos, Pietro estacionou o carro de qualquer jeito.

- Me pegou no colo e me levou para dentro do hospital, conseguiu com que eu fosse atendida assim que chegamos.

Praticamente desacordada, estavam me levando em uma maca, para a emergência.
O medico olhou friamente para ele, e disse que ele não poderia entrar.
Pietro pegou em minha mão e disse:

- Você vai ficar bem, minha Estrela.


Pietro cuidou de exatamente tudo, fez minha ficha, pagou a consulta, como se eu realmente fosse a namorada dele. Como é estranho, e confuso, alguns
dias atrás, esse garoto não sabia da minha existência, e hoje, ele está cuidando de mim, e fazendo por mim, o que praticamente ninguém faria.

5 Horas depois,
1h30 da madrugada, 

O doutor Francisco se aproximou e disse:
- Sr Pietro, certo?
- Sim.
- Fizemos um exame de sangue na paciente, e agora está tomando um soro, pois ela apresentou todos os sintomas de leucemia, palidez, febre alta, tontura, desmaio, ela estava muito fraca, e com manchas espalhadas pelo corpo,
eu lamento Sr Pietro, mas ela está com leucemia, e me parece grave, pode ser terminal.
Você é o namorado certo? Contate a família. 
Pietro ficou sem chão, e sem reação.
- Posso ver ela Doutor?
- Pode, mas não talvez ela esteja dormindo.
- Não tem problema.

E então Pietro foi, eu estava ali, sem saber de nada, Pietro segurava minha mão, e dizia:
- Você vai ficar bem, tenha força, eu estou com você nessa.

Felicidade. A felicidade não está em grandes coisas. Felicidade está em certos espaços temporais no qual as pessoas se deixam ser felizes.

Quando a gente realmente parar de tentar buscar momentos felizes e simplesmente deixar com que eles aconteçam, perceberemos que isso sim é felicidade.

Felicidade é estar com família, amigos, amor, um momento que fuja do combinado, que seja algo totalmente acidental, pois, o que é mais alegre do que uma surpresa?

As pessoas gostam casualidade, gostam de serem pegas de surpresa. Isso é o que deixam ambas felizes, como por exemplo, ataques de risos inesperados são contagiosos, às vezes você nem sabe o real motivo, mas, aquilo que não era esperado te afeta.

Enfim, quando as pessoas perceberem que momentos felizes não se programam, não se computam. Serão realmente felizes. Pois, momento feliz vem casualmente.

Felicidade

28 de jan. de 2015

Felicidade. A felicidade não está em grandes coisas. Felicidade está em certos espaços temporais no qual as pessoas se deixam ser felizes.

Quando a gente realmente parar de tentar buscar momentos felizes e simplesmente deixar com que eles aconteçam, perceberemos que isso sim é felicidade.

Felicidade é estar com família, amigos, amor, um momento que fuja do combinado, que seja algo totalmente acidental, pois, o que é mais alegre do que uma surpresa?

As pessoas gostam casualidade, gostam de serem pegas de surpresa. Isso é o que deixam ambas felizes, como por exemplo, ataques de risos inesperados são contagiosos, às vezes você nem sabe o real motivo, mas, aquilo que não era esperado te afeta.

Enfim, quando as pessoas perceberem que momentos felizes não se programam, não se computam. Serão realmente felizes. Pois, momento feliz vem casualmente.

De um tempo para cá, devo admitir, eu perdi muito da fé que possuía. Não digo exclusivamente no sentido religioso, embora ele também esteja envolvido. E essa era uma das coisas que eu mais temia.

Chegar ao ponto de não conseguir ter esperança, de não conseguir crer na bondade alheia sem precisar de algum tipo de prova é lamentável. É, também, algo que eu não desejo nem ao pior dos meus inimigos.

Realmente, há muitas pessoas pelo mundo que têm o total direito de se sentirem insultadas pelo meu modo de agir e pensar, sempre na defensiva. Mas, convenhamos, elas não são maioria. Admiro-as pela bondade mas, principal e infelizmente, por serem raras e conseguirem manter seu jeito em meio a tanta maldade.

Nós podemos ser a raça mais avançada quanto a tecnologia e sabedoria, mas ainda temos muito o que evoluir em relação à solidariedade e compaixão para com os outros.


Evoluídos?

De um tempo para cá, devo admitir, eu perdi muito da fé que possuía. Não digo exclusivamente no sentido religioso, embora ele também esteja envolvido. E essa era uma das coisas que eu mais temia.

Chegar ao ponto de não conseguir ter esperança, de não conseguir crer na bondade alheia sem precisar de algum tipo de prova é lamentável. É, também, algo que eu não desejo nem ao pior dos meus inimigos.

Realmente, há muitas pessoas pelo mundo que têm o total direito de se sentirem insultadas pelo meu modo de agir e pensar, sempre na defensiva. Mas, convenhamos, elas não são maioria. Admiro-as pela bondade mas, principal e infelizmente, por serem raras e conseguirem manter seu jeito em meio a tanta maldade.

Nós podemos ser a raça mais avançada quanto a tecnologia e sabedoria, mas ainda temos muito o que evoluir em relação à solidariedade e compaixão para com os outros.


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