Amores acabam. Não sei dizer se são os grandes, os médios ou os medíocres amores, mas eles acabam. Não todos – e muito menos a maioria, assim espero. Mas, de repente, aquela pessoa que era o seu mundo torna-se apenas uma pessoa em seu mundo – isso se você der sorte. Na maioria dos casos, a pessoa que era o seu mundo deixa de habitar qualquer coisa que te rodeie, que te cerque. A pessoa que você costumava valorizar mais que a própria vida torna-se uma mera conhecida, e olhe lá.
A pessoa que dá o basta, que diz o “chega”, na maioria das vezes – eu arriscaria que sempre – sofre menos, ou nem sofre. Agora, quem perde o chão sem aviso prévio e é afogada por uma inundação de “não quero mais você”, “não dá mais”, “eu juro que tentei fazer dar certo” ou, o pior de todos, “o problema não é você, sou eu” essa sim se descabela. Essa pessoa perde todas as certezas que antes tinha. É como se a muralha construída com tanto carinho fosse friamente destruída por um indivíduo qualquer.
Os amores acabam e os adultos adaptam-se cada vez mais com isso. Vivemos em mundo de idas e vindas, onde casais quase nunca duram. Onde o que deveria ser valorizado passa a ser banalizado. Vivemos em um mundo em que términos são absurdamente normais. Em que amar dois ou três no ano é considerado difícil – a maioria ama com a mesma facilidade que troca de roupa íntima. Vivemos em um mundo em que o esquecimento é algo fácil e simples. Basta uma bebida barata e uma pessoa na cama para que tudo se resolva – para um dos lados, para aquele que segue.
Quem dá o basta, segue. Quem recebe o mesmo, fica intacto. Tentando, tolamente, descobrir o que fez de errado para que o outro partisse. Até que se dá conta de que não houve erro. E então bate a nostalgia. A vontade de voltar no tempo e aproveitar duzentas vezes mais aquele abraço que era o melhor lugar do mundo para se viver. Bate o arrependimento de não ter cedido mais, de não ter sido uma pessoa boa o suficiente para que o outro gostasse, se amarrasse e não partisse. E, por Deus, o que, de verdade, deveria ter sido feito para que o outro não partisse? Não há resposta. Porque quando não há vontade de ficar, simplesmente o outro vai embora. Quando não há medo de perder ou vontade de lutar, não tem porque o outro insistir.
E então bate a saudade e o choro salga a boca. A lembrança daquele dia no parque se faz presente. As tardes em que ele te buscava no trabalho para passarem o final de semana juntos mais se parecem com cortes expostos. Você se lembra do primeiro beijo e do primeiro “eu te amo” todo inseguro que pronunciou. Lembra-se também da primeira vez que dividiram um copo d’água e você deu risada, pois, toda cheia de manias, você nunca havia se permitido tamanha intimidade com alguém. Você lembra da tarde chuvosa da sexta-feira em que, pela primeira vez, o corpo dele fez morada no seu. E os suores se misturaram, os corpos se uniram ao ponto de tornarem-se um só. E você foi dele assim como ele foi seu, sem que o barulho da chuva ou a movimentação dos carros interferisse. Você se lembra do primeiro pote de sorvete que tomaram juntos e da primeira vez que o apresentou à família. Ele, com a mão trêmula, morria de medo de seus tios não o aprovarem. E você ria. Você sorria. Você só ria pra ele e por ele, porque tudo que ele dissesse ou vestisse parecia ter saído de uma tela de cinema. Lembra-se do primeiro cinema e do primeiro toque mais ousado que ele deu à sua coxa. Você se lembra de como corou e sorriu ao vê-lo sorrir. Lembra-se das tardes aos sábados em que o edredom era o único aliado de vocês. Você se lembra da sensação deliciosa que era cruzar seus pés gelados aos dele, de como era virar para o lado e encontrá-lo sorrindo só por você estar ali - só por você ser dele. Vocês eram jovens. Vocês eram imaturos.
Você quer voltar no tempo, mas não adianta. Mesmo que voltasse, nada daria pra evitar a falta de amor da parte dele. E você grita por dentro quase ao ponto da garganta sangrar. Porque você o amou tanto e se sente inútil por, ainda assim, seu amor não ter sido grande o bastante para alimentar os dois. Porque, olha o tamanho da burrada, mesmo que não fosse amada de volta, você só queria que ele ficasse. Você só queria não ter que se despedir. Não ter que aceitar a partida tão dolorida e natural que ele impôs. Você só queria que aquele abraço - que costumava ser o seu lugar preferido no mundo todo - não deixasse de te abrigar. Você queria que ele não deixasse de te amar de uma hora para outra, que ele não se cansasse dos seus dramas assim como você nunca irá se cansar da marra dele. Você queria que houvesse só um pouquinho - um cadinho que fosse - de amor da parte dele. Para, quem sabe assim, mesmo que pouquíssima, ainda houvesse esperança.
A pessoa que dá o basta, que diz o “chega”, na maioria das vezes – eu arriscaria que sempre – sofre menos, ou nem sofre. Agora, quem perde o chão sem aviso prévio e é afogada por uma inundação de “não quero mais você”, “não dá mais”, “eu juro que tentei fazer dar certo” ou, o pior de todos, “o problema não é você, sou eu” essa sim se descabela. Essa pessoa perde todas as certezas que antes tinha. É como se a muralha construída com tanto carinho fosse friamente destruída por um indivíduo qualquer.
Os amores acabam e os adultos adaptam-se cada vez mais com isso. Vivemos em mundo de idas e vindas, onde casais quase nunca duram. Onde o que deveria ser valorizado passa a ser banalizado. Vivemos em um mundo em que términos são absurdamente normais. Em que amar dois ou três no ano é considerado difícil – a maioria ama com a mesma facilidade que troca de roupa íntima. Vivemos em um mundo em que o esquecimento é algo fácil e simples. Basta uma bebida barata e uma pessoa na cama para que tudo se resolva – para um dos lados, para aquele que segue.
Quem dá o basta, segue. Quem recebe o mesmo, fica intacto. Tentando, tolamente, descobrir o que fez de errado para que o outro partisse. Até que se dá conta de que não houve erro. E então bate a nostalgia. A vontade de voltar no tempo e aproveitar duzentas vezes mais aquele abraço que era o melhor lugar do mundo para se viver. Bate o arrependimento de não ter cedido mais, de não ter sido uma pessoa boa o suficiente para que o outro gostasse, se amarrasse e não partisse. E, por Deus, o que, de verdade, deveria ter sido feito para que o outro não partisse? Não há resposta. Porque quando não há vontade de ficar, simplesmente o outro vai embora. Quando não há medo de perder ou vontade de lutar, não tem porque o outro insistir.
E então bate a saudade e o choro salga a boca. A lembrança daquele dia no parque se faz presente. As tardes em que ele te buscava no trabalho para passarem o final de semana juntos mais se parecem com cortes expostos. Você se lembra do primeiro beijo e do primeiro “eu te amo” todo inseguro que pronunciou. Lembra-se também da primeira vez que dividiram um copo d’água e você deu risada, pois, toda cheia de manias, você nunca havia se permitido tamanha intimidade com alguém. Você lembra da tarde chuvosa da sexta-feira em que, pela primeira vez, o corpo dele fez morada no seu. E os suores se misturaram, os corpos se uniram ao ponto de tornarem-se um só. E você foi dele assim como ele foi seu, sem que o barulho da chuva ou a movimentação dos carros interferisse. Você se lembra do primeiro pote de sorvete que tomaram juntos e da primeira vez que o apresentou à família. Ele, com a mão trêmula, morria de medo de seus tios não o aprovarem. E você ria. Você sorria. Você só ria pra ele e por ele, porque tudo que ele dissesse ou vestisse parecia ter saído de uma tela de cinema. Lembra-se do primeiro cinema e do primeiro toque mais ousado que ele deu à sua coxa. Você se lembra de como corou e sorriu ao vê-lo sorrir. Lembra-se das tardes aos sábados em que o edredom era o único aliado de vocês. Você se lembra da sensação deliciosa que era cruzar seus pés gelados aos dele, de como era virar para o lado e encontrá-lo sorrindo só por você estar ali - só por você ser dele. Vocês eram jovens. Vocês eram imaturos.
Você quer voltar no tempo, mas não adianta. Mesmo que voltasse, nada daria pra evitar a falta de amor da parte dele. E você grita por dentro quase ao ponto da garganta sangrar. Porque você o amou tanto e se sente inútil por, ainda assim, seu amor não ter sido grande o bastante para alimentar os dois. Porque, olha o tamanho da burrada, mesmo que não fosse amada de volta, você só queria que ele ficasse. Você só queria não ter que se despedir. Não ter que aceitar a partida tão dolorida e natural que ele impôs. Você só queria que aquele abraço - que costumava ser o seu lugar preferido no mundo todo - não deixasse de te abrigar. Você queria que ele não deixasse de te amar de uma hora para outra, que ele não se cansasse dos seus dramas assim como você nunca irá se cansar da marra dele. Você queria que houvesse só um pouquinho - um cadinho que fosse - de amor da parte dele. Para, quem sabe assim, mesmo que pouquíssima, ainda houvesse esperança.
Quando tudo acaba
1 de mar. de 2015
Amores acabam. Não sei dizer se são os grandes, os médios ou os medíocres amores, mas eles acabam. Não todos – e muito menos a maioria, assim espero. Mas, de repente, aquela pessoa que era o seu mundo torna-se apenas uma pessoa em seu mundo – isso se você der sorte. Na maioria dos casos, a pessoa que era o seu mundo deixa de habitar qualquer coisa que te rodeie, que te cerque. A pessoa que você costumava valorizar mais que a própria vida torna-se uma mera conhecida, e olhe lá.
A pessoa que dá o basta, que diz o “chega”, na maioria das vezes – eu arriscaria que sempre – sofre menos, ou nem sofre. Agora, quem perde o chão sem aviso prévio e é afogada por uma inundação de “não quero mais você”, “não dá mais”, “eu juro que tentei fazer dar certo” ou, o pior de todos, “o problema não é você, sou eu” essa sim se descabela. Essa pessoa perde todas as certezas que antes tinha. É como se a muralha construída com tanto carinho fosse friamente destruída por um indivíduo qualquer.
Os amores acabam e os adultos adaptam-se cada vez mais com isso. Vivemos em mundo de idas e vindas, onde casais quase nunca duram. Onde o que deveria ser valorizado passa a ser banalizado. Vivemos em um mundo em que términos são absurdamente normais. Em que amar dois ou três no ano é considerado difícil – a maioria ama com a mesma facilidade que troca de roupa íntima. Vivemos em um mundo em que o esquecimento é algo fácil e simples. Basta uma bebida barata e uma pessoa na cama para que tudo se resolva – para um dos lados, para aquele que segue.
Quem dá o basta, segue. Quem recebe o mesmo, fica intacto. Tentando, tolamente, descobrir o que fez de errado para que o outro partisse. Até que se dá conta de que não houve erro. E então bate a nostalgia. A vontade de voltar no tempo e aproveitar duzentas vezes mais aquele abraço que era o melhor lugar do mundo para se viver. Bate o arrependimento de não ter cedido mais, de não ter sido uma pessoa boa o suficiente para que o outro gostasse, se amarrasse e não partisse. E, por Deus, o que, de verdade, deveria ter sido feito para que o outro não partisse? Não há resposta. Porque quando não há vontade de ficar, simplesmente o outro vai embora. Quando não há medo de perder ou vontade de lutar, não tem porque o outro insistir.
E então bate a saudade e o choro salga a boca. A lembrança daquele dia no parque se faz presente. As tardes em que ele te buscava no trabalho para passarem o final de semana juntos mais se parecem com cortes expostos. Você se lembra do primeiro beijo e do primeiro “eu te amo” todo inseguro que pronunciou. Lembra-se também da primeira vez que dividiram um copo d’água e você deu risada, pois, toda cheia de manias, você nunca havia se permitido tamanha intimidade com alguém. Você lembra da tarde chuvosa da sexta-feira em que, pela primeira vez, o corpo dele fez morada no seu. E os suores se misturaram, os corpos se uniram ao ponto de tornarem-se um só. E você foi dele assim como ele foi seu, sem que o barulho da chuva ou a movimentação dos carros interferisse. Você se lembra do primeiro pote de sorvete que tomaram juntos e da primeira vez que o apresentou à família. Ele, com a mão trêmula, morria de medo de seus tios não o aprovarem. E você ria. Você sorria. Você só ria pra ele e por ele, porque tudo que ele dissesse ou vestisse parecia ter saído de uma tela de cinema. Lembra-se do primeiro cinema e do primeiro toque mais ousado que ele deu à sua coxa. Você se lembra de como corou e sorriu ao vê-lo sorrir. Lembra-se das tardes aos sábados em que o edredom era o único aliado de vocês. Você se lembra da sensação deliciosa que era cruzar seus pés gelados aos dele, de como era virar para o lado e encontrá-lo sorrindo só por você estar ali - só por você ser dele. Vocês eram jovens. Vocês eram imaturos.
Você quer voltar no tempo, mas não adianta. Mesmo que voltasse, nada daria pra evitar a falta de amor da parte dele. E você grita por dentro quase ao ponto da garganta sangrar. Porque você o amou tanto e se sente inútil por, ainda assim, seu amor não ter sido grande o bastante para alimentar os dois. Porque, olha o tamanho da burrada, mesmo que não fosse amada de volta, você só queria que ele ficasse. Você só queria não ter que se despedir. Não ter que aceitar a partida tão dolorida e natural que ele impôs. Você só queria que aquele abraço - que costumava ser o seu lugar preferido no mundo todo - não deixasse de te abrigar. Você queria que ele não deixasse de te amar de uma hora para outra, que ele não se cansasse dos seus dramas assim como você nunca irá se cansar da marra dele. Você queria que houvesse só um pouquinho - um cadinho que fosse - de amor da parte dele. Para, quem sabe assim, mesmo que pouquíssima, ainda houvesse esperança.
A pessoa que dá o basta, que diz o “chega”, na maioria das vezes – eu arriscaria que sempre – sofre menos, ou nem sofre. Agora, quem perde o chão sem aviso prévio e é afogada por uma inundação de “não quero mais você”, “não dá mais”, “eu juro que tentei fazer dar certo” ou, o pior de todos, “o problema não é você, sou eu” essa sim se descabela. Essa pessoa perde todas as certezas que antes tinha. É como se a muralha construída com tanto carinho fosse friamente destruída por um indivíduo qualquer.
Os amores acabam e os adultos adaptam-se cada vez mais com isso. Vivemos em mundo de idas e vindas, onde casais quase nunca duram. Onde o que deveria ser valorizado passa a ser banalizado. Vivemos em um mundo em que términos são absurdamente normais. Em que amar dois ou três no ano é considerado difícil – a maioria ama com a mesma facilidade que troca de roupa íntima. Vivemos em um mundo em que o esquecimento é algo fácil e simples. Basta uma bebida barata e uma pessoa na cama para que tudo se resolva – para um dos lados, para aquele que segue.
Quem dá o basta, segue. Quem recebe o mesmo, fica intacto. Tentando, tolamente, descobrir o que fez de errado para que o outro partisse. Até que se dá conta de que não houve erro. E então bate a nostalgia. A vontade de voltar no tempo e aproveitar duzentas vezes mais aquele abraço que era o melhor lugar do mundo para se viver. Bate o arrependimento de não ter cedido mais, de não ter sido uma pessoa boa o suficiente para que o outro gostasse, se amarrasse e não partisse. E, por Deus, o que, de verdade, deveria ter sido feito para que o outro não partisse? Não há resposta. Porque quando não há vontade de ficar, simplesmente o outro vai embora. Quando não há medo de perder ou vontade de lutar, não tem porque o outro insistir.
E então bate a saudade e o choro salga a boca. A lembrança daquele dia no parque se faz presente. As tardes em que ele te buscava no trabalho para passarem o final de semana juntos mais se parecem com cortes expostos. Você se lembra do primeiro beijo e do primeiro “eu te amo” todo inseguro que pronunciou. Lembra-se também da primeira vez que dividiram um copo d’água e você deu risada, pois, toda cheia de manias, você nunca havia se permitido tamanha intimidade com alguém. Você lembra da tarde chuvosa da sexta-feira em que, pela primeira vez, o corpo dele fez morada no seu. E os suores se misturaram, os corpos se uniram ao ponto de tornarem-se um só. E você foi dele assim como ele foi seu, sem que o barulho da chuva ou a movimentação dos carros interferisse. Você se lembra do primeiro pote de sorvete que tomaram juntos e da primeira vez que o apresentou à família. Ele, com a mão trêmula, morria de medo de seus tios não o aprovarem. E você ria. Você sorria. Você só ria pra ele e por ele, porque tudo que ele dissesse ou vestisse parecia ter saído de uma tela de cinema. Lembra-se do primeiro cinema e do primeiro toque mais ousado que ele deu à sua coxa. Você se lembra de como corou e sorriu ao vê-lo sorrir. Lembra-se das tardes aos sábados em que o edredom era o único aliado de vocês. Você se lembra da sensação deliciosa que era cruzar seus pés gelados aos dele, de como era virar para o lado e encontrá-lo sorrindo só por você estar ali - só por você ser dele. Vocês eram jovens. Vocês eram imaturos.
Você quer voltar no tempo, mas não adianta. Mesmo que voltasse, nada daria pra evitar a falta de amor da parte dele. E você grita por dentro quase ao ponto da garganta sangrar. Porque você o amou tanto e se sente inútil por, ainda assim, seu amor não ter sido grande o bastante para alimentar os dois. Porque, olha o tamanho da burrada, mesmo que não fosse amada de volta, você só queria que ele ficasse. Você só queria não ter que se despedir. Não ter que aceitar a partida tão dolorida e natural que ele impôs. Você só queria que aquele abraço - que costumava ser o seu lugar preferido no mundo todo - não deixasse de te abrigar. Você queria que ele não deixasse de te amar de uma hora para outra, que ele não se cansasse dos seus dramas assim como você nunca irá se cansar da marra dele. Você queria que houvesse só um pouquinho - um cadinho que fosse - de amor da parte dele. Para, quem sabe assim, mesmo que pouquíssima, ainda houvesse esperança.
Estou segurando uma corda. Não me pergunte o que tem do
outro lado dela ou se alguém a segura assim como eu, pois não saberei
responder. Estou aqui, parado e segurando isto há tanto tempo que já não me
recordo sobre o meu passado. Talvez a corda tenha feito isto comigo. Não tenho
retorno de esperanças de quem ou o que está do outro lado da corda, mas uma
hora ela está firme e outra apenas cai sobre os meus dedos. Eu continuo
apertado. Não existe a necessidade de decidir se o que eu faço está certo ou
errado, apenas faço porque eu quero e porque preciso. Não vou conseguir outra
corda. Não sou bom o suficiente para isto. O fato é que eu preciso apertá-la e
aproximá-la o mais perto do meu coração, porque assim eu vou me sentir aquecido.
Eu dependo desta corda para tudo. Mas agora eu sei que ela está doendo os meus
dedos. Não os sinto mais. As minhas mãos estão sangrando lentamente como se
aquela corda estivesse me machucando, não sou forte o suficiente para aguentar
isto. No fim, nunca descobrirei quem está do outro lado, porque algumas vezes
devemos deixar algo ir assim que somos machucados.
Ensaio sobre o amor
27 de fev. de 2015
Estou segurando uma corda. Não me pergunte o que tem do
outro lado dela ou se alguém a segura assim como eu, pois não saberei
responder. Estou aqui, parado e segurando isto há tanto tempo que já não me
recordo sobre o meu passado. Talvez a corda tenha feito isto comigo. Não tenho
retorno de esperanças de quem ou o que está do outro lado da corda, mas uma
hora ela está firme e outra apenas cai sobre os meus dedos. Eu continuo
apertado. Não existe a necessidade de decidir se o que eu faço está certo ou
errado, apenas faço porque eu quero e porque preciso. Não vou conseguir outra
corda. Não sou bom o suficiente para isto. O fato é que eu preciso apertá-la e
aproximá-la o mais perto do meu coração, porque assim eu vou me sentir aquecido.
Eu dependo desta corda para tudo. Mas agora eu sei que ela está doendo os meus
dedos. Não os sinto mais. As minhas mãos estão sangrando lentamente como se
aquela corda estivesse me machucando, não sou forte o suficiente para aguentar
isto. No fim, nunca descobrirei quem está do outro lado, porque algumas vezes
devemos deixar algo ir assim que somos machucados.
Noites,
Portal de lembranças
Para quem está destruído
Pela própria vida maldita.
Tristezas batendo na sua porta,
Travesseiros servindo de apoio
para cobrir a sujeira
Em que o mundo constrói a depressão.
Sempre remete a nossa infância
que outrora estava vadiando na mente
E, inevitavelmente, recicladas no sofrimento.
Sempre nos faz refletir
que precisamos pensar, recuperar o andar
E transformar essa noite num dia.
Portal de lembranças
Para quem está destruído
Pela própria vida maldita.
Tristezas batendo na sua porta,
Travesseiros servindo de apoio
para cobrir a sujeira
Em que o mundo constrói a depressão.
Sempre remete a nossa infância
que outrora estava vadiando na mente
E, inevitavelmente, recicladas no sofrimento.
Sempre nos faz refletir
que precisamos pensar, recuperar o andar
E transformar essa noite num dia.
Noites.
26 de fev. de 2015
Noites,
Portal de lembranças
Para quem está destruído
Pela própria vida maldita.
Tristezas batendo na sua porta,
Travesseiros servindo de apoio
para cobrir a sujeira
Em que o mundo constrói a depressão.
Sempre remete a nossa infância
que outrora estava vadiando na mente
E, inevitavelmente, recicladas no sofrimento.
Sempre nos faz refletir
que precisamos pensar, recuperar o andar
E transformar essa noite num dia.
Portal de lembranças
Para quem está destruído
Pela própria vida maldita.
Tristezas batendo na sua porta,
Travesseiros servindo de apoio
para cobrir a sujeira
Em que o mundo constrói a depressão.
Sempre remete a nossa infância
que outrora estava vadiando na mente
E, inevitavelmente, recicladas no sofrimento.
Sempre nos faz refletir
que precisamos pensar, recuperar o andar
E transformar essa noite num dia.
Tomar decisões é uma questão importante na vida.
Concordo com essa assertiva, ficar em cima do muro,
na duvida entre o sim e o não, deixa-nos mais infelizes.
E isso é uma lição pra tudo na vida, não da pra ser
feliz tendo que ficar hesitando entre dois pensamentos e assim, não conseguindo
viver a intensidade de nenhum deles.
Fazer, ser, pensar no que se gosta independente do
que as pessoas vão achar disso, ninguém pode julgar o que é certo ou errado pra
SUA vida, só VOCÊ mesmo.
Descubra quem você é, e decida por isso.
A felicidade está em viver intensamente cada momento
como se fosse o ultimo e, nada melhor do que viver suas escolhas.
Decisões
25 de fev. de 2015
Tomar decisões é uma questão importante na vida.
Concordo com essa assertiva, ficar em cima do muro,
na duvida entre o sim e o não, deixa-nos mais infelizes.
E isso é uma lição pra tudo na vida, não da pra ser
feliz tendo que ficar hesitando entre dois pensamentos e assim, não conseguindo
viver a intensidade de nenhum deles.
Fazer, ser, pensar no que se gosta independente do
que as pessoas vão achar disso, ninguém pode julgar o que é certo ou errado pra
SUA vida, só VOCÊ mesmo.
Descubra quem você é, e decida por isso.
A felicidade está em viver intensamente cada momento
como se fosse o ultimo e, nada melhor do que viver suas escolhas.
Sentada assistindo a esse pôr do sol, dou voz às minhas angústias, dúvidas e inquietações por meio de uma caneta e um pedaço de papel, tão superficialmente profundo. Assim como o mergulhador, ainda que consciente dos riscos, adentra as águas do oceano em busca de sua beleza, eu adentro o mundo das palavras e dos turbilhões de sentimentos que estão por trás deste inócuo pedaço de papel em busca da libertação de uma alma que cansou de esperar por alguém que se importasse. Essa confusão de pensamentos e sentimentos compõe o eu. Eu sou a desordem. Estou tão bagunçada quanto um quarto de adolescente. Pensamentos rodopiam em minha cabeça, sonhos se suicidam na minha frente, oportunidades únicas são rasgadas. Sentimentos entram em colapso, chocam-se numa fervência paradoxal de se estar feliz e triste. Encontro a paz logo após o caos, ali atrás daquele monstro que, na realidade, sou eu. Eu sou a consequência de uma sociedade incerta, de um planeta sem amor. Sou o Monstro criado não pelo Frankstein, mas sim por um mundo desprovido de Magia. Falo da Magia, com maiúscula alegorizante, não truques baratos que vemos por aí. A Magia presente no riso da criança, no abraço de quem se ama, no canto dos pássaros, na felicidade resplandescente de um menino dançando na chuva, na primeira flor da primavera. É isso que falta, a Magia.
Procura-se o Amor
24 de fev. de 2015
Sentada assistindo a esse pôr do sol, dou voz às minhas angústias, dúvidas e inquietações por meio de uma caneta e um pedaço de papel, tão superficialmente profundo. Assim como o mergulhador, ainda que consciente dos riscos, adentra as águas do oceano em busca de sua beleza, eu adentro o mundo das palavras e dos turbilhões de sentimentos que estão por trás deste inócuo pedaço de papel em busca da libertação de uma alma que cansou de esperar por alguém que se importasse. Essa confusão de pensamentos e sentimentos compõe o eu. Eu sou a desordem. Estou tão bagunçada quanto um quarto de adolescente. Pensamentos rodopiam em minha cabeça, sonhos se suicidam na minha frente, oportunidades únicas são rasgadas. Sentimentos entram em colapso, chocam-se numa fervência paradoxal de se estar feliz e triste. Encontro a paz logo após o caos, ali atrás daquele monstro que, na realidade, sou eu. Eu sou a consequência de uma sociedade incerta, de um planeta sem amor. Sou o Monstro criado não pelo Frankstein, mas sim por um mundo desprovido de Magia. Falo da Magia, com maiúscula alegorizante, não truques baratos que vemos por aí. A Magia presente no riso da criança, no abraço de quem se ama, no canto dos pássaros, na felicidade resplandescente de um menino dançando na chuva, na primeira flor da primavera. É isso que falta, a Magia.
A escola Parnasiana de literatura era conhecida por, em seus versos poéticos, trabalhar mais a estrutura do próprio poema do que a temática. Explicando melhor... O poeta parnasiano escrevia sobre qualquer tema inútil mas sempre estava preocupados em desenvolver suas obras com versos decassílabos(10 versos poéticos) ou alexandrinos(12 versos poéticos).
Um exemplo clássico dessa característica é o soneto abaixo de Alberto de Oliveira, poeta que fez parte da Tríade Parnasiana com Raimundo Correa e Olavo Bilac.
Vaso Grego.
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encoantada música das cordas,
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.
Está claro no poema o trabalho com os versos alexandrinos. Um belo exemplo de como os parnasianos tratavam a estética na poesia.
Um exemplo clássico dessa característica é o soneto abaixo de Alberto de Oliveira, poeta que fez parte da Tríade Parnasiana com Raimundo Correa e Olavo Bilac.
Vaso Grego.
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encoantada música das cordas,
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.
Está claro no poema o trabalho com os versos alexandrinos. Um belo exemplo de como os parnasianos tratavam a estética na poesia.
Dica: Por que a poesia parnasiana era titulada como a "arte pela arte"?
A escola Parnasiana de literatura era conhecida por, em seus versos poéticos, trabalhar mais a estrutura do próprio poema do que a temática. Explicando melhor... O poeta parnasiano escrevia sobre qualquer tema inútil mas sempre estava preocupados em desenvolver suas obras com versos decassílabos(10 versos poéticos) ou alexandrinos(12 versos poéticos).
Um exemplo clássico dessa característica é o soneto abaixo de Alberto de Oliveira, poeta que fez parte da Tríade Parnasiana com Raimundo Correa e Olavo Bilac.
Vaso Grego.
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encoantada música das cordas,
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.
Está claro no poema o trabalho com os versos alexandrinos. Um belo exemplo de como os parnasianos tratavam a estética na poesia.
Um exemplo clássico dessa característica é o soneto abaixo de Alberto de Oliveira, poeta que fez parte da Tríade Parnasiana com Raimundo Correa e Olavo Bilac.
Vaso Grego.
Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então e, ora repleta ora esvazada,
A taça amiga aos dedos seus tinia
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois... Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e, do ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encoantada música das cordas,
Qual se essa a voz de Anacreonte fosse.
Está claro no poema o trabalho com os versos alexandrinos. Um belo exemplo de como os parnasianos tratavam a estética na poesia.
Canta-me os teus mais lindos versetos
Declama-me os trechos mais belos do teu poema predileto
Poetiza-me!
Declara a todos os que te rodeiam
Que teus olhos fazem amor somente com os meus
Que tua boca só procura a minha
E que teus pés valseiam somente em busca dos meus
Ora, vejas o que causas em mim...
Viajo ao encostar nas tuas mãos frias
E não me importo com mais absolutamente nada
Ora...
Que eu me lembre poesia era fuga
Da minha mais dura realidade
Hoje em dia porém, escrevo para salvar
E colecionar os mais lindos momentos que a vida
Se deixou escapar
Quem diria minha flor, uso tua própria poesia para rimar nosso amor.
Declama-me os trechos mais belos do teu poema predileto
Poetiza-me!
Declara a todos os que te rodeiam
Que teus olhos fazem amor somente com os meus
Que tua boca só procura a minha
E que teus pés valseiam somente em busca dos meus
Ora, vejas o que causas em mim...
Viajo ao encostar nas tuas mãos frias
E não me importo com mais absolutamente nada
Ora...
Que eu me lembre poesia era fuga
Da minha mais dura realidade
Hoje em dia porém, escrevo para salvar
E colecionar os mais lindos momentos que a vida
Se deixou escapar
Quem diria minha flor, uso tua própria poesia para rimar nosso amor.
Poetiza-me!
22 de fev. de 2015
Canta-me os teus mais lindos versetos
Declama-me os trechos mais belos do teu poema predileto
Poetiza-me!
Declara a todos os que te rodeiam
Que teus olhos fazem amor somente com os meus
Que tua boca só procura a minha
E que teus pés valseiam somente em busca dos meus
Ora, vejas o que causas em mim...
Viajo ao encostar nas tuas mãos frias
E não me importo com mais absolutamente nada
Ora...
Que eu me lembre poesia era fuga
Da minha mais dura realidade
Hoje em dia porém, escrevo para salvar
E colecionar os mais lindos momentos que a vida
Se deixou escapar
Quem diria minha flor, uso tua própria poesia para rimar nosso amor.
Declama-me os trechos mais belos do teu poema predileto
Poetiza-me!
Declara a todos os que te rodeiam
Que teus olhos fazem amor somente com os meus
Que tua boca só procura a minha
E que teus pés valseiam somente em busca dos meus
Ora, vejas o que causas em mim...
Viajo ao encostar nas tuas mãos frias
E não me importo com mais absolutamente nada
Ora...
Que eu me lembre poesia era fuga
Da minha mais dura realidade
Hoje em dia porém, escrevo para salvar
E colecionar os mais lindos momentos que a vida
Se deixou escapar
Quem diria minha flor, uso tua própria poesia para rimar nosso amor.
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