A noite é uma criança e eu sou sua amiga, deixando-me levar pelas suas brincadeiras disfarçadas de corpos quentes e copos atraentes para minha boca. Deixo-me levar pelo ritmo contagiante que preenche meus ouvidos e, apesar de eu não ser a Ana Paula ou Natasha, o mundo pode acabar e eu só vou querer dançar.
É mais uma boate cheia de corpos vazios com a esperança de se sentirem cheios, e cada um busca um jeito para conseguir tal façanha. Fulana infla o ego ao se sentir desejada, seja pela roupa -ou seria pela falta dela?-, seja pela dança sensual. Ciclano se sente feliz com quantidade e faz questão de conquistar todas as garotas que conseguir, sem se importar com o depois. Beltrano bebe. Bebe para que a amargura do álcool o faça esquecer daquela que a vida lhe traz.
Eu misturo um pouco de tudo, mas me sinto completa mesmo é com a música. A música alta que me liberta, me alegra e permite que eu seja quem eu realmente sou, sem ligar pra mais nada. Essa mesma que me faz dançar como louca, sem ser considerada louca, e que coloca um sorriso no meu rosto durante a noite toda.
A Noite
21 de jan. de 2015
A noite é uma criança e eu sou sua amiga, deixando-me levar pelas suas brincadeiras disfarçadas de corpos quentes e copos atraentes para minha boca. Deixo-me levar pelo ritmo contagiante que preenche meus ouvidos e, apesar de eu não ser a Ana Paula ou Natasha, o mundo pode acabar e eu só vou querer dançar.
É mais uma boate cheia de corpos vazios com a esperança de se sentirem cheios, e cada um busca um jeito para conseguir tal façanha. Fulana infla o ego ao se sentir desejada, seja pela roupa -ou seria pela falta dela?-, seja pela dança sensual. Ciclano se sente feliz com quantidade e faz questão de conquistar todas as garotas que conseguir, sem se importar com o depois. Beltrano bebe. Bebe para que a amargura do álcool o faça esquecer daquela que a vida lhe traz.
Eu misturo um pouco de tudo, mas me sinto completa mesmo é com a música. A música alta que me liberta, me alegra e permite que eu seja quem eu realmente sou, sem ligar pra mais nada. Essa mesma que me faz dançar como louca, sem ser considerada louca, e que coloca um sorriso no meu rosto durante a noite toda.
Uma troca de olhares, o mais singelo símbolo de amor existente no mundo. Dizem que os olhos são a porta para a alma, que os olhos revelam tudo o que a pessoa é. Eu concordo. É nos olhos que está a essência da pessoa, é por lá que se enxerga seu verdadeiro eu. Palavras podem ser ditas com falsidade, abraços podem ser dados sem nenhum resquício de afeto, sorrisos podem ser exibidos por pura educação, mas o olhar não. Basta uma troca de olhares pra tudo se esclarecer, para se descobrir se há veracidade no momento, no sentimento, nos gestos, no sorriso. E aquela troca de olhares foi real, foi recíproca. O amor é real e eu acredito nele. Nossos olhares se procuram, se necessitam, se desejam, anseiam por esse encontro. Então tudo o que existe é o aqui e o agora, tudo que existe é aquele tenro momento em que finalmente se encontram.
A porta da sua alma
20 de jan. de 2015
Uma troca de olhares, o mais singelo símbolo de amor existente no mundo. Dizem que os olhos são a porta para a alma, que os olhos revelam tudo o que a pessoa é. Eu concordo. É nos olhos que está a essência da pessoa, é por lá que se enxerga seu verdadeiro eu. Palavras podem ser ditas com falsidade, abraços podem ser dados sem nenhum resquício de afeto, sorrisos podem ser exibidos por pura educação, mas o olhar não. Basta uma troca de olhares pra tudo se esclarecer, para se descobrir se há veracidade no momento, no sentimento, nos gestos, no sorriso. E aquela troca de olhares foi real, foi recíproca. O amor é real e eu acredito nele. Nossos olhares se procuram, se necessitam, se desejam, anseiam por esse encontro. Então tudo o que existe é o aqui e o agora, tudo que existe é aquele tenro momento em que finalmente se encontram.
Tinha que ser o Chaves,
Sempre sorrindo com classe
No meio da vila agitada
Que não paravam de brincar
Com a pequena pelota quadrada.
Sempre arrumava confusão,
Seu barriga sofria com aquele barrigão
Que sofria pancadas a todo instante
De um pequeno garoto feliz
Viciado em sanduíche de presunto.
Sempre sorrindo com classe
No meio da vila agitada
Que não paravam de brincar
Com a pequena pelota quadrada.
Sempre arrumava confusão,
Seu barriga sofria com aquele barrigão
Que sofria pancadas a todo instante
De um pequeno garoto feliz
Viciado em sanduíche de presunto.
Tinha que ser ele mesmo
que não sabia onde ir
que não sabia onde ir
E resolveu morar no barril
para se tornar estudantil
Fazendo cada um rir.
O preferido da infância
Ensinou a amar como dever,
Ser feliz sempre por prazer
E deixou um legado infantil
que todos irão defender.
para se tornar estudantil
Fazendo cada um rir.
O preferido da infância
Ensinou a amar como dever,
Ser feliz sempre por prazer
E deixou um legado infantil
que todos irão defender.
Quem irá te defender?(Poema dedicado ao falecimento de Roberto Bolaños, o Chaves.)
Tinha que ser o Chaves,
Sempre sorrindo com classe
No meio da vila agitada
Que não paravam de brincar
Com a pequena pelota quadrada.
Sempre arrumava confusão,
Seu barriga sofria com aquele barrigão
Que sofria pancadas a todo instante
De um pequeno garoto feliz
Viciado em sanduíche de presunto.
Sempre sorrindo com classe
No meio da vila agitada
Que não paravam de brincar
Com a pequena pelota quadrada.
Sempre arrumava confusão,
Seu barriga sofria com aquele barrigão
Que sofria pancadas a todo instante
De um pequeno garoto feliz
Viciado em sanduíche de presunto.
Tinha que ser ele mesmo
que não sabia onde ir
que não sabia onde ir
E resolveu morar no barril
para se tornar estudantil
Fazendo cada um rir.
O preferido da infância
Ensinou a amar como dever,
Ser feliz sempre por prazer
E deixou um legado infantil
que todos irão defender.
para se tornar estudantil
Fazendo cada um rir.
O preferido da infância
Ensinou a amar como dever,
Ser feliz sempre por prazer
E deixou um legado infantil
que todos irão defender.
Eu tenho vontade de te empurrar de um penhasco, mas também tenho vontade de ficar lá embaixo te esperando. Eu não consigo entender, você consegue despertar sentimentos loucos em mim, como te amar, e te odiar, ao mesmo tempo. Me sinto louca, e completamente perturbada quanto a isso. Eu gosto de está com você, mas sei que é algo arriscado demais. Você só pensa em você, só gosta de você, não se importa com mais ninguém, não consegue ver ninguém, além do seu reflexo no espelho. Você é tudo que eu nunca quis pra mim, mas que hoje, por algum descuido meu, eu quero.
Você só se enxerga.
19 de jan. de 2015
Eu tenho vontade de te empurrar de um penhasco, mas também tenho vontade de ficar lá embaixo te esperando. Eu não consigo entender, você consegue despertar sentimentos loucos em mim, como te amar, e te odiar, ao mesmo tempo. Me sinto louca, e completamente perturbada quanto a isso. Eu gosto de está com você, mas sei que é algo arriscado demais. Você só pensa em você, só gosta de você, não se importa com mais ninguém, não consegue ver ninguém, além do seu reflexo no espelho. Você é tudo que eu nunca quis pra mim, mas que hoje, por algum descuido meu, eu quero.
Ele é bonito.
Pode não ser esse tipo “capa de revista”, mas é bonito.
Não tem um rosto perfeito, e o corpo todo esculpido.
Mas é bonito.
É bonito nas mãos.
As mãos dele quando escrevem são indiscutivelmente atraentes.
Quando me apertam são confortáveis.
Quando me acarinham são perfeitas.
Ele é bonito nos braços.
Quando me aperta forte entre eles.
Quando quer imitar algum personagem de um teatro que viu.
Ele é bonito nas coxas.
Quando me deixa sentar nelas, e o beijar
Em meio ao seu quarto de rabiscos artísticos.
Ele é bonito nos olhos.
Ah, que clichê!
Mas aqueles olhos me lembram até a Capitu.
Aqueles olhos percorrendo incansavelmente as páginas dos livros que ele devora.
Como é lindo quando ele me devora com essa mesma vontade.
Ele é bonito nos pés.
Inventando uma dança qualquer ao som da minha banda favorita.
Só não é bonito quando corre de mim.
Ele é bonito naquela indecisão na biblioteca.
É bonito quando me chama para ler o que ele escreveu.
É bonito estudando curiosidades que nunca servirão para nada.
É bonito o peito dele, a barba dele, e a boca quando me beija.
A respiração dele contra o meu rosto. Quente.
E ele é mais bonito ainda quando está comigo.
E quando nosso amor transpira arte.
Ele é poesia, é prosa, é versinho.
Viu como ele é todo bonito? (suspiro apaixonado pelo meu poeta)
Pode não ser esse tipo “capa de revista”, mas é bonito.
Não tem um rosto perfeito, e o corpo todo esculpido.
Mas é bonito.
É bonito nas mãos.
As mãos dele quando escrevem são indiscutivelmente atraentes.
Quando me apertam são confortáveis.
Quando me acarinham são perfeitas.
Ele é bonito nos braços.
Quando me aperta forte entre eles.
Quando quer imitar algum personagem de um teatro que viu.
Ele é bonito nas coxas.
Quando me deixa sentar nelas, e o beijar
Em meio ao seu quarto de rabiscos artísticos.
Ele é bonito nos olhos.
Ah, que clichê!
Mas aqueles olhos me lembram até a Capitu.
Aqueles olhos percorrendo incansavelmente as páginas dos livros que ele devora.
Como é lindo quando ele me devora com essa mesma vontade.
Ele é bonito nos pés.
Inventando uma dança qualquer ao som da minha banda favorita.
Só não é bonito quando corre de mim.
Ele é bonito naquela indecisão na biblioteca.
É bonito quando me chama para ler o que ele escreveu.
É bonito estudando curiosidades que nunca servirão para nada.
É bonito o peito dele, a barba dele, e a boca quando me beija.
A respiração dele contra o meu rosto. Quente.
E ele é mais bonito ainda quando está comigo.
E quando nosso amor transpira arte.
Ele é poesia, é prosa, é versinho.
Viu como ele é todo bonito? (suspiro apaixonado pelo meu poeta)
Atração Intelectual.
Ele é bonito.
Pode não ser esse tipo “capa de revista”, mas é bonito.
Não tem um rosto perfeito, e o corpo todo esculpido.
Mas é bonito.
É bonito nas mãos.
As mãos dele quando escrevem são indiscutivelmente atraentes.
Quando me apertam são confortáveis.
Quando me acarinham são perfeitas.
Ele é bonito nos braços.
Quando me aperta forte entre eles.
Quando quer imitar algum personagem de um teatro que viu.
Ele é bonito nas coxas.
Quando me deixa sentar nelas, e o beijar
Em meio ao seu quarto de rabiscos artísticos.
Ele é bonito nos olhos.
Ah, que clichê!
Mas aqueles olhos me lembram até a Capitu.
Aqueles olhos percorrendo incansavelmente as páginas dos livros que ele devora.
Como é lindo quando ele me devora com essa mesma vontade.
Ele é bonito nos pés.
Inventando uma dança qualquer ao som da minha banda favorita.
Só não é bonito quando corre de mim.
Ele é bonito naquela indecisão na biblioteca.
É bonito quando me chama para ler o que ele escreveu.
É bonito estudando curiosidades que nunca servirão para nada.
É bonito o peito dele, a barba dele, e a boca quando me beija.
A respiração dele contra o meu rosto. Quente.
E ele é mais bonito ainda quando está comigo.
E quando nosso amor transpira arte.
Ele é poesia, é prosa, é versinho.
Viu como ele é todo bonito? (suspiro apaixonado pelo meu poeta)
Pode não ser esse tipo “capa de revista”, mas é bonito.
Não tem um rosto perfeito, e o corpo todo esculpido.
Mas é bonito.
É bonito nas mãos.
As mãos dele quando escrevem são indiscutivelmente atraentes.
Quando me apertam são confortáveis.
Quando me acarinham são perfeitas.
Ele é bonito nos braços.
Quando me aperta forte entre eles.
Quando quer imitar algum personagem de um teatro que viu.
Ele é bonito nas coxas.
Quando me deixa sentar nelas, e o beijar
Em meio ao seu quarto de rabiscos artísticos.
Ele é bonito nos olhos.
Ah, que clichê!
Mas aqueles olhos me lembram até a Capitu.
Aqueles olhos percorrendo incansavelmente as páginas dos livros que ele devora.
Como é lindo quando ele me devora com essa mesma vontade.
Ele é bonito nos pés.
Inventando uma dança qualquer ao som da minha banda favorita.
Só não é bonito quando corre de mim.
Ele é bonito naquela indecisão na biblioteca.
É bonito quando me chama para ler o que ele escreveu.
É bonito estudando curiosidades que nunca servirão para nada.
É bonito o peito dele, a barba dele, e a boca quando me beija.
A respiração dele contra o meu rosto. Quente.
E ele é mais bonito ainda quando está comigo.
E quando nosso amor transpira arte.
Ele é poesia, é prosa, é versinho.
Viu como ele é todo bonito? (suspiro apaixonado pelo meu poeta)
Beleza. Você se acha bonito(a)? Parei pra pensar nisso hoje e perguntei para a minha amiga e minha irmã “o que você acha que te faz bonita?” e elas me responderam, respectivamente, “minha sinceridade” e “o fato de eu ser eu mesma”.
Fico imaginando se todo mundo pensasse dessa forma. Não que não devemos amar o nosso físico também, mas não valorizar só a embalagem. Tem uma crônica da Paula Pimenta que me define por completo, e ela fala sobre o fato de ser apaixonada por palavras e não se importar com quem só se preocupa com o exterior.
Infelizmente, ainda existem pessoas que fazem sacríficos absurdos para alcançarem a sua satisfação física, ao invés de buscarem melhorar a internamente. Não tenho nada contra quem faz academia, ou pessoas que usam maquiagem, tratamentos para mudar o cabelo, muito menos comprar roupas que gosta, o que realmente me entristece é ver tantos colocando a estética como prioridade pelo simples fato de buscarem corresponder ao padrão de beleza implantado pela sociedade, até porque eu já fui assim.
Por muito tempo eu não me aceitei e me considerava inferior por não ser considerada bonita. Nerd, baixinha, rosto redondo, cabelo volumoso e aparelho. Era brincadeira de mal gosto na certa. Eu me cobrava muito, e por ser tímida e gaguejar, tinha muitos poucos amigos. Não posso dizer que essas são minhas melhores lembranças, escola não era o meu lugar favorito, não pelos livros e coisas que aprendia, mas pelo o que eu passava. Durante um certo tempo eu tentava ser algo que os outros queriam. Eu tive minha época de superficial. Mas mesmo assim, percebi que não era suficiente. As pessoas gostavam de mim pelo o que eu parecia, e não pelo o que eu era. As brincadeiras e piadinhas acabaram, mas eu percebi que ser vai bem mais além que parecer.
Hoje em dia estou bem. Aprendi com o tempo que beleza de verdade é aquela que não acaba com tempo, que é limitada. Não me julgo inferior por não ser como os outros querem, mas feliz por saber que existem pessoas que têm o prazer de me amar pelo o que sou, por minhas atitudes. Felicidade de verdade é essa, não precisar se esforçar para ser algo, viver da forma que é, deixando o coração livre para se apegar ao que realmente importa.
O que eu acho que me faz bonita? Bom, o fato de ser única já é o suficiente. Não tenho o corpo, sorriso e rosto mais bonito para o mundo, mas eu tenho a certeza de que sou o que ninguém mais pode ser: eu.

Fico imaginando se todo mundo pensasse dessa forma. Não que não devemos amar o nosso físico também, mas não valorizar só a embalagem. Tem uma crônica da Paula Pimenta que me define por completo, e ela fala sobre o fato de ser apaixonada por palavras e não se importar com quem só se preocupa com o exterior.
Infelizmente, ainda existem pessoas que fazem sacríficos absurdos para alcançarem a sua satisfação física, ao invés de buscarem melhorar a internamente. Não tenho nada contra quem faz academia, ou pessoas que usam maquiagem, tratamentos para mudar o cabelo, muito menos comprar roupas que gosta, o que realmente me entristece é ver tantos colocando a estética como prioridade pelo simples fato de buscarem corresponder ao padrão de beleza implantado pela sociedade, até porque eu já fui assim.
Por muito tempo eu não me aceitei e me considerava inferior por não ser considerada bonita. Nerd, baixinha, rosto redondo, cabelo volumoso e aparelho. Era brincadeira de mal gosto na certa. Eu me cobrava muito, e por ser tímida e gaguejar, tinha muitos poucos amigos. Não posso dizer que essas são minhas melhores lembranças, escola não era o meu lugar favorito, não pelos livros e coisas que aprendia, mas pelo o que eu passava. Durante um certo tempo eu tentava ser algo que os outros queriam. Eu tive minha época de superficial. Mas mesmo assim, percebi que não era suficiente. As pessoas gostavam de mim pelo o que eu parecia, e não pelo o que eu era. As brincadeiras e piadinhas acabaram, mas eu percebi que ser vai bem mais além que parecer.
Hoje em dia estou bem. Aprendi com o tempo que beleza de verdade é aquela que não acaba com tempo, que é limitada. Não me julgo inferior por não ser como os outros querem, mas feliz por saber que existem pessoas que têm o prazer de me amar pelo o que sou, por minhas atitudes. Felicidade de verdade é essa, não precisar se esforçar para ser algo, viver da forma que é, deixando o coração livre para se apegar ao que realmente importa.
O que eu acho que me faz bonita? Bom, o fato de ser única já é o suficiente. Não tenho o corpo, sorriso e rosto mais bonito para o mundo, mas eu tenho a certeza de que sou o que ninguém mais pode ser: eu.
Texto enviado pela leitora:
- Lídia Mesquita
- Lídia Mesquita
Beleza
18 de jan. de 2015
Beleza. Você se acha bonito(a)? Parei pra pensar nisso hoje e perguntei para a minha amiga e minha irmã “o que você acha que te faz bonita?” e elas me responderam, respectivamente, “minha sinceridade” e “o fato de eu ser eu mesma”.
Fico imaginando se todo mundo pensasse dessa forma. Não que não devemos amar o nosso físico também, mas não valorizar só a embalagem. Tem uma crônica da Paula Pimenta que me define por completo, e ela fala sobre o fato de ser apaixonada por palavras e não se importar com quem só se preocupa com o exterior.
Infelizmente, ainda existem pessoas que fazem sacríficos absurdos para alcançarem a sua satisfação física, ao invés de buscarem melhorar a internamente. Não tenho nada contra quem faz academia, ou pessoas que usam maquiagem, tratamentos para mudar o cabelo, muito menos comprar roupas que gosta, o que realmente me entristece é ver tantos colocando a estética como prioridade pelo simples fato de buscarem corresponder ao padrão de beleza implantado pela sociedade, até porque eu já fui assim.
Por muito tempo eu não me aceitei e me considerava inferior por não ser considerada bonita. Nerd, baixinha, rosto redondo, cabelo volumoso e aparelho. Era brincadeira de mal gosto na certa. Eu me cobrava muito, e por ser tímida e gaguejar, tinha muitos poucos amigos. Não posso dizer que essas são minhas melhores lembranças, escola não era o meu lugar favorito, não pelos livros e coisas que aprendia, mas pelo o que eu passava. Durante um certo tempo eu tentava ser algo que os outros queriam. Eu tive minha época de superficial. Mas mesmo assim, percebi que não era suficiente. As pessoas gostavam de mim pelo o que eu parecia, e não pelo o que eu era. As brincadeiras e piadinhas acabaram, mas eu percebi que ser vai bem mais além que parecer.
Hoje em dia estou bem. Aprendi com o tempo que beleza de verdade é aquela que não acaba com tempo, que é limitada. Não me julgo inferior por não ser como os outros querem, mas feliz por saber que existem pessoas que têm o prazer de me amar pelo o que sou, por minhas atitudes. Felicidade de verdade é essa, não precisar se esforçar para ser algo, viver da forma que é, deixando o coração livre para se apegar ao que realmente importa.
O que eu acho que me faz bonita? Bom, o fato de ser única já é o suficiente. Não tenho o corpo, sorriso e rosto mais bonito para o mundo, mas eu tenho a certeza de que sou o que ninguém mais pode ser: eu.

Fico imaginando se todo mundo pensasse dessa forma. Não que não devemos amar o nosso físico também, mas não valorizar só a embalagem. Tem uma crônica da Paula Pimenta que me define por completo, e ela fala sobre o fato de ser apaixonada por palavras e não se importar com quem só se preocupa com o exterior.
Infelizmente, ainda existem pessoas que fazem sacríficos absurdos para alcançarem a sua satisfação física, ao invés de buscarem melhorar a internamente. Não tenho nada contra quem faz academia, ou pessoas que usam maquiagem, tratamentos para mudar o cabelo, muito menos comprar roupas que gosta, o que realmente me entristece é ver tantos colocando a estética como prioridade pelo simples fato de buscarem corresponder ao padrão de beleza implantado pela sociedade, até porque eu já fui assim.
Por muito tempo eu não me aceitei e me considerava inferior por não ser considerada bonita. Nerd, baixinha, rosto redondo, cabelo volumoso e aparelho. Era brincadeira de mal gosto na certa. Eu me cobrava muito, e por ser tímida e gaguejar, tinha muitos poucos amigos. Não posso dizer que essas são minhas melhores lembranças, escola não era o meu lugar favorito, não pelos livros e coisas que aprendia, mas pelo o que eu passava. Durante um certo tempo eu tentava ser algo que os outros queriam. Eu tive minha época de superficial. Mas mesmo assim, percebi que não era suficiente. As pessoas gostavam de mim pelo o que eu parecia, e não pelo o que eu era. As brincadeiras e piadinhas acabaram, mas eu percebi que ser vai bem mais além que parecer.
Hoje em dia estou bem. Aprendi com o tempo que beleza de verdade é aquela que não acaba com tempo, que é limitada. Não me julgo inferior por não ser como os outros querem, mas feliz por saber que existem pessoas que têm o prazer de me amar pelo o que sou, por minhas atitudes. Felicidade de verdade é essa, não precisar se esforçar para ser algo, viver da forma que é, deixando o coração livre para se apegar ao que realmente importa.
O que eu acho que me faz bonita? Bom, o fato de ser única já é o suficiente. Não tenho o corpo, sorriso e rosto mais bonito para o mundo, mas eu tenho a certeza de que sou o que ninguém mais pode ser: eu.
Texto enviado pela leitora:
- Lídia Mesquita
- Lídia Mesquita
Talvez hoje você tenha acordado sentindo falta dele. Ou falta daquela falta que você costumava fazer a ele. Eu sei que dói saber que ele já não se importa mais contigo, que não é mais seu nome que ele cita nas conversas, que não é mais seu beijo que ele anseia, que não é mais por você que ele sorri, e que não é mais seu o coração dele. Mas talvez nunca tenha sido, e também dói pensar assim.
Eu sei que você está confusa porque não sabe se ele chegou a gostar mesmo da sua companhia, da sua risada, da sua voz, de você. E você já não sabe se dói mais pensar que ele simplesmente deixou de te amar, ou se ele nunca chegou a te amar. Porque ser trocada dói. Caralho, como dói! Ser esquecida, abandonada, deixada numa prateleira empoeirada como um livro velho, dói pra valer. Mas você sorri. Você sorri porque é forte. Ou porque é insegura.
Você sorri por medo de que te perguntem o que está acontecendo, caso chore. Medo de que as pessoas não tenham tempo para ouvir seu quase melodrama mexicano que, por agora, parece ser o fim do seu mundo. Porém, não é. Vai perturbar, você vai pensar em vingança, vai querer encher a cara e conhecer novas bocas. Você vai fazer tudo isso e no final vai cair na cama, chorando em cima do travesseiro e daquela velha foto de vocês dois. Porque é ele quem te deixa boba, apaixonada, vidrada, iludida. É ele quem sempre esteve do seu lado, segurando sua mão, ouvindo seus dramas familiares, elogiando sua pinta perto da cutícula, enrolando a ponta do seu cabelo e mordendo sua panturrilha.
Agora ele já não está mais contigo e sua vida parece não ter mais sentido. Você já não sabe como é que vai dormir todas as noites sem aquele “boa noite, linda” rouco. Já não sabe como é que vai assistir filme sem aquela mão macia entrelaçada na sua, sem aqueles dedos alisando seu cabelo, sem aquela boca que só você sabia a tonalidade exata. Você já não sabe como é que vai sorrir sem ser por consequência daquele sorriso lateral que só ele sabia dar. Já não sabe como é que vai conseguir amar outra pessoa depois de tanta decepção. Porque você está com medo e acha que todos os caras vão ser filhos da puta como ele foi. Você acha que todos terão facilidade em te enganar, te trocar, te usar. E, como consequência da dor, você sente uma necessidade absurda de parecer fria e de não confiar em ninguém. Aí as pessoas acabam botando a culpa em você e dizem que ele te largou porque você não dava amor. Mas mal sabem elas que isso era o que você mais dava, até se cansar.
Ele te largou porque cansou de não poder retribuir tanto amor, isso sim. Porque você corria atrás, fazia planos, buscava meios, encontrava soluções, se descabelava, implorava e ele nada. Ele sempre nada. Sem demonstrar nada. Sem dizer nada. Sem, talvez, sentir nada. Ele sempre nada e você sempre tudo. Cheia de intensidade, você fazia de tudo, buscava por tudo, perdoava tudo, esquecia tudo, abria mão de tudo. Uma não-reciprocidade que dói a qualquer terceiro que ouça sua história. Uma não-reciprocidade que doeu em cada órgão do seu corpo e te fez mais forte. Ou mais forçada - como preferir.
Um quase melodrama mexicano
Talvez hoje você tenha acordado sentindo falta dele. Ou falta daquela falta que você costumava fazer a ele. Eu sei que dói saber que ele já não se importa mais contigo, que não é mais seu nome que ele cita nas conversas, que não é mais seu beijo que ele anseia, que não é mais por você que ele sorri, e que não é mais seu o coração dele. Mas talvez nunca tenha sido, e também dói pensar assim.
Eu sei que você está confusa porque não sabe se ele chegou a gostar mesmo da sua companhia, da sua risada, da sua voz, de você. E você já não sabe se dói mais pensar que ele simplesmente deixou de te amar, ou se ele nunca chegou a te amar. Porque ser trocada dói. Caralho, como dói! Ser esquecida, abandonada, deixada numa prateleira empoeirada como um livro velho, dói pra valer. Mas você sorri. Você sorri porque é forte. Ou porque é insegura.
Você sorri por medo de que te perguntem o que está acontecendo, caso chore. Medo de que as pessoas não tenham tempo para ouvir seu quase melodrama mexicano que, por agora, parece ser o fim do seu mundo. Porém, não é. Vai perturbar, você vai pensar em vingança, vai querer encher a cara e conhecer novas bocas. Você vai fazer tudo isso e no final vai cair na cama, chorando em cima do travesseiro e daquela velha foto de vocês dois. Porque é ele quem te deixa boba, apaixonada, vidrada, iludida. É ele quem sempre esteve do seu lado, segurando sua mão, ouvindo seus dramas familiares, elogiando sua pinta perto da cutícula, enrolando a ponta do seu cabelo e mordendo sua panturrilha.
Agora ele já não está mais contigo e sua vida parece não ter mais sentido. Você já não sabe como é que vai dormir todas as noites sem aquele “boa noite, linda” rouco. Já não sabe como é que vai assistir filme sem aquela mão macia entrelaçada na sua, sem aqueles dedos alisando seu cabelo, sem aquela boca que só você sabia a tonalidade exata. Você já não sabe como é que vai sorrir sem ser por consequência daquele sorriso lateral que só ele sabia dar. Já não sabe como é que vai conseguir amar outra pessoa depois de tanta decepção. Porque você está com medo e acha que todos os caras vão ser filhos da puta como ele foi. Você acha que todos terão facilidade em te enganar, te trocar, te usar. E, como consequência da dor, você sente uma necessidade absurda de parecer fria e de não confiar em ninguém. Aí as pessoas acabam botando a culpa em você e dizem que ele te largou porque você não dava amor. Mas mal sabem elas que isso era o que você mais dava, até se cansar.
Ele te largou porque cansou de não poder retribuir tanto amor, isso sim. Porque você corria atrás, fazia planos, buscava meios, encontrava soluções, se descabelava, implorava e ele nada. Ele sempre nada. Sem demonstrar nada. Sem dizer nada. Sem, talvez, sentir nada. Ele sempre nada e você sempre tudo. Cheia de intensidade, você fazia de tudo, buscava por tudo, perdoava tudo, esquecia tudo, abria mão de tudo. Uma não-reciprocidade que dói a qualquer terceiro que ouça sua história. Uma não-reciprocidade que doeu em cada órgão do seu corpo e te fez mais forte. Ou mais forçada - como preferir.
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