Eles zombam da garotinha. Apontam seus cabelos curtos e seu tênis preto, rindo. Eles não se importam com o que aquela estranha sente, apenas com sua aparência, o que com certeza não é a de uma menina. A garotinha olha em seus ombros, à procura de cabelos sedosos e lisos caindo sobre eles, ela olha em seus pés esperando encontrar neles sapatos cor de rosa brilhantes. Quem sabe assim eles a aceitem? Quem sabe assim eles queiram brincar? E então, todos os dias, a menina de seis anos é motivo de chacota e é apontada como a patética. Hoje a menina cresceu, tem finalmente cabelos compridos e sapatos cor de rosa, tem quem goste dela, quem se importe, mas ainda assim aquela garotinha insegura sempre volta. O medo dá as caras e faz a menina enxergar a garotinha no espelho. Do lado de lá do espelho, ela olha pra si mesma no futuro, tem medo e desconfiança no olhar. Suas feições denunciam que chorou pouco tempo antes, o que é de se esperar de uma inocente vítima da crueldade do mundo. A menina sou eu. A cada desafio, a cada mudança, ela está lá, encarando-me com seus profundos olhos tristes como quem diz "Por favor, não nos faça sofrer mais uma vez." É toda vez que a esperança morre em mim que a garotinha que não era "menina de verdade" aparece e me lembra o porquê dela ainda existir em minha mente. Eu continuo respirando os ares tristes dessa sociedade de rótulos, de superficialidade. Sou o que se espera resultar de uma sociedade sem amor. Meu lado emocional quer acreditar que as pessoas são capazes de mudar, mas a razão grita aos quatro ventos que elas são imutáveis. Enquanto houver quem a pratique, a maldade sempre existirá. É exatamente o que Hollywood mostra, uma luta entre o bem e mal, com uma única diferença: na vida real, nem sempre o bem vence.
Menina de Verdade
27 de jan. de 2015
Eles zombam da garotinha. Apontam seus cabelos curtos e seu tênis preto, rindo. Eles não se importam com o que aquela estranha sente, apenas com sua aparência, o que com certeza não é a de uma menina. A garotinha olha em seus ombros, à procura de cabelos sedosos e lisos caindo sobre eles, ela olha em seus pés esperando encontrar neles sapatos cor de rosa brilhantes. Quem sabe assim eles a aceitem? Quem sabe assim eles queiram brincar? E então, todos os dias, a menina de seis anos é motivo de chacota e é apontada como a patética. Hoje a menina cresceu, tem finalmente cabelos compridos e sapatos cor de rosa, tem quem goste dela, quem se importe, mas ainda assim aquela garotinha insegura sempre volta. O medo dá as caras e faz a menina enxergar a garotinha no espelho. Do lado de lá do espelho, ela olha pra si mesma no futuro, tem medo e desconfiança no olhar. Suas feições denunciam que chorou pouco tempo antes, o que é de se esperar de uma inocente vítima da crueldade do mundo. A menina sou eu. A cada desafio, a cada mudança, ela está lá, encarando-me com seus profundos olhos tristes como quem diz "Por favor, não nos faça sofrer mais uma vez." É toda vez que a esperança morre em mim que a garotinha que não era "menina de verdade" aparece e me lembra o porquê dela ainda existir em minha mente. Eu continuo respirando os ares tristes dessa sociedade de rótulos, de superficialidade. Sou o que se espera resultar de uma sociedade sem amor. Meu lado emocional quer acreditar que as pessoas são capazes de mudar, mas a razão grita aos quatro ventos que elas são imutáveis. Enquanto houver quem a pratique, a maldade sempre existirá. É exatamente o que Hollywood mostra, uma luta entre o bem e mal, com uma única diferença: na vida real, nem sempre o bem vence.
Para o pessoal do 1° ano do ensino médio, vai essa dica sobre as cartas chilenas no Arcadismo.
Cartas Chilenas.
- São 13 cartas escritas em decassílabos brancos(sem rimas) pelo poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga no intuito de denunciar de forma satírica o governo de Luís da Cunha Meneses em Vila Rica. A influência dos iluministas está nítida da obra. Gonzaga teria se inspirado no estilo satírico de Voltaire e nas Cartas Persas (1721), do Barão de Montesquieu (1689‐1755), para intitular seu poema. Na obra, há constantes denuncias sobre as irregularidades, configurando o ambiente de Vila Rica ao tempo da preparação política para a Inconfidência Mineira.
Abaixo vocês poderão ler um trecho das Cartas Chilenas.
por verdadeira história uma novela
da classe das patranhas, que nos contam
verbosos navegantes, que já deram
ao globo deste mundo volta inteira.
Uma velha madrasta me persiga,
uma mulher zelosa me atormente
e tenha um bando de gatunos filhos,
que um chavo não me deixem, se este chefe
não fez ainda mais do que eu refiro.
[...]
Tem pesado semblante, a cor é baça,
o corpo de estatura um tanto esbelta,
feições compridas e olhadura feia;
tem grossas sobrancelhas, testa curta,
nariz direito e grande, fala pouco
em rouco, baixo som de mau falsete;
sem ser velho, já tem cabelo ruço,
e cobre este defeito e fria calva
à força de polvilho que lhe deita.
Ainda me parece que o estou vendo
no gordo rocinante escarranchado,
as longas calças pelo embigo atadas,
amarelo colete, e sobre tudo
vestida uma vermelha e justa farda.
Para quem quiser conferir, as 13 Cartas Chilenas estão no link abaixo. Boa leitura!
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/TomasAntonioGonzaga/cartaschilenas.htm
Cartas Chilenas.
- São 13 cartas escritas em decassílabos brancos(sem rimas) pelo poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga no intuito de denunciar de forma satírica o governo de Luís da Cunha Meneses em Vila Rica. A influência dos iluministas está nítida da obra. Gonzaga teria se inspirado no estilo satírico de Voltaire e nas Cartas Persas (1721), do Barão de Montesquieu (1689‐1755), para intitular seu poema. Na obra, há constantes denuncias sobre as irregularidades, configurando o ambiente de Vila Rica ao tempo da preparação política para a Inconfidência Mineira.
Abaixo vocês poderão ler um trecho das Cartas Chilenas.
Carta 1ª (fragmentos)
Não cuides, Doroteu, que vou contar‐tepor verdadeira história uma novela
da classe das patranhas, que nos contam
verbosos navegantes, que já deram
ao globo deste mundo volta inteira.
Uma velha madrasta me persiga,
uma mulher zelosa me atormente
e tenha um bando de gatunos filhos,
que um chavo não me deixem, se este chefe
não fez ainda mais do que eu refiro.
[...]
Tem pesado semblante, a cor é baça,
o corpo de estatura um tanto esbelta,
feições compridas e olhadura feia;
tem grossas sobrancelhas, testa curta,
nariz direito e grande, fala pouco
em rouco, baixo som de mau falsete;
sem ser velho, já tem cabelo ruço,
e cobre este defeito e fria calva
à força de polvilho que lhe deita.
Ainda me parece que o estou vendo
no gordo rocinante escarranchado,
as longas calças pelo embigo atadas,
amarelo colete, e sobre tudo
vestida uma vermelha e justa farda.
Para quem quiser conferir, as 13 Cartas Chilenas estão no link abaixo. Boa leitura!
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/TomasAntonioGonzaga/cartaschilenas.htm
Dica: Cartas Chilenas de Tomás Antônio Gonzaga - Arcadismo.
Para o pessoal do 1° ano do ensino médio, vai essa dica sobre as cartas chilenas no Arcadismo.
Cartas Chilenas.
- São 13 cartas escritas em decassílabos brancos(sem rimas) pelo poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga no intuito de denunciar de forma satírica o governo de Luís da Cunha Meneses em Vila Rica. A influência dos iluministas está nítida da obra. Gonzaga teria se inspirado no estilo satírico de Voltaire e nas Cartas Persas (1721), do Barão de Montesquieu (1689‐1755), para intitular seu poema. Na obra, há constantes denuncias sobre as irregularidades, configurando o ambiente de Vila Rica ao tempo da preparação política para a Inconfidência Mineira.
Abaixo vocês poderão ler um trecho das Cartas Chilenas.
por verdadeira história uma novela
da classe das patranhas, que nos contam
verbosos navegantes, que já deram
ao globo deste mundo volta inteira.
Uma velha madrasta me persiga,
uma mulher zelosa me atormente
e tenha um bando de gatunos filhos,
que um chavo não me deixem, se este chefe
não fez ainda mais do que eu refiro.
[...]
Tem pesado semblante, a cor é baça,
o corpo de estatura um tanto esbelta,
feições compridas e olhadura feia;
tem grossas sobrancelhas, testa curta,
nariz direito e grande, fala pouco
em rouco, baixo som de mau falsete;
sem ser velho, já tem cabelo ruço,
e cobre este defeito e fria calva
à força de polvilho que lhe deita.
Ainda me parece que o estou vendo
no gordo rocinante escarranchado,
as longas calças pelo embigo atadas,
amarelo colete, e sobre tudo
vestida uma vermelha e justa farda.
Para quem quiser conferir, as 13 Cartas Chilenas estão no link abaixo. Boa leitura!
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/TomasAntonioGonzaga/cartaschilenas.htm
Cartas Chilenas.
- São 13 cartas escritas em decassílabos brancos(sem rimas) pelo poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga no intuito de denunciar de forma satírica o governo de Luís da Cunha Meneses em Vila Rica. A influência dos iluministas está nítida da obra. Gonzaga teria se inspirado no estilo satírico de Voltaire e nas Cartas Persas (1721), do Barão de Montesquieu (1689‐1755), para intitular seu poema. Na obra, há constantes denuncias sobre as irregularidades, configurando o ambiente de Vila Rica ao tempo da preparação política para a Inconfidência Mineira.
Abaixo vocês poderão ler um trecho das Cartas Chilenas.
Carta 1ª (fragmentos)
Não cuides, Doroteu, que vou contar‐tepor verdadeira história uma novela
da classe das patranhas, que nos contam
verbosos navegantes, que já deram
ao globo deste mundo volta inteira.
Uma velha madrasta me persiga,
uma mulher zelosa me atormente
e tenha um bando de gatunos filhos,
que um chavo não me deixem, se este chefe
não fez ainda mais do que eu refiro.
[...]
Tem pesado semblante, a cor é baça,
o corpo de estatura um tanto esbelta,
feições compridas e olhadura feia;
tem grossas sobrancelhas, testa curta,
nariz direito e grande, fala pouco
em rouco, baixo som de mau falsete;
sem ser velho, já tem cabelo ruço,
e cobre este defeito e fria calva
à força de polvilho que lhe deita.
Ainda me parece que o estou vendo
no gordo rocinante escarranchado,
as longas calças pelo embigo atadas,
amarelo colete, e sobre tudo
vestida uma vermelha e justa farda.
Para quem quiser conferir, as 13 Cartas Chilenas estão no link abaixo. Boa leitura!
http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/TomasAntonioGonzaga/cartaschilenas.htm
Hoje venho trazer uma dica sobre o uso dos 4 "porquês".
1. Por que.
- É usado em dois casos.
a) Quando a junção da preposição por + que(pronome interrogativo ou indefinido) possuir significado de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Ex: Por que(por qual motivo) você vai trabalhar hoje?
2. Por quê.
- É usado quando vier antes de um ponto, seja final, exclamação ou interrogativo e continuará com o sentido de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Exemplo 1: Vocês compraram isso tudo? Por quê?
Exemplo 2: Correr uma maratona, por quê? Vamos caminhar.
3. Porque.
- É uma conjunção casual ou explicativa, usado com valor aproximado de "pois", "uma vez que" e "para que".
Ex: Não fui a escola porque estava doente.
4. Porquê.
- É um substantivo acompanhado com artigo, adjetivo, numeral ou pronome. Possui o sentido de "o motivo", "a razão".
Exemplo 1: Diga-me o porquê de não fazer isso. (razão)
Exemplo 2: O porquê de eu não estar jogando é que estou descansando. (motivo)
Espero que tenha tirado a dúvida de todos. Não esqueçam de praticar para diferencia-los, hein?!
Mais detalhes e exemplos no link abaixo
http://www.brasilescola.com/gramatica/por-que.htm
1. Por que.
- É usado em dois casos.
a) Quando a junção da preposição por + que(pronome interrogativo ou indefinido) possuir significado de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Ex: Por que(por qual motivo) você vai trabalhar hoje?
2. Por quê.
- É usado quando vier antes de um ponto, seja final, exclamação ou interrogativo e continuará com o sentido de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Exemplo 1: Vocês compraram isso tudo? Por quê?
Exemplo 2: Correr uma maratona, por quê? Vamos caminhar.
3. Porque.
- É uma conjunção casual ou explicativa, usado com valor aproximado de "pois", "uma vez que" e "para que".
Ex: Não fui a escola porque estava doente.
4. Porquê.
- É um substantivo acompanhado com artigo, adjetivo, numeral ou pronome. Possui o sentido de "o motivo", "a razão".
Exemplo 1: Diga-me o porquê de não fazer isso. (razão)
Exemplo 2: O porquê de eu não estar jogando é que estou descansando. (motivo)
Espero que tenha tirado a dúvida de todos. Não esqueçam de praticar para diferencia-los, hein?!
Mais detalhes e exemplos no link abaixo
http://www.brasilescola.com/gramatica/por-que.htm
Dicas: Por que / Por quê / Porque / Porquê.
26 de jan. de 2015
Hoje venho trazer uma dica sobre o uso dos 4 "porquês".
1. Por que.
- É usado em dois casos.
a) Quando a junção da preposição por + que(pronome interrogativo ou indefinido) possuir significado de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Ex: Por que(por qual motivo) você vai trabalhar hoje?
2. Por quê.
- É usado quando vier antes de um ponto, seja final, exclamação ou interrogativo e continuará com o sentido de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Exemplo 1: Vocês compraram isso tudo? Por quê?
Exemplo 2: Correr uma maratona, por quê? Vamos caminhar.
3. Porque.
- É uma conjunção casual ou explicativa, usado com valor aproximado de "pois", "uma vez que" e "para que".
Ex: Não fui a escola porque estava doente.
4. Porquê.
- É um substantivo acompanhado com artigo, adjetivo, numeral ou pronome. Possui o sentido de "o motivo", "a razão".
Exemplo 1: Diga-me o porquê de não fazer isso. (razão)
Exemplo 2: O porquê de eu não estar jogando é que estou descansando. (motivo)
Espero que tenha tirado a dúvida de todos. Não esqueçam de praticar para diferencia-los, hein?!
Mais detalhes e exemplos no link abaixo
http://www.brasilescola.com/gramatica/por-que.htm
1. Por que.
- É usado em dois casos.
a) Quando a junção da preposição por + que(pronome interrogativo ou indefinido) possuir significado de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Ex: Por que(por qual motivo) você vai trabalhar hoje?
2. Por quê.
- É usado quando vier antes de um ponto, seja final, exclamação ou interrogativo e continuará com o sentido de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Exemplo 1: Vocês compraram isso tudo? Por quê?
Exemplo 2: Correr uma maratona, por quê? Vamos caminhar.
3. Porque.
- É uma conjunção casual ou explicativa, usado com valor aproximado de "pois", "uma vez que" e "para que".
Ex: Não fui a escola porque estava doente.
4. Porquê.
- É um substantivo acompanhado com artigo, adjetivo, numeral ou pronome. Possui o sentido de "o motivo", "a razão".
Exemplo 1: Diga-me o porquê de não fazer isso. (razão)
Exemplo 2: O porquê de eu não estar jogando é que estou descansando. (motivo)
Espero que tenha tirado a dúvida de todos. Não esqueçam de praticar para diferencia-los, hein?!
Mais detalhes e exemplos no link abaixo
http://www.brasilescola.com/gramatica/por-que.htm
Quando eu comecei a pensar em escrever essa história eu tentei de tudo: poesia, crônica, fanfic, até fábula. E ao final, em forma de conto, decidi espalhar delicadamente nossa história de amor, como você me pediu. Refiz umas mil vezes essa primeira parte, tentei parecer intelectual, engraçado, sabichão ou sagaz! E no final, tudo saia desconcertado e torto. Exatamente como minha vida depois do nosso fim. Desconcertada e torta.
Oito de julho. Férias da faculdade para mim. No auge dos meus vinte e três anos, eu só conseguia pensar em como eu queria fugir de mim mesmo por alguns minutos e voltar quando tudo estivesse resolvido. Quando meus pais já tivessem decidido se ficariam juntos ou não. Quando minhas notas na faculdade aumentassem. Quando eu conseguisse ser alguém notável nesse mundo. Nem precisava ser no mundo na verdade, se me notassem em casa, no trabalho e na faculdade já era de bom tamanho. Afinal, meu mundo se resumia nisso.
Não quero pagar de antissocial, porém nunca fui bom com amizades. Mas naquela época, tinha um cara do segundo ano que era bacana, nós conversávamos e trocávamos experiências. Eu chamava-o de conhecido, mas seu nome de verdade era Gregory. Dezenove anos na cara e tinha mais coisa para contar do que eu. Ele já tinha morado fora do país, sabia falar francês e não podia passar perto do prédio de arquitetura que as garotas caiam matando. Mas não quero me aprofundar na vida fantástica do playboyzinho. Quero falar dela. E para falar dela, preciso contar que, um dia, esse tal de Gregory me convidou para uma festa em sua casa. No dia oito de julho, pela manhã.
- Olha, eu não tenho uns cálculos para resolver… eu não sei. - essa era minha desculpa para quase tudo. E é uma desculpa bem aceita quando você é aluno do quarto ano de engenharia civil.
- Vá se foder, você está de férias! Quero você lá hoje, as nove, sem falta.
Suspirei um tanto impaciente, se ele insistisse mais um pouco eu acabaria com nossa “amizade”. Odeio insistências.
- Vou me esforçar para ir. - prometi.
- Se você faltar eu te mato, viado.
Ele me deu um soco no braço me obrigando a fazer o mesmo com ele, só que mais forte.
Festas eram terríveis para mim. Isso não significa que eu não saísse, sempre gostei de bares e de jogar sinuca. Isso me rendia algumas companhias de um dia só, e algumas garotas que duravam o mesmo tempo. E o que eu mais desejava naquele momento era evaporar o playboy e ir correndo para o bar mais próximo tomar um litro de cerveja.
Já era tarde quando eu resolvi me arrumar para ao menos dar um “meus parabéns” para o único cara que me suportava. Nem sabia o que vestir para essas festas, mas fiz o melhor que pude. “Pode ser que seja legal!” minha mente repetia. E eu nem imaginava o que me esperava lá.
Oito de julho. Férias da faculdade para mim. No auge dos meus vinte e três anos, eu só conseguia pensar em como eu queria fugir de mim mesmo por alguns minutos e voltar quando tudo estivesse resolvido. Quando meus pais já tivessem decidido se ficariam juntos ou não. Quando minhas notas na faculdade aumentassem. Quando eu conseguisse ser alguém notável nesse mundo. Nem precisava ser no mundo na verdade, se me notassem em casa, no trabalho e na faculdade já era de bom tamanho. Afinal, meu mundo se resumia nisso.
Não quero pagar de antissocial, porém nunca fui bom com amizades. Mas naquela época, tinha um cara do segundo ano que era bacana, nós conversávamos e trocávamos experiências. Eu chamava-o de conhecido, mas seu nome de verdade era Gregory. Dezenove anos na cara e tinha mais coisa para contar do que eu. Ele já tinha morado fora do país, sabia falar francês e não podia passar perto do prédio de arquitetura que as garotas caiam matando. Mas não quero me aprofundar na vida fantástica do playboyzinho. Quero falar dela. E para falar dela, preciso contar que, um dia, esse tal de Gregory me convidou para uma festa em sua casa. No dia oito de julho, pela manhã.
- Olha, eu não tenho uns cálculos para resolver… eu não sei. - essa era minha desculpa para quase tudo. E é uma desculpa bem aceita quando você é aluno do quarto ano de engenharia civil.
- Vá se foder, você está de férias! Quero você lá hoje, as nove, sem falta.
Suspirei um tanto impaciente, se ele insistisse mais um pouco eu acabaria com nossa “amizade”. Odeio insistências.
- Vou me esforçar para ir. - prometi.
- Se você faltar eu te mato, viado.
Ele me deu um soco no braço me obrigando a fazer o mesmo com ele, só que mais forte.
Festas eram terríveis para mim. Isso não significa que eu não saísse, sempre gostei de bares e de jogar sinuca. Isso me rendia algumas companhias de um dia só, e algumas garotas que duravam o mesmo tempo. E o que eu mais desejava naquele momento era evaporar o playboy e ir correndo para o bar mais próximo tomar um litro de cerveja.
Já era tarde quando eu resolvi me arrumar para ao menos dar um “meus parabéns” para o único cara que me suportava. Nem sabia o que vestir para essas festas, mas fiz o melhor que pude. “Pode ser que seja legal!” minha mente repetia. E eu nem imaginava o que me esperava lá.
Conto: Ensaios sobre ela.
Quando eu comecei a pensar em escrever essa história eu tentei de tudo: poesia, crônica, fanfic, até fábula. E ao final, em forma de conto, decidi espalhar delicadamente nossa história de amor, como você me pediu. Refiz umas mil vezes essa primeira parte, tentei parecer intelectual, engraçado, sabichão ou sagaz! E no final, tudo saia desconcertado e torto. Exatamente como minha vida depois do nosso fim. Desconcertada e torta.
Oito de julho. Férias da faculdade para mim. No auge dos meus vinte e três anos, eu só conseguia pensar em como eu queria fugir de mim mesmo por alguns minutos e voltar quando tudo estivesse resolvido. Quando meus pais já tivessem decidido se ficariam juntos ou não. Quando minhas notas na faculdade aumentassem. Quando eu conseguisse ser alguém notável nesse mundo. Nem precisava ser no mundo na verdade, se me notassem em casa, no trabalho e na faculdade já era de bom tamanho. Afinal, meu mundo se resumia nisso.
Não quero pagar de antissocial, porém nunca fui bom com amizades. Mas naquela época, tinha um cara do segundo ano que era bacana, nós conversávamos e trocávamos experiências. Eu chamava-o de conhecido, mas seu nome de verdade era Gregory. Dezenove anos na cara e tinha mais coisa para contar do que eu. Ele já tinha morado fora do país, sabia falar francês e não podia passar perto do prédio de arquitetura que as garotas caiam matando. Mas não quero me aprofundar na vida fantástica do playboyzinho. Quero falar dela. E para falar dela, preciso contar que, um dia, esse tal de Gregory me convidou para uma festa em sua casa. No dia oito de julho, pela manhã.
- Olha, eu não tenho uns cálculos para resolver… eu não sei. - essa era minha desculpa para quase tudo. E é uma desculpa bem aceita quando você é aluno do quarto ano de engenharia civil.
- Vá se foder, você está de férias! Quero você lá hoje, as nove, sem falta.
Suspirei um tanto impaciente, se ele insistisse mais um pouco eu acabaria com nossa “amizade”. Odeio insistências.
- Vou me esforçar para ir. - prometi.
- Se você faltar eu te mato, viado.
Ele me deu um soco no braço me obrigando a fazer o mesmo com ele, só que mais forte.
Festas eram terríveis para mim. Isso não significa que eu não saísse, sempre gostei de bares e de jogar sinuca. Isso me rendia algumas companhias de um dia só, e algumas garotas que duravam o mesmo tempo. E o que eu mais desejava naquele momento era evaporar o playboy e ir correndo para o bar mais próximo tomar um litro de cerveja.
Já era tarde quando eu resolvi me arrumar para ao menos dar um “meus parabéns” para o único cara que me suportava. Nem sabia o que vestir para essas festas, mas fiz o melhor que pude. “Pode ser que seja legal!” minha mente repetia. E eu nem imaginava o que me esperava lá.
Oito de julho. Férias da faculdade para mim. No auge dos meus vinte e três anos, eu só conseguia pensar em como eu queria fugir de mim mesmo por alguns minutos e voltar quando tudo estivesse resolvido. Quando meus pais já tivessem decidido se ficariam juntos ou não. Quando minhas notas na faculdade aumentassem. Quando eu conseguisse ser alguém notável nesse mundo. Nem precisava ser no mundo na verdade, se me notassem em casa, no trabalho e na faculdade já era de bom tamanho. Afinal, meu mundo se resumia nisso.
Não quero pagar de antissocial, porém nunca fui bom com amizades. Mas naquela época, tinha um cara do segundo ano que era bacana, nós conversávamos e trocávamos experiências. Eu chamava-o de conhecido, mas seu nome de verdade era Gregory. Dezenove anos na cara e tinha mais coisa para contar do que eu. Ele já tinha morado fora do país, sabia falar francês e não podia passar perto do prédio de arquitetura que as garotas caiam matando. Mas não quero me aprofundar na vida fantástica do playboyzinho. Quero falar dela. E para falar dela, preciso contar que, um dia, esse tal de Gregory me convidou para uma festa em sua casa. No dia oito de julho, pela manhã.
- Olha, eu não tenho uns cálculos para resolver… eu não sei. - essa era minha desculpa para quase tudo. E é uma desculpa bem aceita quando você é aluno do quarto ano de engenharia civil.
- Vá se foder, você está de férias! Quero você lá hoje, as nove, sem falta.
Suspirei um tanto impaciente, se ele insistisse mais um pouco eu acabaria com nossa “amizade”. Odeio insistências.
- Vou me esforçar para ir. - prometi.
- Se você faltar eu te mato, viado.
Ele me deu um soco no braço me obrigando a fazer o mesmo com ele, só que mais forte.
Festas eram terríveis para mim. Isso não significa que eu não saísse, sempre gostei de bares e de jogar sinuca. Isso me rendia algumas companhias de um dia só, e algumas garotas que duravam o mesmo tempo. E o que eu mais desejava naquele momento era evaporar o playboy e ir correndo para o bar mais próximo tomar um litro de cerveja.
Já era tarde quando eu resolvi me arrumar para ao menos dar um “meus parabéns” para o único cara que me suportava. Nem sabia o que vestir para essas festas, mas fiz o melhor que pude. “Pode ser que seja legal!” minha mente repetia. E eu nem imaginava o que me esperava lá.
Dia 7 de Janeiro. Esse dia foi um recado para todos aqueles que acompanham a história do planeta chamado Terra. Todos nós vimos que a liberdade de expressão foi atacada mas totalmente distorcido pela mídia mundial. Uma representação do poder que dão ao radicais que se espalham pelo mundo. Por que não os destroem por completo? Por que não vão até o Iêmen atacar o al-Qaeda? Derrubar o Hamas na Palestina?
Infelizmente muitos não sabem, mas o que move todo capitalismo é o dinheiro. Com os Estados Unidos da América não é diferente. Como uma das maiores intervenções em todo tipo de confronto mundial, até derrubando Osama Bin Laden que foi o antigo chefe do al-Qaeda, os americanos possuem força suficiente para derrubar esse mal. Só que aproveitam para conquistar mais mercado consumidor.
E por que o Charlie Hebdo não foi incriminado com tantos absurdos? Eles não impuseram essas capas horríveis em toda mente de Paris. Existia franceses aderindo aos pensamentos da revista? Sim. Mas era totalmente relevante. Portanto, deixem de hipocrisia pois esse assunto é sério sim. Só não está sendo passado corretamente pela mídia. Liberdade de expressão foi brutalmente atacada pelos radicais religiosos que estão voltando para assombrar o mundo, infelizmente.
Infelizmente muitos não sabem, mas o que move todo capitalismo é o dinheiro. Com os Estados Unidos da América não é diferente. Como uma das maiores intervenções em todo tipo de confronto mundial, até derrubando Osama Bin Laden que foi o antigo chefe do al-Qaeda, os americanos possuem força suficiente para derrubar esse mal. Só que aproveitam para conquistar mais mercado consumidor.
E por que o Charlie Hebdo não foi incriminado com tantos absurdos? Eles não impuseram essas capas horríveis em toda mente de Paris. Existia franceses aderindo aos pensamentos da revista? Sim. Mas era totalmente relevante. Portanto, deixem de hipocrisia pois esse assunto é sério sim. Só não está sendo passado corretamente pela mídia. Liberdade de expressão foi brutalmente atacada pelos radicais religiosos que estão voltando para assombrar o mundo, infelizmente.
Je suis France.
25 de jan. de 2015
Dia 7 de Janeiro. Esse dia foi um recado para todos aqueles que acompanham a história do planeta chamado Terra. Todos nós vimos que a liberdade de expressão foi atacada mas totalmente distorcido pela mídia mundial. Uma representação do poder que dão ao radicais que se espalham pelo mundo. Por que não os destroem por completo? Por que não vão até o Iêmen atacar o al-Qaeda? Derrubar o Hamas na Palestina?
Infelizmente muitos não sabem, mas o que move todo capitalismo é o dinheiro. Com os Estados Unidos da América não é diferente. Como uma das maiores intervenções em todo tipo de confronto mundial, até derrubando Osama Bin Laden que foi o antigo chefe do al-Qaeda, os americanos possuem força suficiente para derrubar esse mal. Só que aproveitam para conquistar mais mercado consumidor.
E por que o Charlie Hebdo não foi incriminado com tantos absurdos? Eles não impuseram essas capas horríveis em toda mente de Paris. Existia franceses aderindo aos pensamentos da revista? Sim. Mas era totalmente relevante. Portanto, deixem de hipocrisia pois esse assunto é sério sim. Só não está sendo passado corretamente pela mídia. Liberdade de expressão foi brutalmente atacada pelos radicais religiosos que estão voltando para assombrar o mundo, infelizmente.
Infelizmente muitos não sabem, mas o que move todo capitalismo é o dinheiro. Com os Estados Unidos da América não é diferente. Como uma das maiores intervenções em todo tipo de confronto mundial, até derrubando Osama Bin Laden que foi o antigo chefe do al-Qaeda, os americanos possuem força suficiente para derrubar esse mal. Só que aproveitam para conquistar mais mercado consumidor.
E por que o Charlie Hebdo não foi incriminado com tantos absurdos? Eles não impuseram essas capas horríveis em toda mente de Paris. Existia franceses aderindo aos pensamentos da revista? Sim. Mas era totalmente relevante. Portanto, deixem de hipocrisia pois esse assunto é sério sim. Só não está sendo passado corretamente pela mídia. Liberdade de expressão foi brutalmente atacada pelos radicais religiosos que estão voltando para assombrar o mundo, infelizmente.
Eu fui sua. Eu fui sua mais do que já fui, em toda minha vida, qualquer outra coisa. Eu fui sua nas manhãs de domingo e aos sábados à noite – mesmo enquanto você insistia em se divertir com outras. Eu fui sua durante a terrível briga que teve com a sua mãe, durante o problema de saúde do seu pai e até mesmo enquanto você me contava a tentativa falha de beijar a garota mais linda da cidade. Eu insisti – por mais idiota que isto soe. Eu permaneci sendo sua. Inteiramente sua. Eu fiquei ao seu lado e não soltei a sua mão quando cancelaram o show que você iria fazer. Eu fiquei ao seu lado quando um prato quebrou-se na sua cozinha e estilhaços de vidro fizeram sua mão sangrar. E sabe o que você foi? Nada. Absolutamente nada pra mim. Você não conseguiu ser meu, mesmo que eu te provasse todos os dias que eu era a sua melhor opção.
Você insistia na sua rotina sem se importar com meus sentimentos. E, cara, olha o tamanho da burrada: Eu não desisti de você! Tem noção do quanto doía todas as vezes que você desligava o celular pra poder sair às sextas? Tem noção do quanto doía todas as vezes em que você me contava sobre as garotas que saía e tinha noites de aventura? Não. Você não tem noção alguma do que é amar alguém com cada célula do corpo, com cada órgão e cada centímetro de tecido corpóreo. E eu te amei assim. Absurda e exageradamente assim. Eu te amei com todas as minhas forças. Eu juro que meu plano era nunca desistir de você. Mas falhei. Eu sinto muito, mas não consigo mais insistir em algo tão sem futuro como esse ‘nós’ que nunca nem existiu, por mais que você negue.
E, sabe, me desculpe por não ter deixado explícita a imensidão do meu sentimento anteriormente. Eu tive medo. Cara, eu juro que morri de medo de você se assustar com tanto amor. Você não estava acostumado a receber amor de ninguém e, de repente, eu cheguei na sua vida desesperada para te fazer feliz. E como diria Clarice: “Eu queria tanto que você não fugisse de mim. Mas se fosse eu, eu fugia”. Você consegue perceber o abismo sem solução no qual me meti? Eu te amei tanto que tive medo de te sufocar. Eu queria tanto cuidar de você que, se invertêssemos os papéis, eu surtaria. Eu queria tanto dar todo o amor que te faltou a vida toda que, se eu realmente botasse em prática, você espanaria igualzinho uma torneira velha. Segundo a minha mãe, quando nós apertamos algo com muita força nas mãos, acaba vazando por entre os dedos. E eu não queria que você vazasse, foi só isso.
Mas não deu certo. Você fugiu antes mesmo de eu te contar que imprimi todo seu mapa astral. Você desistiu sem sequer saber que eu já imaginava a cor do meu buquê de casamento. Porque eu sou assim mesmo: toda exagerada, ansiosa, inquieta. Eu sou toda errada. Mas, do fundo do meu coração, pela primeira vez na vida eu achei que tivesse encontrado alguém tão errado e confuso quanto eu. Eu juro que por um segundo de insanidade eu tive certeza que éramos perfeitos um para o outro. Porque dentre todos os caras que já conheci – passando até mesmo pelo meu relacionamento mais duradouro – você foi o que mais mexeu na minha vida. Você invadiu meu espaço, bagunçou minha casa, virou-me de cabeça para baixo e sorriu sem jeito quando dei bronca. E sabe o que é pior? O pior foi que eu amei o jeito que ficou minha vida.
Adorei o novo ângulo pelo qual você me ensinou a ver as coisas. Eu te amei, Christopher. Eu te amei mais que a mim. Mais que aos tabus que sempre carreguei. Eu te amei todo errado, ralado pelo long ou engravatado pela mãe. Eu te amei vestido de Papai Noel ou completamente sem roupa, vulnerável a mim. Eu te amei da cabeça aos pés. Da unha feia do seu dedão aos seus cabelos que mais se pareciam com a juba de um leão. Eu amei suas camisetas de rock, seu doce favorito e o solo da sua guitarra. Eu amei sua tatuagem do pulso, sua cicatriz no joelho esquerdo e sua dobrinha na barriga. Eu te amei da pinta da cutícula até o lóbulo da orelha. Te amei dos cílios dos olhos ao dedo torto do seu pé direito. Eu te amei por inteiro e até do avesso. Só lamento por você não ter conseguido ser, realmente, inteiro pra mim.
E eu não posso botar toda a culpa em cima de você. Não posso exigir que você me ame em retribuição do amor desenfreado que te ofereço. Não posso pedir que não desista de algo que nem eu coloco fé. Nós somos o verdadeiro caos. Somos imãs iguais que se repelem, pedaços de um quebra-cabeça sem solução. Nós somos intensos e dramáticos. Somos exigentes e orgulhosos. Nós somos perfeitas metades iguais. E, talvez, justamente por isso, não conseguimos encontrar nosso encaixe perfeito. Mas, mesmo sabendo que as chances de ferrar com tudo eram imensas, eu arrisquei. Eu me entreguei e te enlacei no meu colo. Eu te expliquei durante duas horas, ou mais, todos os detalhes que me faziam amar você. Eu te expliquei o quanto eu havia me tornado dependente da sua felicidade pra ser feliz também. Te expliquei quais eram meus planos pra amenizarmos a provável catástrofe. Eu, toda controladora, praticamente mapeei os passos que teríamos que dar para que a bomba não explodisse em nossas mãos. E explodiu. Eu sinto muito, mas explodiu. Bem diante dos nossos olhos e não houve nada a ser feito. Eu não consegui planejar o que faríamos após as chamas. Você tirou o meu poder de planejamento.
Logo eu, que sempre tive um espartilho imaginário amarrado bem rente às costelas para me manter arqueada, independente e irônica. Logo eu que sempre me vangloriei da minha autossuficiência, me vi achando o seu todo ainda insuficiente. Eu queria mais de você. Eu queria mais de nós. Eu tive medo de que você soltasse meu espatilho de um modo que eu jamais conseguisse amarrá-lo, novamente, sozinha. Tive medo de você me invadir e me bagunçar. E foi exatamente isso que você fez, Chris. Sem dó nem piedade, você me encheu de felicidade momentânea para depois sugar até as certezas que eu tinha antes da sua chegada. Agora eu sou menos da metade sem você. Eu perdi mais do que ganhei.
Por fim, ainda assim, te afirmo: eu fui sua até perder as forças. Fui sua mesmo com toda essa confusão mental que você causa em mim. Fui sua mesmo sem que você fosse meu. Eu fui sua até o momento em que você não quis mais. E, assim como se doa um livro velho ao sebo, você pediu para que eu encontrasse alguém melhor que você; alguém que cuidasse de mim de um jeito que você nunca soube cuidar. Você confessou. Você fez algo que nunca havia feito: você confessou que estragou tudo. Confessou que te dei amor até transbordar e sair pelos poros. Te dei amor até você se assustar. E você preferiu brecar. Você teve medo do que poderia acontecer caso continuasse sendo cada vez mais amado – o que pra mim não faz sentido algum. Você brecou bruscamente e eu ainda segui por um tempo sem você, assim como manda a lei da inércia. Mas aqui é meu ponto de parada, não darei mais um passo por você.
Lamento não ter conseguido fazer com que me amasse na mesma intensidade na qual te amei. Eu fui sua e, mesmo negando, talvez eu ainda seja por um tempo. Vê se não demora, você sabe meu endereço e o café amargo que tanto gosta já está esfriando.
Sobre amor, espartilhos e café amargo
Eu fui sua. Eu fui sua mais do que já fui, em toda minha vida, qualquer outra coisa. Eu fui sua nas manhãs de domingo e aos sábados à noite – mesmo enquanto você insistia em se divertir com outras. Eu fui sua durante a terrível briga que teve com a sua mãe, durante o problema de saúde do seu pai e até mesmo enquanto você me contava a tentativa falha de beijar a garota mais linda da cidade. Eu insisti – por mais idiota que isto soe. Eu permaneci sendo sua. Inteiramente sua. Eu fiquei ao seu lado e não soltei a sua mão quando cancelaram o show que você iria fazer. Eu fiquei ao seu lado quando um prato quebrou-se na sua cozinha e estilhaços de vidro fizeram sua mão sangrar. E sabe o que você foi? Nada. Absolutamente nada pra mim. Você não conseguiu ser meu, mesmo que eu te provasse todos os dias que eu era a sua melhor opção.
Você insistia na sua rotina sem se importar com meus sentimentos. E, cara, olha o tamanho da burrada: Eu não desisti de você! Tem noção do quanto doía todas as vezes que você desligava o celular pra poder sair às sextas? Tem noção do quanto doía todas as vezes em que você me contava sobre as garotas que saía e tinha noites de aventura? Não. Você não tem noção alguma do que é amar alguém com cada célula do corpo, com cada órgão e cada centímetro de tecido corpóreo. E eu te amei assim. Absurda e exageradamente assim. Eu te amei com todas as minhas forças. Eu juro que meu plano era nunca desistir de você. Mas falhei. Eu sinto muito, mas não consigo mais insistir em algo tão sem futuro como esse ‘nós’ que nunca nem existiu, por mais que você negue.
E, sabe, me desculpe por não ter deixado explícita a imensidão do meu sentimento anteriormente. Eu tive medo. Cara, eu juro que morri de medo de você se assustar com tanto amor. Você não estava acostumado a receber amor de ninguém e, de repente, eu cheguei na sua vida desesperada para te fazer feliz. E como diria Clarice: “Eu queria tanto que você não fugisse de mim. Mas se fosse eu, eu fugia”. Você consegue perceber o abismo sem solução no qual me meti? Eu te amei tanto que tive medo de te sufocar. Eu queria tanto cuidar de você que, se invertêssemos os papéis, eu surtaria. Eu queria tanto dar todo o amor que te faltou a vida toda que, se eu realmente botasse em prática, você espanaria igualzinho uma torneira velha. Segundo a minha mãe, quando nós apertamos algo com muita força nas mãos, acaba vazando por entre os dedos. E eu não queria que você vazasse, foi só isso.
Mas não deu certo. Você fugiu antes mesmo de eu te contar que imprimi todo seu mapa astral. Você desistiu sem sequer saber que eu já imaginava a cor do meu buquê de casamento. Porque eu sou assim mesmo: toda exagerada, ansiosa, inquieta. Eu sou toda errada. Mas, do fundo do meu coração, pela primeira vez na vida eu achei que tivesse encontrado alguém tão errado e confuso quanto eu. Eu juro que por um segundo de insanidade eu tive certeza que éramos perfeitos um para o outro. Porque dentre todos os caras que já conheci – passando até mesmo pelo meu relacionamento mais duradouro – você foi o que mais mexeu na minha vida. Você invadiu meu espaço, bagunçou minha casa, virou-me de cabeça para baixo e sorriu sem jeito quando dei bronca. E sabe o que é pior? O pior foi que eu amei o jeito que ficou minha vida.
Adorei o novo ângulo pelo qual você me ensinou a ver as coisas. Eu te amei, Christopher. Eu te amei mais que a mim. Mais que aos tabus que sempre carreguei. Eu te amei todo errado, ralado pelo long ou engravatado pela mãe. Eu te amei vestido de Papai Noel ou completamente sem roupa, vulnerável a mim. Eu te amei da cabeça aos pés. Da unha feia do seu dedão aos seus cabelos que mais se pareciam com a juba de um leão. Eu amei suas camisetas de rock, seu doce favorito e o solo da sua guitarra. Eu amei sua tatuagem do pulso, sua cicatriz no joelho esquerdo e sua dobrinha na barriga. Eu te amei da pinta da cutícula até o lóbulo da orelha. Te amei dos cílios dos olhos ao dedo torto do seu pé direito. Eu te amei por inteiro e até do avesso. Só lamento por você não ter conseguido ser, realmente, inteiro pra mim.
E eu não posso botar toda a culpa em cima de você. Não posso exigir que você me ame em retribuição do amor desenfreado que te ofereço. Não posso pedir que não desista de algo que nem eu coloco fé. Nós somos o verdadeiro caos. Somos imãs iguais que se repelem, pedaços de um quebra-cabeça sem solução. Nós somos intensos e dramáticos. Somos exigentes e orgulhosos. Nós somos perfeitas metades iguais. E, talvez, justamente por isso, não conseguimos encontrar nosso encaixe perfeito. Mas, mesmo sabendo que as chances de ferrar com tudo eram imensas, eu arrisquei. Eu me entreguei e te enlacei no meu colo. Eu te expliquei durante duas horas, ou mais, todos os detalhes que me faziam amar você. Eu te expliquei o quanto eu havia me tornado dependente da sua felicidade pra ser feliz também. Te expliquei quais eram meus planos pra amenizarmos a provável catástrofe. Eu, toda controladora, praticamente mapeei os passos que teríamos que dar para que a bomba não explodisse em nossas mãos. E explodiu. Eu sinto muito, mas explodiu. Bem diante dos nossos olhos e não houve nada a ser feito. Eu não consegui planejar o que faríamos após as chamas. Você tirou o meu poder de planejamento.
Logo eu, que sempre tive um espartilho imaginário amarrado bem rente às costelas para me manter arqueada, independente e irônica. Logo eu que sempre me vangloriei da minha autossuficiência, me vi achando o seu todo ainda insuficiente. Eu queria mais de você. Eu queria mais de nós. Eu tive medo de que você soltasse meu espatilho de um modo que eu jamais conseguisse amarrá-lo, novamente, sozinha. Tive medo de você me invadir e me bagunçar. E foi exatamente isso que você fez, Chris. Sem dó nem piedade, você me encheu de felicidade momentânea para depois sugar até as certezas que eu tinha antes da sua chegada. Agora eu sou menos da metade sem você. Eu perdi mais do que ganhei.
Por fim, ainda assim, te afirmo: eu fui sua até perder as forças. Fui sua mesmo com toda essa confusão mental que você causa em mim. Fui sua mesmo sem que você fosse meu. Eu fui sua até o momento em que você não quis mais. E, assim como se doa um livro velho ao sebo, você pediu para que eu encontrasse alguém melhor que você; alguém que cuidasse de mim de um jeito que você nunca soube cuidar. Você confessou. Você fez algo que nunca havia feito: você confessou que estragou tudo. Confessou que te dei amor até transbordar e sair pelos poros. Te dei amor até você se assustar. E você preferiu brecar. Você teve medo do que poderia acontecer caso continuasse sendo cada vez mais amado – o que pra mim não faz sentido algum. Você brecou bruscamente e eu ainda segui por um tempo sem você, assim como manda a lei da inércia. Mas aqui é meu ponto de parada, não darei mais um passo por você.
Lamento não ter conseguido fazer com que me amasse na mesma intensidade na qual te amei. Eu fui sua e, mesmo negando, talvez eu ainda seja por um tempo. Vê se não demora, você sabe meu endereço e o café amargo que tanto gosta já está esfriando.
Deixe de frescura homi.
Se chegue aqui em Recife,
Bagunce no Carnaval livre
E se torne mais uma arretado.
Se aprochegue logo danado.
Ta com frescura de homi safado
Que não conhece a maior festa!
Pernambuco inteiro te espera.
Pode ser até os de fora,
Os espertos e os cabra safado
Que sempre vem a tora
Descobrir o que tem do lado.
Uma terra que só mora a cultura!
Da literatura de cordel a agricultura,
Da própria literatura ao carnaval
E do Mestre Salustiano na escultura.
Se chegue aqui em Recife,
Bagunce no Carnaval livre
E se torne mais uma arretado.
Se aprochegue logo danado.
Ta com frescura de homi safado
Que não conhece a maior festa!
Pernambuco inteiro te espera.
Pode ser até os de fora,
Os espertos e os cabra safado
Que sempre vem a tora
Descobrir o que tem do lado.
Uma terra que só mora a cultura!
Da literatura de cordel a agricultura,
Da própria literatura ao carnaval
E do Mestre Salustiano na escultura.
Se chegue homi.
24 de jan. de 2015
Deixe de frescura homi.
Se chegue aqui em Recife,
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E se torne mais uma arretado.
Se aprochegue logo danado.
Ta com frescura de homi safado
Que não conhece a maior festa!
Pernambuco inteiro te espera.
Pode ser até os de fora,
Os espertos e os cabra safado
Que sempre vem a tora
Descobrir o que tem do lado.
Uma terra que só mora a cultura!
Da literatura de cordel a agricultura,
Da própria literatura ao carnaval
E do Mestre Salustiano na escultura.
Se chegue aqui em Recife,
Bagunce no Carnaval livre
E se torne mais uma arretado.
Se aprochegue logo danado.
Ta com frescura de homi safado
Que não conhece a maior festa!
Pernambuco inteiro te espera.
Pode ser até os de fora,
Os espertos e os cabra safado
Que sempre vem a tora
Descobrir o que tem do lado.
Uma terra que só mora a cultura!
Da literatura de cordel a agricultura,
Da própria literatura ao carnaval
E do Mestre Salustiano na escultura.
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