Este livro é o quarto romance do escritor alagoano Graciliano Ramos. Foi publicado em 1938 pela editora José Olympio. Era uma obra que estava destinada a Geração de 30 ou segunda fase do modernismo no país.
A obra escrita estava diretamente relacionado aos acontecimentos da época. Seca no Nordeste, desigualdade social, fome e etc. Com isso, a família de Fabiano vive um grave problema econômico e não tenho o que comer tanto que precisam se mudar em busca de trabalho. No caminho da mudança, eles enfrentam a falta de comida como constante problema.
E um atrativo dessa obra é a grande qualidade de Graciliano Ramos. A forma de ver o Brasil totalmente regionalizado, utilizando a objetividade é o ponto máximo. Só que ele usa tanto disso que acaba causando uma comoção incrível ao leitor que está envolvido com a obra. Por exemplo, a morte da cadela Baleia.
Fica aí mais uma indicação de um grande escritor do nosso país!
Link abaixo com o livro completo.
http://colegioconexaoserradamesa.com.br/public/material/material_1ano_em_livro_vidassecas.pdf
Resenha: Vidas Secas - Graciliano Ramos.
5 de fev. de 2015
Este livro é o quarto romance do escritor alagoano Graciliano Ramos. Foi publicado em 1938 pela editora José Olympio. Era uma obra que estava destinada a Geração de 30 ou segunda fase do modernismo no país.
A obra escrita estava diretamente relacionado aos acontecimentos da época. Seca no Nordeste, desigualdade social, fome e etc. Com isso, a família de Fabiano vive um grave problema econômico e não tenho o que comer tanto que precisam se mudar em busca de trabalho. No caminho da mudança, eles enfrentam a falta de comida como constante problema.
E um atrativo dessa obra é a grande qualidade de Graciliano Ramos. A forma de ver o Brasil totalmente regionalizado, utilizando a objetividade é o ponto máximo. Só que ele usa tanto disso que acaba causando uma comoção incrível ao leitor que está envolvido com a obra. Por exemplo, a morte da cadela Baleia.
Fica aí mais uma indicação de um grande escritor do nosso país!
Link abaixo com o livro completo.
http://colegioconexaoserradamesa.com.br/public/material/material_1ano_em_livro_vidassecas.pdf
Moral?
Hoje ninguém sabe o que é moral. Vivemos em uma
sociedade hipócrita.
Uma sociedade que prega o livre arbítrio de uma
pessoa, e ao mesmo tempo descriminam uma pessoa só pelo fato de ela ser
diferente. O livre arbítrio implica em fazermos nossas próprias escolhas,
independente do que uma pessoa pensa ou acha.
As pessoas nos apresentam uma religião, falando que
temos que seguir aqueles ensinamentos, mas, mata alguém só pelo de não ser
igual?
Alguém esta fazendo as coisas erradas por aqui.
Eu posso escolher ser deferente. Posso escolher ser
gay, ser hippie, ser budista, ser católica, ser da umbanda e sem sofrer com isso. Ninguém precisa
concordar com as atitudes de quem escolhe ser diferente, mas existe uma coisa
chamada RESPEITO, e isso deve sobressair a tudo.
Não é porque você não gosta das diferenças que você não
vai respeitar.
O ser humano é muito engraçado. Não sabe o que quer,
vive rasgando o peito se dizendo um respeitador, buscando por direitos iguais
entre as pessoas, mas no fundo são hipócritas.
Hipócritas por não saberem agir. Não saberem se
portar.
Respeitar diferenças não é só ter que respeitar a
religião, existe coisas mais importantes que isso. A VIDA!
Ter a certeza de que você vai ir e vir da sua casa
em segurança, sem ter medo do que pode acontecer só por não seguir um “padrão
social”.
Ninguém é obrigado a se portar como o outro.
Pense!
MORALismo
Moral?
Hoje ninguém sabe o que é moral. Vivemos em uma
sociedade hipócrita.
Uma sociedade que prega o livre arbítrio de uma
pessoa, e ao mesmo tempo descriminam uma pessoa só pelo fato de ela ser
diferente. O livre arbítrio implica em fazermos nossas próprias escolhas,
independente do que uma pessoa pensa ou acha.
As pessoas nos apresentam uma religião, falando que
temos que seguir aqueles ensinamentos, mas, mata alguém só pelo de não ser
igual?
Alguém esta fazendo as coisas erradas por aqui.
Eu posso escolher ser deferente. Posso escolher ser
gay, ser hippie, ser budista, ser católica, ser da umbanda e sem sofrer com isso. Ninguém precisa
concordar com as atitudes de quem escolhe ser diferente, mas existe uma coisa
chamada RESPEITO, e isso deve sobressair a tudo.
Não é porque você não gosta das diferenças que você não
vai respeitar.
O ser humano é muito engraçado. Não sabe o que quer,
vive rasgando o peito se dizendo um respeitador, buscando por direitos iguais
entre as pessoas, mas no fundo são hipócritas.
Hipócritas por não saberem agir. Não saberem se
portar.
Respeitar diferenças não é só ter que respeitar a
religião, existe coisas mais importantes que isso. A VIDA!
Ter a certeza de que você vai ir e vir da sua casa
em segurança, sem ter medo do que pode acontecer só por não seguir um “padrão
social”.
Ninguém é obrigado a se portar como o outro.
Pense!
Ah... Um
amigo!
Um dos
sentimentos mais sinceros, mais verdadeiro.
Você
gosta sem cobrança, é um gostar sem interesse. Simplesmente gosta, sem porquês.
É tão
engraçado como alguém que aparece do nada, começa a fazer uma diferença gigante
na sua vida. E não tem diferença entre um amigo que você conhece há um dia, um
mês ou um ano. O que realmente importa é como ele te faz sentir.
Sabe uma
amizade como detectar uma amizade saudável?
Quando
você puder conversar com seus amigos coisas engraçadas e ao mesmo tempo falar
de dor. Afinal, a vida não é feita apenas de momentos felizes.
É complicado achar amigos atualmente, as
pessoas estão sendo regidas por interesse. Ma as vezes damos sorte.
Não há
diferença se esse amigo é ou não virtual. So que já teve ou tem uma sabe
valorizar cada momento junto, aquele primeiro abraço. Sempre dizem que abraço é
o enontro de dois corações, corações que se gostam de batem junto no mesmo
ritmo.
O melhor
lugar do mundo é dentro de um abraço não é mesmo? Concordo!
Amar um
amigo é uma dádiva.
Friendship
4 de fev. de 2015
Ah... Um
amigo!
Um dos
sentimentos mais sinceros, mais verdadeiro.
Você
gosta sem cobrança, é um gostar sem interesse. Simplesmente gosta, sem porquês.
É tão
engraçado como alguém que aparece do nada, começa a fazer uma diferença gigante
na sua vida. E não tem diferença entre um amigo que você conhece há um dia, um
mês ou um ano. O que realmente importa é como ele te faz sentir.
Sabe uma
amizade como detectar uma amizade saudável?
Quando
você puder conversar com seus amigos coisas engraçadas e ao mesmo tempo falar
de dor. Afinal, a vida não é feita apenas de momentos felizes.
É complicado achar amigos atualmente, as
pessoas estão sendo regidas por interesse. Ma as vezes damos sorte.
Não há
diferença se esse amigo é ou não virtual. So que já teve ou tem uma sabe
valorizar cada momento junto, aquele primeiro abraço. Sempre dizem que abraço é
o enontro de dois corações, corações que se gostam de batem junto no mesmo
ritmo.
O melhor
lugar do mundo é dentro de um abraço não é mesmo? Concordo!
Amar um
amigo é uma dádiva.
Pode parecer que o feminismo seja um assunto clichê, daqueles que já foi tão debatido que não há mais o que dizer. Mas é justamente por isso que deve ser discutido. Se supostamente já foi dito o suficiente, então por que nada mudou? Quero dizer, houve várias conquistas quando se tratam dos direitos das mulheres, mas e a mentalidade da sociedade atual, que se diz tão avançada, será que realmente mudou?
Vemos no nosso cotidiano mulheres sendo assediadas moral e até fisicamente nas ruas por suas escolhas profissionais e pessoais. As prostitutas são exemplos dessa intensa condenação social por uma simples escolha profissional. Isto é, as mulheres não podem transitar entre as profissões porque são mal vistas? É uma forma de ganhar dinheiro, muitas têm como base de sua renda familiar seus trabalhos nas ruas. Não só elas, mas as mulheres que ocupam cargos que outrora eram exclusivamente masculinos também são vítimas desse assédio moral. A presença feminina na construção civil é um dos pontos que ainda merecem atenção justamente porque não são tratados com normalidade. Qual a diferença entre uma casa planejada e construída por um homem de uma em que uma mulher ocupou seu espaço? Nenhuma. E é justamente aí que o preconceito aparece. O fato de um nome feminino relacionar-se com uma ocupação anteriormente limitada aos homens causa estranhamento em grande parte da população, pois, desde os tempos primitivos, relaciona-se a “soberania” masculina em relação às mulheres devido à sua superioridade física, fato que não se aplica em todos os casos em que é usado como desculpa.
Além disso, uma mulher vestindo roupas curtas tornou-se sinônimo de usar uma placa entitulando-a fácil. Num dia de calor, os homens podem andar pelas ruas com vestes mais curtas sem causar problemas, enquanto as mulheres numa mesma situação sofrem assédios físicos e morais. E ainda há os que dizem que as mulheres vestem-se assim para chamar a atenção e que merecem ser estupradas. Onde fica a liberdade de expressão? Onde fica a liberdade de poder usar o que quiser? Nos países islâmicos, em que há a adoção da burca como vestimenta obrigatória, também são registrados casos de estupro e lá não é “por falta de pano”.
O absurdo de tudo isso é que é real. Quisera eu que tudo não passasse de mais uma ficção. Enquanto a ideologia da sociedade contemporânea continuar como a de uma da Idade Média, nada vai mudar. Não digo que as mulheres deveriam ter um tratamento especial, nem que fossem tratadas como homens, mas sim como seres humanos.
Vemos no nosso cotidiano mulheres sendo assediadas moral e até fisicamente nas ruas por suas escolhas profissionais e pessoais. As prostitutas são exemplos dessa intensa condenação social por uma simples escolha profissional. Isto é, as mulheres não podem transitar entre as profissões porque são mal vistas? É uma forma de ganhar dinheiro, muitas têm como base de sua renda familiar seus trabalhos nas ruas. Não só elas, mas as mulheres que ocupam cargos que outrora eram exclusivamente masculinos também são vítimas desse assédio moral. A presença feminina na construção civil é um dos pontos que ainda merecem atenção justamente porque não são tratados com normalidade. Qual a diferença entre uma casa planejada e construída por um homem de uma em que uma mulher ocupou seu espaço? Nenhuma. E é justamente aí que o preconceito aparece. O fato de um nome feminino relacionar-se com uma ocupação anteriormente limitada aos homens causa estranhamento em grande parte da população, pois, desde os tempos primitivos, relaciona-se a “soberania” masculina em relação às mulheres devido à sua superioridade física, fato que não se aplica em todos os casos em que é usado como desculpa.
Além disso, uma mulher vestindo roupas curtas tornou-se sinônimo de usar uma placa entitulando-a fácil. Num dia de calor, os homens podem andar pelas ruas com vestes mais curtas sem causar problemas, enquanto as mulheres numa mesma situação sofrem assédios físicos e morais. E ainda há os que dizem que as mulheres vestem-se assim para chamar a atenção e que merecem ser estupradas. Onde fica a liberdade de expressão? Onde fica a liberdade de poder usar o que quiser? Nos países islâmicos, em que há a adoção da burca como vestimenta obrigatória, também são registrados casos de estupro e lá não é “por falta de pano”.
O absurdo de tudo isso é que é real. Quisera eu que tudo não passasse de mais uma ficção. Enquanto a ideologia da sociedade contemporânea continuar como a de uma da Idade Média, nada vai mudar. Não digo que as mulheres deveriam ter um tratamento especial, nem que fossem tratadas como homens, mas sim como seres humanos.
Estamos de volta à Idade Média?
3 de fev. de 2015
Pode parecer que o feminismo seja um assunto clichê, daqueles que já foi tão debatido que não há mais o que dizer. Mas é justamente por isso que deve ser discutido. Se supostamente já foi dito o suficiente, então por que nada mudou? Quero dizer, houve várias conquistas quando se tratam dos direitos das mulheres, mas e a mentalidade da sociedade atual, que se diz tão avançada, será que realmente mudou?
Vemos no nosso cotidiano mulheres sendo assediadas moral e até fisicamente nas ruas por suas escolhas profissionais e pessoais. As prostitutas são exemplos dessa intensa condenação social por uma simples escolha profissional. Isto é, as mulheres não podem transitar entre as profissões porque são mal vistas? É uma forma de ganhar dinheiro, muitas têm como base de sua renda familiar seus trabalhos nas ruas. Não só elas, mas as mulheres que ocupam cargos que outrora eram exclusivamente masculinos também são vítimas desse assédio moral. A presença feminina na construção civil é um dos pontos que ainda merecem atenção justamente porque não são tratados com normalidade. Qual a diferença entre uma casa planejada e construída por um homem de uma em que uma mulher ocupou seu espaço? Nenhuma. E é justamente aí que o preconceito aparece. O fato de um nome feminino relacionar-se com uma ocupação anteriormente limitada aos homens causa estranhamento em grande parte da população, pois, desde os tempos primitivos, relaciona-se a “soberania” masculina em relação às mulheres devido à sua superioridade física, fato que não se aplica em todos os casos em que é usado como desculpa.
Além disso, uma mulher vestindo roupas curtas tornou-se sinônimo de usar uma placa entitulando-a fácil. Num dia de calor, os homens podem andar pelas ruas com vestes mais curtas sem causar problemas, enquanto as mulheres numa mesma situação sofrem assédios físicos e morais. E ainda há os que dizem que as mulheres vestem-se assim para chamar a atenção e que merecem ser estupradas. Onde fica a liberdade de expressão? Onde fica a liberdade de poder usar o que quiser? Nos países islâmicos, em que há a adoção da burca como vestimenta obrigatória, também são registrados casos de estupro e lá não é “por falta de pano”.
O absurdo de tudo isso é que é real. Quisera eu que tudo não passasse de mais uma ficção. Enquanto a ideologia da sociedade contemporânea continuar como a de uma da Idade Média, nada vai mudar. Não digo que as mulheres deveriam ter um tratamento especial, nem que fossem tratadas como homens, mas sim como seres humanos.
Vemos no nosso cotidiano mulheres sendo assediadas moral e até fisicamente nas ruas por suas escolhas profissionais e pessoais. As prostitutas são exemplos dessa intensa condenação social por uma simples escolha profissional. Isto é, as mulheres não podem transitar entre as profissões porque são mal vistas? É uma forma de ganhar dinheiro, muitas têm como base de sua renda familiar seus trabalhos nas ruas. Não só elas, mas as mulheres que ocupam cargos que outrora eram exclusivamente masculinos também são vítimas desse assédio moral. A presença feminina na construção civil é um dos pontos que ainda merecem atenção justamente porque não são tratados com normalidade. Qual a diferença entre uma casa planejada e construída por um homem de uma em que uma mulher ocupou seu espaço? Nenhuma. E é justamente aí que o preconceito aparece. O fato de um nome feminino relacionar-se com uma ocupação anteriormente limitada aos homens causa estranhamento em grande parte da população, pois, desde os tempos primitivos, relaciona-se a “soberania” masculina em relação às mulheres devido à sua superioridade física, fato que não se aplica em todos os casos em que é usado como desculpa.
Além disso, uma mulher vestindo roupas curtas tornou-se sinônimo de usar uma placa entitulando-a fácil. Num dia de calor, os homens podem andar pelas ruas com vestes mais curtas sem causar problemas, enquanto as mulheres numa mesma situação sofrem assédios físicos e morais. E ainda há os que dizem que as mulheres vestem-se assim para chamar a atenção e que merecem ser estupradas. Onde fica a liberdade de expressão? Onde fica a liberdade de poder usar o que quiser? Nos países islâmicos, em que há a adoção da burca como vestimenta obrigatória, também são registrados casos de estupro e lá não é “por falta de pano”.
O absurdo de tudo isso é que é real. Quisera eu que tudo não passasse de mais uma ficção. Enquanto a ideologia da sociedade contemporânea continuar como a de uma da Idade Média, nada vai mudar. Não digo que as mulheres deveriam ter um tratamento especial, nem que fossem tratadas como homens, mas sim como seres humanos.
O livro Sentimento do Mundo é o terceiro trabalho poético da carreira de Carlos Drummond de Andrade. Possui 28 poemas que foram produzidos entre 1935 e 1940.
Essa obra é referente a primeira fase da carreira de Drummond, a fase gauche(lê-se gôxe). Ele trouxe o olhar do poeta sobre o mundo a sua volta, criticando o poder de destruição do homem, tentando para um lado mais crítico e totalmente político, engajado. Além disso, o livro foi escritor na época que período entre guerras. Anos do fim da primeira guerra mundial.
MENINO CHORANDO NA NOITE
Na noite lenta e morna,
morta noite sem ruído,
um menino chora.
O choro atrás da parede,
a luz atrás da vidraça
perdem-se na sombra dos passos abafados,
das vozes extenuadas,
e, no entanto,
se ouve até o rumor da gota de remédio
caindo na colher.
Um menino chora na noite,
atrás da parede, atrás da rua,
longe um menino chora,
em outra cidade talvez,
talvez em outro mundo.
E vejo a mão que levanta a colher,
enquanto a outra sustenta a cabeça
e vejo o fio oleoso
que escorre pelo queixo do menino,
escorre pela rua, escorre pela cidade,
um fio apenas.
E não há mais ninguém no mundo
A não esse menino chorando.
Um dos 28 poemas, Menino Chorando na Noite, representa a dor universal do mundo. Ser triste dói. Um poema considerado por possuir ternura. Uma qualidade bem predominante no livro é o isolamento social do que ocorre pelo sofrimento existente no mundo.
Resenha: Sentimento do Mundo - Carlos Drummond de Andrade.
O livro Sentimento do Mundo é o terceiro trabalho poético da carreira de Carlos Drummond de Andrade. Possui 28 poemas que foram produzidos entre 1935 e 1940.
Essa obra é referente a primeira fase da carreira de Drummond, a fase gauche(lê-se gôxe). Ele trouxe o olhar do poeta sobre o mundo a sua volta, criticando o poder de destruição do homem, tentando para um lado mais crítico e totalmente político, engajado. Além disso, o livro foi escritor na época que período entre guerras. Anos do fim da primeira guerra mundial.
MENINO CHORANDO NA NOITE
Na noite lenta e morna,
morta noite sem ruído,
um menino chora.
O choro atrás da parede,
a luz atrás da vidraça
perdem-se na sombra dos passos abafados,
das vozes extenuadas,
e, no entanto,
se ouve até o rumor da gota de remédio
caindo na colher.
Um menino chora na noite,
atrás da parede, atrás da rua,
longe um menino chora,
em outra cidade talvez,
talvez em outro mundo.
E vejo a mão que levanta a colher,
enquanto a outra sustenta a cabeça
e vejo o fio oleoso
que escorre pelo queixo do menino,
escorre pela rua, escorre pela cidade,
um fio apenas.
E não há mais ninguém no mundo
A não esse menino chorando.
Um dos 28 poemas, Menino Chorando na Noite, representa a dor universal do mundo. Ser triste dói. Um poema considerado por possuir ternura. Uma qualidade bem predominante no livro é o isolamento social do que ocorre pelo sofrimento existente no mundo.
Ela. Lá estava ela. Vou ser sincero com vocês, no dia eu não a enxerguei com tanta magia como conto agora. No dia era só uma garota na pista de dança, como qualquer outra. Mas hoje, só consigo lembrar dos cabelos negros balançando em câmera lenta. Do corpo balançando em câmera lenta. A cintura, os quadris, as pernas, os braços. E só consigo me lembrar de como amo, ainda, cada parte dela. Um filme só nosso se passa pela minha cabeça, cheio de abraços, cheiros e beijos na ponta do nariz, como ela gostava. Porém como eu já alertei, no dia era só uma garota na pista de dança, que se aproximou da minha mesa acompanhada do meu amigo, o aniversariante e de mais duas moças:
- Eu sabia que você viria, vacilão! - abracei Greg entregando o presente que havia comprado. Nada muito especial. Fiquei meio sem reação vendo as três garotas sentando conosco, apesar de todas serem bonitas.
- Essa é a Diane. - indicou com a cabeça uma garota de cabelos dourados e compridos, roupa cheia de brilhos e e algumas sardas no rosto delicado. Ela me cumprimentou brevemente e virou uma tequila, e depois outra.
- Essa aqui é a sapatão mais gostosa desse pub, Luna.
- Eu sou bi! - ela gritou - Oi! - de cabelo azul, raspado de um lado e uma presilha. A roupa era mais coberta e menos chamativa. Mas simpatizei com ela, por algum motivo.
- E essa é minha prima favorita, Chloe. - e apontou para ela. Ela. Olhos claros, cabelos escuros. Era mais magra e mais baixinha que as outras garotas. E foi a única que sorriu para mim, ali na mesa. Não disse nada. Só sorriu me olhando, e empurrou para perto de mim o copo de vodka que estava tomando.
- Não, obrigado.
Ela encolheu e os ombros virou o que sobrou daquele copo. Acho que ficou com vergonha por eu não ter aceitado. Ou por não saber o que dizer.
- Não vai se apresentar pra elas? - ele sussurrou tentando fazer com o gesto não soasse afetivo demais.
- Sou Matthew. - eu demorei para me soltar. Sempre demoro.
Greg foi dançar com a prima e a loira e eu fiquei na mesa conversando com Luna.
Ela era interessante e estava na mesma universidade que nós, assim como Diane. Só Chloe ainda terminava a escola. E estava ali de maneira ilegal já que ela só tinha dezessete. Luna me interessou. Porque era mais velha, e tinha uma mente criativa e inquieta. Chloe me soou infantil, inconsequente e sem graça. Sei que ela ficaria chateada se soubesse disso.
Só trocamos palavras antes de ir embora:
- Já vai? - perguntou ela se apoiando na mesa.
- Vou sim. Já tá tarde.
- Hora de criança ir pra cama, hein Chloe. Seu pai depois vai nos matar. - Luna comentou, pegando as coisas dela.
- Ah não, ainda é cedo... eu queria dançar mais. - reclamou.
- Quer ir comigo ou ter que carregar seu primo bêbado para casa, mais tarde? - nisso Luna já tinha se levantado e colocado um casaco no ombro da morena, que olhou para trás vendo Gregory com a quinta garota da noite. Ela suspirou e pegou sua bolsa.
Saímos juntos, Luna puxando uns assuntos até chegarmos ao estacionamento onde ambas me beijaram a bochecha em despedida.
Às vezes eu me sinto culpado por não ter visto tudo que Chloe era naquele primeiro momento. Às vezes, acho que desde ali ela já planejava ser misteriosa e intrigante para me ter mais tarde da maneira mais profunda que alguém. Às vezes, acho que ela também não me notou e me achou sem graça. Nunca vou saber a resposta.
O que aconteceu dali em diante, sem a presença dela, pouco importa para essa história. Só voltei a encontrar minha garota duas semanas depois, quando minhas aulas já haviam voltado. Assim como toda aquela chatice da vida comum. Estudar, trabalhar, negar alguns convites para baladas, ir para o bar, depois voltar para casa. E foi voltando para casa que eu a encontrei novamente.
Ensaios sobre ela
2 de fev. de 2015
Ela. Lá estava ela. Vou ser sincero com vocês, no dia eu não a enxerguei com tanta magia como conto agora. No dia era só uma garota na pista de dança, como qualquer outra. Mas hoje, só consigo lembrar dos cabelos negros balançando em câmera lenta. Do corpo balançando em câmera lenta. A cintura, os quadris, as pernas, os braços. E só consigo me lembrar de como amo, ainda, cada parte dela. Um filme só nosso se passa pela minha cabeça, cheio de abraços, cheiros e beijos na ponta do nariz, como ela gostava. Porém como eu já alertei, no dia era só uma garota na pista de dança, que se aproximou da minha mesa acompanhada do meu amigo, o aniversariante e de mais duas moças:
- Eu sabia que você viria, vacilão! - abracei Greg entregando o presente que havia comprado. Nada muito especial. Fiquei meio sem reação vendo as três garotas sentando conosco, apesar de todas serem bonitas.
- Essa é a Diane. - indicou com a cabeça uma garota de cabelos dourados e compridos, roupa cheia de brilhos e e algumas sardas no rosto delicado. Ela me cumprimentou brevemente e virou uma tequila, e depois outra.
- Essa aqui é a sapatão mais gostosa desse pub, Luna.
- Eu sou bi! - ela gritou - Oi! - de cabelo azul, raspado de um lado e uma presilha. A roupa era mais coberta e menos chamativa. Mas simpatizei com ela, por algum motivo.
- E essa é minha prima favorita, Chloe. - e apontou para ela. Ela. Olhos claros, cabelos escuros. Era mais magra e mais baixinha que as outras garotas. E foi a única que sorriu para mim, ali na mesa. Não disse nada. Só sorriu me olhando, e empurrou para perto de mim o copo de vodka que estava tomando.
- Não, obrigado.
Ela encolheu e os ombros virou o que sobrou daquele copo. Acho que ficou com vergonha por eu não ter aceitado. Ou por não saber o que dizer.
- Não vai se apresentar pra elas? - ele sussurrou tentando fazer com o gesto não soasse afetivo demais.
- Sou Matthew. - eu demorei para me soltar. Sempre demoro.
Greg foi dançar com a prima e a loira e eu fiquei na mesa conversando com Luna.
Ela era interessante e estava na mesma universidade que nós, assim como Diane. Só Chloe ainda terminava a escola. E estava ali de maneira ilegal já que ela só tinha dezessete. Luna me interessou. Porque era mais velha, e tinha uma mente criativa e inquieta. Chloe me soou infantil, inconsequente e sem graça. Sei que ela ficaria chateada se soubesse disso.
Só trocamos palavras antes de ir embora:
- Já vai? - perguntou ela se apoiando na mesa.
- Vou sim. Já tá tarde.
- Hora de criança ir pra cama, hein Chloe. Seu pai depois vai nos matar. - Luna comentou, pegando as coisas dela.
- Ah não, ainda é cedo... eu queria dançar mais. - reclamou.
- Quer ir comigo ou ter que carregar seu primo bêbado para casa, mais tarde? - nisso Luna já tinha se levantado e colocado um casaco no ombro da morena, que olhou para trás vendo Gregory com a quinta garota da noite. Ela suspirou e pegou sua bolsa.
Saímos juntos, Luna puxando uns assuntos até chegarmos ao estacionamento onde ambas me beijaram a bochecha em despedida.
Às vezes eu me sinto culpado por não ter visto tudo que Chloe era naquele primeiro momento. Às vezes, acho que desde ali ela já planejava ser misteriosa e intrigante para me ter mais tarde da maneira mais profunda que alguém. Às vezes, acho que ela também não me notou e me achou sem graça. Nunca vou saber a resposta.
O que aconteceu dali em diante, sem a presença dela, pouco importa para essa história. Só voltei a encontrar minha garota duas semanas depois, quando minhas aulas já haviam voltado. Assim como toda aquela chatice da vida comum. Estudar, trabalhar, negar alguns convites para baladas, ir para o bar, depois voltar para casa. E foi voltando para casa que eu a encontrei novamente.
Existe pessoas tão maldosas nesse mundo, eu fico indignada. Pessoas vem, julgam meu jeito de ser, falam que há algo de errado com meu corpo e com minha aparência física, dizem que há algo de errado comigo. E aí, parei pra pensar, e a única conclusão que consegui ter, é que não há nada de errado comigo, mas sim, com essa pessoa. Geralmente, as pessoas julgam aquilo que queriam ser, ou o que queriam ter. Eu nunca consegui entender isso, mas graças a Deus, eu abri meus olhos, e vi, que eu sou muito mais do que dizem, eu sou muito mais do que os olhos pode ver. Hoje, eu consegui abandonar meu "ou" e enfrentar meu "&'s", Eu adoro filmes de patricinhas, e eu também gosto daqueles filmes mais complexos que coloca a cabeça pra pensar, sou drama e sou comédia, eu gosto de rock, e adoro mpb, adoro moda e futebol, amo me maquiar pra sair e ficar em casa toda desajeitada, amo escrever e atuar. Eu demonstro meus sentimentos escrevendo, e isso é maravilhoso, eu tenho sonhos que estou lutando para alcançar a cada dia. Eu acredito em um mundo melhor, e o que está ao meu alcance eu faço pra ajudar as pessoas. Eu tenho um bom coração, sempre vou está ao lado de quem amo, mesmo que tenha me machucado. Eu sei pedir perdão, e melhor ainda, eu sei perdoar. Eu tenho qualidade incríveis, que podem não ser um corpo lindo, e nem um rosto angelical, mas são qualidades, que com certeza me faz ser uma pessoa diferente, e superior a qualquer julgamento de uma pessoa mal resolvida com si mesmo. Minhas atitudes, e o que sou por dentro mostra quem sou, eu não preciso ser perfeita, eu preciso ser eu mesma, e ser sincera comigo mesma. Por isso eu te digo, quando aquela pessoa chegar pra te humilhar, você não precisa fazer o mesmo, simplesmente mostre a ela os seus "&'s", e mostre a ela as suas qualidades, eu tenho certeza, que depois, ela vai parar pra pensar e vai ver, que você é muito melhor do que ela pensou. Chega de rótulos. Não joguem pedras nas pessoas, amem cada uma delas.
Nós todos somos iguais, viva a igualdade.
Nós todos somos iguais, viva a igualdade.
#UseSeuE!
Existe pessoas tão maldosas nesse mundo, eu fico indignada. Pessoas vem, julgam meu jeito de ser, falam que há algo de errado com meu corpo e com minha aparência física, dizem que há algo de errado comigo. E aí, parei pra pensar, e a única conclusão que consegui ter, é que não há nada de errado comigo, mas sim, com essa pessoa. Geralmente, as pessoas julgam aquilo que queriam ser, ou o que queriam ter. Eu nunca consegui entender isso, mas graças a Deus, eu abri meus olhos, e vi, que eu sou muito mais do que dizem, eu sou muito mais do que os olhos pode ver. Hoje, eu consegui abandonar meu "ou" e enfrentar meu "&'s", Eu adoro filmes de patricinhas, e eu também gosto daqueles filmes mais complexos que coloca a cabeça pra pensar, sou drama e sou comédia, eu gosto de rock, e adoro mpb, adoro moda e futebol, amo me maquiar pra sair e ficar em casa toda desajeitada, amo escrever e atuar. Eu demonstro meus sentimentos escrevendo, e isso é maravilhoso, eu tenho sonhos que estou lutando para alcançar a cada dia. Eu acredito em um mundo melhor, e o que está ao meu alcance eu faço pra ajudar as pessoas. Eu tenho um bom coração, sempre vou está ao lado de quem amo, mesmo que tenha me machucado. Eu sei pedir perdão, e melhor ainda, eu sei perdoar. Eu tenho qualidade incríveis, que podem não ser um corpo lindo, e nem um rosto angelical, mas são qualidades, que com certeza me faz ser uma pessoa diferente, e superior a qualquer julgamento de uma pessoa mal resolvida com si mesmo. Minhas atitudes, e o que sou por dentro mostra quem sou, eu não preciso ser perfeita, eu preciso ser eu mesma, e ser sincera comigo mesma. Por isso eu te digo, quando aquela pessoa chegar pra te humilhar, você não precisa fazer o mesmo, simplesmente mostre a ela os seus "&'s", e mostre a ela as suas qualidades, eu tenho certeza, que depois, ela vai parar pra pensar e vai ver, que você é muito melhor do que ela pensou. Chega de rótulos. Não joguem pedras nas pessoas, amem cada uma delas.
Nós todos somos iguais, viva a igualdade.
Nós todos somos iguais, viva a igualdade.
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